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No centro, um dos coxins endocárdicos.

Os coxins endocárdicos são estruturas que fazem parte da formação do coração humano, desenvolvidas em sua fase embriológica. Surgem das paredes dorsal e ventral do canal atrioventricular e se fundem para dividir esse canal em esquerdo e direito após terem sido invadidos por células mesenquimatosas. Os coxins participam da septação do coração e da formação das valvas atrioventriculares.[1][2]

O septo primeiro (septum primum), uma membrana que surge do teto do átrio primitivo, se desenvolve em forma de crescente em direção aos coxins e forma com estes uma abertura, o forame primeiro, até ocorrer a fusão completa e formação do septo atrioventricular primitivo. O coxim serve de sustentação para o septo primeiro quando este se torna a válvula do forame oval, que divide os átrios.

Os coxins ainda formam a parte membranosa do septo interventricular (que divide os ventrículos). Uma extensão do coxim direito se forma em direção à parte muscular do septo.[2]

Defeito do coxim endocárdicoEditar

Uma falha na fusão dos coxins com o septo primeiro causa uma anomalia grave em que o forame primeiro, que deveria ser totalmente fechado, permanece aberto e permite a passagem de sangue entre os átrios, podendo, em alguns casos, deixar uma fenda na cúspide anterior da válvula mitral.[2] É a cardiopatia congênita mais frequentemente associada a Síndrome de Down.

Referências

  1. AMARAL, Hugo Becker et al. Bases morfológicas para o estudo do septo interatrial no feto humano. Universidade Federal de Santa Maria; Porto Alegre - RS.
  2. a b c MOORE, Keith L.; PERSAUD, T. V. N. Embriologia Básica. 5ª ed. Pgs. 297, 304, 310. Edit. Guanabara Koogan S.A.