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BiografiaEditar

Filho de Píndaro Arantes, gráfico, e Adelaide Pimenta Arantes, costureira, Edson Aran nasceu em São Sebastião do Paraíso, no sudoeste de Minas Gerais, mas mudou-se ainda criança para a vizinha Cássia, antiga Santa Rita de Cássia, que ele sempre considerou como sua "verdadeira cidade natal".

Cursou o ensino fundamental no Grupo Escolar Melo Viana e o ensino médio na Escola Estadual São Gabriel, ambas escolas públicas.

Já na adolescência, demonstrou aptidão para o humor e o jornalismo, fundando com amigos o jornal mimeografado "Raskunho", publicado mensalmente de 1980 a 1981.

Inspirado por artistas do cartum de nome abreviado, como seus ídolos Millôr, Henfil e Angeli, encurtou o nome para "Aran". Mais tarde, adotaria a assinatura "Edson Aran" também em seus trabalhos como jornalista.

CarreiraEditar

Formou-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, foi selecionado para o Curso Abril de Jornalismo da Editora Abril e iniciou sua carreira em 1986 como repórter da revista Contigo!.

Em Contigo! foi um dos responsáveis pela seção de humor "Fotofofoca", que encerrava a revista, composta por fotos jornalísticas com "balões" humorísticos. Mesmo depois de deixar a revista, já em 1991, foi o responsável pela seção, que passou a assinar.

Ao mesmo tempo em que atuava como jornalista, publicava seus textos e desenhos de humor em O Pasquim, revista AZ, IstoÉ e Diário Popular.

Chefiou as redações das revistas Set e participou da criação da revista Sexy, um spin-off da revista Interview, com entrevistas eróticas, mas sem nudez.

Ingressou na revista VIP em 1999,como redator-chefe, tornando-se um dos principais artificies do realinhamento editorial da publicação com as modernas revistas masculinas inglesas da época, como For Him Magazine (FHM), Maxim e Loaded.

Deixou a VIP em 2003 para assumir a direção de redação da revista Sexy e implementar uma bem sucedida mudança editorial que levou a revista a superar, pela primeira vez na história, a circulação total da revista Playboy em duas ocasiões (abril de 2004 e setembro de 2005).

Retornou à Abril em 2006 como diretor de redação da Playboy. Em Playboy, Aran retomou a tradição das grandes entrevistas e reportagens, mas sem se descuidar de dois importantes pilares da publicação, os cartuns e textos de humor. Além disso, introduziu um calendário de edições temáticas - Gastronomia, Futebol, Humor, Música e Verão -, algo inusual nas revistas brasileiras de grande circulação.

Edson Aran deixou a Playboy em 2013 — foi o segundo diretor de redação mais longevo da publicação — para se dedicar à carreira de roteirista e escritor.

Livros publicadosEditar

"Aqui Jaz - O Livro dos Epitáfios", São Paulo, Editoria Ática, 1996 (com Carlos Castelo) (humor)

"A Noite dos Cangaceiros Mortos-Vivos", São Paulo, Editora Nova Alexandria, 2001 (romance)

"Conspirações - Tudo o que não querem que você saiba", São Paulo, Geração Editorial, 2003) (teorias conspiratórias)

"O Imbecilismo", São Paulo, Geração Editorial, 2005 (crônicas de humor)

"Delacroix escapa das chamas", Rio de Janeiro, Editora Record, 2009 (romance)

"O amor é outra coisa", São Paulo, Jardim dos Livros, 2013 (aforismos)

"O Livro das Conspirações", São Paulo, Suma de Letras, 2016 (teorias conspiratórias)

Participação em antologiasEditar

"Blônicas", São Paulo, Editoria Jabotica, 2005 (crônicas)

"O Humor da Playboy", São Paulo, Editora Abril, 2009 (crônicas e cartuns, também editor)

"Na Kombi", São Paulo, Editora Barba Negra, 2010 (aforismos)

"Os melhores textos da revista Bula", São Paulo, Editora Ex Machina, 2016 (crônicas)

"Poços é uma Festa", Poços de Caldas, Editora Scortecci, 2016) (crônicas)

InternetEditar

Edson Aran também tem atuação importante e assídua na Internet.

O SITE DO ARAN, com seus textos e tiras de humor, foi criado em 2003 e apresentou algumas de suas principais criações: Telma Luíza, a última combatente da Guerra dos Sexos; Quânticus - O Destruidor de Mundos; Romero, o Morto-Vivo; e Vendaval de Emoções, uma série feita com colagens de quadrinhos clássicos de Rip Kirby e Modesty Blaise.

Em 2015, criou o site REPÚBLICA DOS BANANAS, uma espécie de "revista" digital de humor.

No Twitter, onde Aran está desde 2008, ele criou o meme "O amor é outra coisa", que se tornou um fenômeno no mini-blog e acabou por gerar o livro de mesmo nome, além de inspirar uma canção da banda Velhas Virgens.

Um exemplo:

"O amor não é uma coisa que o tira do chão e o transporta para lugares que você nunca viu. O nome disso é avião. O amor é outra coisa."

Em 2010, criou também no Twitter o perfil MARCHA DA HISTÓRIA (@MarchaHist), que acrescenta legendas falsas e bem humoradas a imagens históricas.

RoteirosEditar

Como roteirista, Edson Aran é co-criador, com a Tortuga Produções, da série de vinhetas animadas "History Drink", do History Channel. Escreveu para a primeira e segunda temporadas do humorístico "Vai que Cola" e participou da equipe que reformulou o programa "Zorra", da TV Globo.

Ligações externasEditar