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Contra-Economia é um termo originalmente utilizado por Samuel Edward Konkin III e Neil J. Schulman, ativistas teóricos libertários. Konkin definiu a contra-economia como "o estudo e/ou prática de toda ação humana pacífica que é proibida pelo Estado." A contra-economia foi integrada por Schulman[1] na doutrina agorista de Konkin, para formar o que eles chamam de uma variante revolucionária do anarquismo de mercado.[2]

O conceito de contra-economia também é usado em um sentido distinto, mas indiscutivelmente compatível em referir-se ao abordar a justiça social e a questão da sustentabilidade em um contexto de mercado, apesar de ser um modo mais geral de Anti-establishment, em vez de explicitamente ilegal.

Em ambos os sentidos, pode-se incluir formas não-monetárias de troca, como uma economia de escambo, ou uma economia da dádiva.

Índice

OrigensEditar

As primeiras apresentações da teoria da contra-economia foram feitas por Samuel Konkin III em duas conferências organizadas por J. Neil Schulman, CounterCon I em 1974 e CounterCon II em 1975, ambas realizadas em Cheshire, Connecticut. Outros oradores nestas conferências inclúem Robert LeFevre, Kenneth Kalcheim e Dennis Turner.

O primeiro livro a retratar a contra-economia como uma estratégia para se alcançar uma sociedade libertária foi Alongside Night de Schulman, publicado em 1979.

Relação com o AgorismoEditar

O agorismo de Konkin, como exposto em seu Novo Manifesto Libertário[3], postula que o método correto para alcançar uma sociedade anarquista de livre-mercado é através da advocacia e do crescimento da economia subterrânea, ou "mercado negro" — a "contra-economia" como coloca Konkin — até o ponto em que percebe-se que o Estado como autoridade moral e poder total foi tão profundamente minado que a revolução anarquista de mercado e as empresas de segurança podem surgir do subsolo e, finalmente, suprimir governo como uma atividade criminal (com a tributação sendo tratada como roubo, e guerra sendo tratada como genocídio, etc).

De acordo com o panfleto de Contra-Economia de Konkin[4]:

A Contra-Economia é a soma de toda a ação humana não-agressiva que é proibida pelo Estado. [...] A Contra-Economia inclui o mercado livre, o mercado negro, a "economia subterrânea", todos os atos de desobediência civil e social, todos os atos de associações proibidas (sexual, racial, inter-religioso), e todo os resto que o Estado, em qualquer lugar ou tempo, opta por proibir, controlar, regular, tributar, ou tarifar. A Contra-Economia exclui toda a ação aprovada pelo Estado (o "Mercado Branco") e o Mercado Vermelho (violência e roubo não aprovados pelo Estado).

De acordo com Konkin, a contra-economia também admite a libertação imediata do controle estatal, em qualquer nível prático, mediante a aplicação da lógica empresarial para decidir racionalmente quais as leis que discretamente quebra e quando o faz. O princípio fundamental é o comércio de risco para o lucro, embora "lucro" possa se referir a qualquer ganho de valor percebido, não só ganhos estritamente monetários (como uma conseqüência da teoria do valor subjetivo).

Das práticas de contra-economia incluem-se[5]:

Ver tambémEditar

Referências

  1. Afterword by Samuel Edward Konkin in Alongside Night. Pulpless.Com, 1999. p. 274. ISBN 1584451203, 9781584451204
  2. Agorism.info
  3. «Cópia arquivada» (PDF). Consultado em 21 de junho de 2010. Arquivado do original (PDF) em 23 de fevereiro de 2012 
  4. «Cópia arquivada» (PDF). Consultado em 21 de junho de 2010. Arquivado do original (PDF) em 25 de março de 2009 
  5. Counter-Economics Arquivado em 2012-07-12 no Archive.is, Market Anarchist Distro