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A chamada Emenda Platt foi um dispositivo legal, inserido na Carta Constitucional de Cuba, que autorizava os Estados Unidos a intervir naquele país a qualquer momento em que interesses recíprocos de ambos os países fossem ameaçados. Desta forma, na prática, Cuba passou a ser um protetorado estadunidense.

A Emenda Platt representou uma ingerência nos assuntos cubanos, restringindo o exercício soberano da política externa e comercial de Cuba;

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: Guerra de Independência Cubana

AntecedentesEditar

Muitos historiadores afirmam que, já no século XIX, o senador estado-unidense James Bayard Jr. teria declarado que os interesses futuros, não apenas dos Estados Unidos, mas da civilização e do progresso humanos, estavam profundamente envolvidos na aquisição de Cuba pelos Estados Unidos.

Ao final da Guerra de Independência de Cuba, contra a Espanha, em 1898, os Estados Unidos envolveram-se no conflito, sob o pretexto de um suposto ataque contra um de seus navios de guerra, ancorado na ilha. A vitória sobre as forças espanholas foi rápida, mas os Estados Unidos mantiveram o seu aparato militar na ilha, pretextando a defesa de seus interesses, ao mesmo tempo em que a Constituição da nova nação era elaborada.

Emenda PlattEditar

Após a Guerra Hispano-Americana, os Estados Unidos ocuparam Cuba de 1891 a 1903. Como Cuba não era soberana politicamente nem parte da potência de que passava a depender na prática, a Emenda Platt comprometeu a legitimidade do Estado pós-colonial.

ProtetoradoEditar

O dispositivo dá exemplos, na prática, da aplicação da chamada Política do Big Stick (na qual usava a força do exército para resolver problemas em um de seus estados), formulada pelo presidente estadunidense Theodore Roosevelt.

Nos anos seguintes, os investimentos estadunidenses na ilha ampliaram-se consideravelmente, fomentando a produção açucareira e os setores de transporte, serviços e de turismo.

A Emenda Platt manteve Cuba como um "protetorado" estadunidense até 1933, quando um movimento popular conduziu ao poder Fulgêncio Batista, soldado e ditador, que governou Cuba duas vezes: de 1933 a 1944, período em que exerceu um governo forte e eficiente, e novamente após um golpe de Estado de 1952 a 1959, apoiado pelos Estados Unidos, quando se tornou ditador, encarcerando seus oponentes, usando métodos terroristas e fazendo fortuna para si e para seus aliados. [1]

Fidel Castro considera que "a Emenda Platt e o colonialismo econômico que ela trouxe à ilha" foi uma das causas da revolução de 1959: "A Revolução foi produto do domínio imperial." [2] Desse modo, o regime de Fidel Castro manipulava a oposição ao imperialismo em benefício de seu regime, em uma constante luta contra o ainda forte imperialismo americano. Políticas deste tipo foram implementadas pelo imperialismo norte americano em diversos outros países da América Latina, como na Nicarágua e Guatemala.[3] Neste último, a mesma política do Big Stick resultou em uma sangrenta ditadura militar e posterior guerra civil que durou 36 anos.

Referências

Ver tambémEditar

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