Emirado Islâmico do Afeganistão

د افغانستان اسلامي امارت
(Da Afġānistān Islāmī Amārāt)

Emirado Islâmico do Afeganistão
Bandeira do Afeganistão
Brasão de armas
Bandeira Brasão
Lema: لا إله إلا الله، محمد رسول الله
(Lā ʾilāha ʾillā llāh, Muhammadun rasūlu llāh)

Não há outro deus além de Alá; Maomé é o mensageiro de Deus. (Chahada)
Hino nacional: دا د باتورانو کور
Esta é a Casa dos Bravos[1][2][3][4]
Gentílico: afegão, afegã, afegane e afegânico

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Localização do Afeganistão
Capital Cabul
Línguas pastó (oficial)
Dari e outras línguas e dialetos do Afeganistão
Religião oficial Islão
Governo Emirado teocrático islâmico unitário
 - Emir[a] Hibatullah Akhundzada
 - Primeiro-ministro interino Mohammad Hassan Akhund
 - 1º Vice-primeiro-ministro interino Abdul Ghani Baradar
 - 2º Vice-primeiro-ministro interino Abdul Salam Hanaf
História  
 - Mohammad Omar, proclamado Comandante dos Fiéis 3 de abril de 1996 
 - Captura de Cabul 27 de setembro de 1996 
 - Nome trocado para Emirado 29 de outubro de 1997 
 - Invasão norte-americana 7 de outubro de 2001 
 - Queda de Cabul 13 de novembro de 2001 
 - Batalha de Tora Bora 17 de dezembro de 2001 
 - Recaptura de Cabul 15 de agosto de 2021 
 - Emirado Islâmico restaurado 19 de agosto de 2021 
Área  
 - Total 587,578 km² 
População  
 - Estimativa para 2021 39,905,102 hab. 
Moeda Afegane (AFA)
Cód. telef. +93

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O Emirado Islâmico do Afeganistão é um emirado islâmico não reconhecido que foi estabelecido pela primeira vez em setembro de 1996 pelos Talibãs, uma organização islâmica Deobandi que iniciou a sua governação do Afeganistão após a queda de Cabul em 1996. Em 2001, foi derrubado por uma coligação militar liderada pelos Estados Unidos, que invadiu o país após os ataques de 11 de setembro, desencadeando uma guerra de 20 anos no Afeganistão. Os Talibãs regressaram ao poder após a partida da maioria das forças da OTAN e a queda de Cabul em agosto de 2021, e desde então têm o controlo de facto sobre a maior parte do país.[5]

HistóriaEditar

Estabelecimento e governo (1996–2001)Editar

O Talibã e seu governo surgiu a partir do caos que se encontrava o Afeganistão após a invasão soviética. Começou como um movimento político-religioso fundamentalista islâmico composto de estudantes das madraças na região de Helmande e Candaar, no Afeganistão. Surpreendentemente pastós étnicos locais, misturaram códigos tribais dos Pashtunwali com elementos do ensinamento islâmico Deobandi para formar o movimento talibã, uma ideologia fundamentalista islâmica antiocidental, antimoderna e altamente restritiva que governaria o país.[6]

Espalhando de Candaar, o Talibã, por fim tomou Cabul em 1996. Até o final de 2000, o Talibã foi capaz de capturar 90% do país, além de fortalezas da oposição afegã ( a Aliança do Norte) principalmente encontradas na região nordeste da província de Badaquistão. O Talibã tentou impor uma interpretação estrita da lei islâmica, a xaria, e depois foram apontados como partidários dos mujahidin, principalmente por abrigar rede de Osama bin Laden, a Al-Qaeda.

Durante a história de cinco anos do emirado islâmico, grande parte da população experimentou restrições à sua liberdade e às violações dos direitos humanos. As mulheres eram proibidas de trabalhar, as meninas proibidas de frequentar escolas ou universidades. Aqueles que resistiram foram punidos imediatamente. Os comunistas foram sistematicamente erradicados e os ladrões foram punidos por amputar uma de suas mãos ou pés.

Os talibãs conseguiram quase erradicar a maior parte da produção de ópio em 2001,[7] que no entanto foi sempre uma importante fonte de rendimento para os senhores da guerra afegãos, e os Taliban não foram excepção.[8]

Após o tratamento duro do Talibã às etnias xiitas do Afeganistão, o Irã intensificou a assistência à Aliança do Norte. As relações com o Talibã se deterioraram ainda mais em 1998, após as forças talibãs tomarem o consulado iraniano em Mazar e Xarife e executarem diplomatas iranianos. Na sequência deste incidente, o Irã quase entrou em guerra com o Talibã no Afeganistão, mas a intervenção do Conselho de Segurança das Nações Unidas e dos Estados Unidos impediram uma iminente invasão iraniana.

Insurgência (2001–2021)Editar

O governo do Emirado Islâmico do Afeganistão chegou ao fim em 2001, após a invasão dos Estados Unidos. Em maio e junho de 2003, altos funcionários do Talibã proclamaram o Talibã reagrupado e pronto para a guerrilha para expulsar as forças dos EUA do Afeganistão[9]. No final de 2004, o então oculto líder do Talibã, Mohammed Omar, anunciou uma insurgência contra "a América e seus fantoches" (ou seja, as forças transitórias do governo afegão) para "reconquistar a soberania de nosso país".[10]

O apoio contínuo de grupos tribais e outros no Paquistão, o tráfico de drogas e o pequeno número de forças da OTAN, combinado com a longa história de resistência e isolamento, indicava que as forças e líderes do Talibã estavam sobrevivendo. Ataques suicidas e outros métodos terroristas não usados ​​em 2001 tornaram-se mais comuns. Observadores sugeriram que a erradicação da papoula, que prejudicou o sustento dos afegãos que viviam de sua produção, e as mortes de civis causadas por ataques aéreos, estimularam o ressurgimento. Esses observadores sustentaram que a política deveria se concentrar em "corações e mentes" e na reconstrução econômica, que poderia lucrar com a mudança da proibição para o produção de papoula para uso medicinal.[11]

Em 8 de fevereiro de 2009, o comandante das operações dos Estados Unidos no Afeganistão, general Stanley McChrystal, e outras autoridades disseram que a liderança do Talibã se encontrava na cidade de Quetta, no Paquistão. Em 2009, uma forte insurgência havia se consolidado, conhecida como Operação Al Faath, a palavra árabe para "vitória" tirada do Alcorão[12], na forma de guerrilha. O grupo tribal pashtun, com mais de 40 milhões de membros (incluindo afegãos e paquistaneses), tinha uma longa história de resistência às forças de ocupação, portanto o Talibã pode ter compreendido apenas uma parte da insurgência. A maioria dos combatentes do Talibã pós-invasão eram novos recrutas, a maioria oriundos de madraças locais.

Em julho de 2016, a revista americana Time estimou que 20% do Afeganistão estava sob controle do Talibã, com a província de Helmande no extremo sul do país como sendo seu reduto[13], enquanto que o comandante da coalizão internacional Resolute Support dos EUA, General Nicholson, em dezembro de 2016 afirmou que 10% do território afegão estava nas mãos do Talibã enquanto outros 26% eram disputados entre o governo afegão e vários grupos de insurgência[14].

Em 29 de maio de 2020, foi relatado que o filho de Mohamed Omar, Mullah Mohammad Yaqoob, estava agora atuando como líder do Talibã depois que vários membros da Shura de Quetta foram infectados com a COVID-19[15]. Foi previamente confirmado em 7 de maio de 2020 que Yaqoob havia se tornado chefe da comissão militar do Talibã, tornando-o o chefe militar dos insurgentes. Entre os infectados na Shura de Quetta, que continuou a realizar reuniões pessoais, estavam Hibatullah Akhundzada e Sirajuddin Haqqani, então comandantes das redes Talibã e Haqqani, respectivamente[16]. Depois de se recuperar, Hibatullah Akhundzada reassumiu seu papel como Líder Supremo do Talibã.

Retorno ao poder (2021–presente)Editar

O Talibã iniciou uma ofensiva para recuperar o controle do país em maio de 2021.[17] A ofensiva foi simultânea à retirada das tropas americanas do país, que estava programada para ser concluída em 11 de setembro de 2021. Durante os meses de junho e julho, o Talibã obteve ganhos constantes no campo e em centros urbanos isolados. A partir de 6 de agosto, o Talibã começou a capturar centros urbanos (capitais províncias) e capturou a capital, Cabul, em 15 de agosto, encontrando apenas resistência limitada. À tarde, foi relatado que o presidente afegão Ashraf Ghani havia deixado o país, fugindo para o Tajiquistão ou o Uzbequistão. O vice-presidente Amrullah Saleh e o presidente da Câmara do Povo, Mir Rahman Rahmani, também teriam fugido para o Tajiquistão e o Paquistão, respectivamente. Após a fuga de Ghani, as forças leais restantes abandonaram seus postos e as Forças Armadas afegãs deixaram de existir de facto. Na noite de 15 de agosto, o Talibã ocupou o palácio presidencial, baixou a bandeira republicana afegã e ergueu sua própria bandeira sobre o palácio. No dia seguinte, o Talibã proclamou a restauração do Emirado Islâmico do Afeganistão[18].

 
Militantes do Talibã controlando a cidade de Cabul, em agosto de 2021

Após a queda de Cabul, o presidente americano Joe Biden criticou os militares e o governo da República Islâmica do Afeganistão, particularmente o presidente Ashraf Ghani e o chefe do executivo Abdullah Abdullah, e os atacou por tolerarem a corrupção, a falta de vontade de negociar um acordo com o Talibã, e a falta de apoio geral da população, dizendo que não cabia aos Estados Unidos promover incessantemente a democracia liberal no país[19].

Direitos humanos no emirado em 2021Editar

Em 2021, Suhail Shaheen (porta-voz oficial do emirado) afirmou publicamente que as mulheres no emirado têm o direito de trabalhar e ser educadas até ao nível universitário. Shaheen declarou que milhares de escolas continuam a funcionar após a conquista, e afirmou o compromisso do emirado com os direitos das mulheres no que diz respeito à educação, trabalho e liberdade de expressão - dentro dos limites das regras islâmicas. Shaheen afirmou que todas as pessoas deveriam ser iguais, e que não deveria haver discriminação dentro do país. Ao contrário do período do anterior regime talibã, esperar-se-ia que as mulheres usassem o hijab mas não a burca, pois o hijab é exigido pelas regras islâmicas, de acordo com Shaheen. [20][21][22]

A situação no terreno, contudo, contradiz todo este discurso de moderação. [23] Perguntado sobre as declarações conciliatórias dos Talibãs que sugeriam um regime diferente do seu anterior, Joseph Borrell,representante da política externa da UE, ironizou: "Parece-me que são os mesmos de antes, mas falam melhor inglês".[24]

En 7 de setembro de 2021, os talibãs anunciaram um governo provisorio inteiramente masculino, apenas composto por membros do movimento, e que incluía um ministro do Interior procurado pelo FBI. Está de volta o "Ministério para a propagação da virtude e prevenção do vício" que cuida que a xaria seja estritamente observada.[25]

Na sua primeira entrevista com os meios de comunicação ocidentais, o agente do Ministério para a propagação da virtude e prevenção do vício em Candaar, Mawlawi Mohammad Shebani, promete que as coisas serão diferentes dos anos 1990. "Não queremos que as pessoas entrem em pânico" — diz ele. Shebani revelou o manual de bolso destinado a orientar o trabalho dos seus homens: deve ser usada primeiro a persuasão, e só depois a força contra os mais recalcitrantes. O manual exige que as mulheres só saiam de casa com hijabe, acompanhadas por um tutor masculino, quer orações obrigatórias e tem regras sobre o comprimento da barba para os homens.[26]

Reconhecimento internacionalEditar

1996–2001Editar

Somente o Paquistão, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos reconheceram o governo talibã. O Estado não foi reconhecido pelas Nações Unidas. O Turquemenistão, no entanto, era conhecido por ter realizado reuniões oficiais e acordos com os ministros do governo talibã.

Uma das razões para essa falta de reconhecimento internacional foi o desprezo do Talibã pelo direito internacional, como demonstrado por suas ações ao assumir o poder. Por exemplo, um dos primeiros atos do Emirado Islâmico foi o assassinato do ex-presidente do Afeganistão Mohammad Najibullah. Antes do Talibã ter sequer tomado o controle da capital do Afeganistão, enviou uma equipe para prender, torturar, mutilar e matar Najibullah, deixando seu corpo pendurado em um poste de luz fora do palácio presidencial por dois dias. Como Najibullah estava hospedado no complexo das Nações Unidas em Cabul, isto era uma violação do direito internacional.[27] Como mais um exemplo, o regime talibã foi também fortemente criticado pelo assassínio de diplomatas iranianos no Afeganistão em 1998.[27][28]

2021-presenteEditar

Até a data de Setembro de 2021, ainda nenhum país reconheceu formalmente o Emirado Islâmico do Afeganistão como o sucessor legítimo da República Islâmica do Afeganistão.

Reações internacionais ao restabelecimento do Emirado Islâmico do Afeganistão em 2021Editar

Governos nacionaisEditar
  •   De acordo com o Ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, AK Abdul Momen, "Se um governo talibã for formado, o que já foi feito, nossa porta estará aberta para eles, é um governo do povo e não importa qual novo governo seja formado, aceitaremos se for do povo ”. Tanto Bangladexe como o Afeganistão têm boas relações diplomáticas, com o ministro, considerando Bangladexe como um "potencial parceiro de desenvolvimento e amigo do Afeganistão"[29].
  •   O primeiro-ministro Justin Trudeau declarou que o Canadá não reconhecerá o Emirado Islâmico como governo legítimo do Afeganistão e que o Talibã continuará sendo uma organização proibida no Canadá.[30]
  •   Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Popular da China afirmou que a China "respeita os desejos e escolhas do povo afegão" e espera "amizade e cooperação" com as novas autoridades. A China também espera obter garantias do Talibã de que não apoiará o Partido Islâmico do Turquestão, sancionado pela ONU ou permitir que operem a partir do território afegão.[31]
  •   O presidente, Ebrahim Raisi ​​do Irã disse que o "fracasso militar" dos EUA no Afeganistão oferece uma oportunidade de estabelecer uma paz duradoura no país. A TV estatal iraniana citou-o dizendo que "a derrota militar da América e sua retirada devem se tornar uma oportunidade para restaurar a vida, a segurança e uma paz duradoura no Afeganistão".[32]
  •   O Primeiro-ministro, Imran Khan afirmou que os afegãos "quebraram as algemas da escravidão".[33] O ministro das Relações Exteriores, Fawad Chaudhry afirmou que o Paquistão não reconheceria um governo liderado pelo Talibã sem consultar os parceiros regionais e internacionais, acrescentando que estava satisfeito com o fato de a transferência de poder ter ocorrido sem derramamento de sangue. O Representante do Paquistão nas Nações Unidas referiu-se ao governo liderado por Ashraf Ghani como "um regime agora extinto" e criticou a participação do representante afegão nomeado por Ashraf, além de ter sido impedido de se dirigir ao Conselho de Segurança da ONU presidido pela Índia em um reunião do conselho de segurança.[34]
  •   A Rússia não reconheceu o emirado como autoridade legal do Afeganistão. O embaixador da Rússia no Afeganistão, Dmitri Jirnov, deve se encontrar com um representante do Talibã na terça-feira para discutir a segurança para o embaixada em Cabul, que permanecerá aberta. Moscou disse que espera desenvolver laços com o Talibã, embora também diga que não tem pressa em reconhecê-los como governantes do país. Em 16 de agosto de 2021, Dmitri Jirnov elogiou o grupo e declarou que "a situação é pacífica e boa e tudo se acalmou na cidade. A situação em Cabul agora sob o Talibã é melhor do que era sob Ashraf Ghani". O Talibã continua sendo uma organização banida da Rússia.[35]
  •   Uma declaração emitida pelo Ministério das Relações Exteriores do Reino da Arábia Saudita disse que "o reino permanece com as escolhas que o povo afegão faz sem interferência".[36]
  •   O primeiro-ministro, Boris Johnson exortou outros países a não reconhecerem o Emirado Islâmico como o governo legítimo do Afeganistão.[37]
  •   O Secretário de Estado, Antony Blinken disse em uma entrevista que os Estados Unidos não reconhecerão nenhum governo que abrigue grupos terroristas ou não defenda os direitos humanos básicos.[38] O Departamento de Estado dos EUA posteriormente se recusou a dizer se os Estados Unidos ainda reconheciam Ashraf Ghani como o Presidente do Afeganistão.
Organizações internacionaisEditar
  •   As Nações Unidas apelaram ao "estabelecimento, por meio de negociações inclusivas, de um governo unido, inclusivo e representativo com a participação plena, igual e significativa das mulheres". Ghulam M. Isaczai, o representante do Afeganistão nas Nações Unidas, que foi nomeado pela República Islâmica do Afeganistão, continuou a representar o país em uma reunião do Conselho de Segurança realizada em 16 de agosto de 2021[39].
  •   O Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança Josep Borrell, declarou que a UE terá para entrar em contato com as autoridades em Cabul, sejam elas quais forem. 'O Talibã venceu a guerra, então teremos que falar com eles, mas não expressamos nenhum plano de reconhecer o Emirado Islâmico do Afeganistão'[40].

Chefes de estadoEditar

Nome Retrato Duração de vida Mandato Partido político
Início da posse Fim da posse Duração da posse
Emirado Islâmico do Afeganistão (1996–2001)
Mulá
Mohammed Omar
1960–2013 27 de setembro de 1996 13 de novembro de 2001 5 anos, 47 dias Talibã
Emir e Comadante dos Fiéis; o Emirado Islâmico nunca alcançou amplo reconhecimento internacional, apesar de controlar cerca de 90% do território afegão; Deposto
Mulá
Mohammad Rabbani
  1955–2001 27 de setembro de 1996 13 de abril de 2001 4 anos, 198 dias Talibã
Chefe do Conselho Supremo; Vice-Líder do Talibã; Morreu no escritório
Mulá
Abdul Kabir
  n. 1958 16 de abril de 2001 13 de novembro de 2001 211 dias Talibã
Chefe Interino do Conselho Supremo; Deposto
Emirado Islâmico do Afeganistão (2021–presente)
Mulá
Hibatullah Akhundzada
Ficheiro:Mawlawi Hibatullah Akhundzada.jpg n. 1961 15 de agosto de 2021 sem cargo 106 dias Talibã
Emir e Comadante dos Fiéis; O Emirado Islâmico não é atualmente reconhecido internacionalmente, apesar de controlar a maioria do território afegão

Ver tambémEditar

Notas

  1. O título oficial é Miralmuminim (em português: Comandante dos Fiéis). A posição é muitas vezes referida em português como simplesmente "emir".

Referências

  1. «BBCNazer.com | زندگى و آموزش | حرف های مردم: سرود ملی». www.bbc.co.uk. Consultado em 18 de agosto de 2021 
  2. mdweyal@gmail.com, Dr N. M. Weyal. «د ملي سرود تاریخ | روهي». Rohi.Af (em pastó). Consultado em 18 de agosto de 2021 
  3. «ملا فقیر محمد درویش د جهادي ترنم منل شوی سرخیل». نن ټکی اسیا (em pastó). 16 de janeiro de 2018. Consultado em 18 de agosto de 2021 
  4. Tharoor, Ishaan (19 de junho de 2013). «The Taliban's Qatar Office: Are Prospects for Peace Already Doomed». Time. ISSN 0040-781X. Consultado em 19 de agosto de 2021 
  5. Ellis-Petersen, Hannah (16 de agosto de 2021). «Taliban declares 'war is over in Afghanistan' as foreign powers exit Kabul». The Guardian (em inglês) 
  6. Rashid, Ahmed (2010). Taliban, Militant Islam, Oil and Fundamentalism in Central Asia 2ª ed. New Haven: Yale University Press. ISBN 978-0-300-16368-1 
  7. «Afghanistan, Opium and the Taliban». www.opioids.com. Consultado em 17 de agosto de 2021 
  8. Rashid, Ahmed (2000). Talibanː Militant Islam,Oil and Fundamentalism in Central Asia. [S.l.]: Yale University Press. pp. 118–119 
  9. «Taliban appears to be regrouped and well-funded». Christian Science Monitor. 8 de maio de 2003. ISSN 0882-7729. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  10. Gall (NYT), Carlotta (13 de novembro de 2004). «World Briefing | Asia: Afghanistan: Taliban Leader Vows Return». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  11. «Poppy for Medicine -Licensing poppy for the production of essential medicines: an integrated counter-narcotics, development, and counter-insurgency model for Afghanistan». The Senlis Council (Arq. em WAyBack Machine). 30 de setembro de 2007 
  12. «Man on a mission: US defence secretary Robert Gates is still hungry for the fight in Afghanistan». www.telegraph.co.uk. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  13. «When War Is Just Another Day in Afghanistan». Time (em inglês). Consultado em 20 de agosto de 2021 
  14. Browne, Ryan. «Carter visits Afghanistan with Trump in the wings». CNN. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  15. Khan, Lynne O’Donnell, Mirwais. «Taliban Leadership in Disarray on Verge of Peace Talks». Foreign Policy (em inglês). Consultado em 20 de agosto de 2021 
  16. Khan, Lynne O’Donnell, Mirwais. «Taliban Leadership in Disarray on Verge of Peace Talks». Foreign Policy (em inglês). Consultado em 20 de agosto de 2021 
  17. «Taliban launches major Afghan offensive after deadline for U.S. pullout». Reuters (em inglês). 4 de maio de 2021. Consultado em 16 de agosto de 2021 
  18. Latifi, Ali M. «Kabul near standstill on day one of the Taliban's 'Emirate'». www.aljazeera.com (em inglês). Consultado em 20 de agosto de 2021 
  19. «Read the Full Transcript of President Biden's Remarks on Afghanistan». The New York Times (em inglês). 16 de agosto de 2021. ISSN 0362-4331. Consultado em 20 de agosto de 2021 
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  21. «LibGuides: Women in Islam and Muslim Realms: Dress Code». guides.library.cornell.edu (em inglês). Consultado em 10 de setembro de 2021 
  22. «Read What The Taliban Told NPR About Their Plans For Afghanistan» (em inglês). NPR (National Public Radio). 18 de agosto de 2021 
  23. Graham-Harrison, Emma; Makoii, Akhtar Mohammad (3 de setembro de 2021). «Evidence contradicts Taliban's claim to respect women's rights». the Guardian (em inglês) 
  24. «Les talibans ont-ils changé en 20 ans? « Ils parlent mieux anglais», répond le chef de la diplomatie européenne». Le Soir (em francês). 17 de agosto de 2021 
  25. Graham-Harrison, Emma (e outro) (7 de setembro de 2021). «Taliban name all-male Afghan cabinet including minister wanted by FBI» (em inglês). The Guardian 
  26. Graham-Harrison, Emma (e Abdul Rauf Wafa) (19 de setembro de 2021). «'We don't want people to be in a panic,' says chief of Taliban morality police». the Guardian (em inglês) 
  27. a b «Mullah Omar : WarlordsofAfghanistan.com». Consultado em 6 de junho de 2010. Arquivado do original em 8 de abril de 2009 
  28. [15 Sep 1998] SC/6573 : SECURITY COUNCIL STRONGLY CONDEMNS MURDER OF IRANIAN DIPLOMATS IN AFGHANISTAN
  29. Correspondent, Staff; bdnews24.com. «Bangladesh will accept if Taliban form a government of the people: foreign minister». bdnews24.com. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  30. «Canada will not recognize Taliban as Afghan gov't - PM Trudeau». Reuters (em inglês). 17 de agosto de 2021. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  31. «China preparing to recognize Taliban if Kabul falls, says report». The Economic Times. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  32. «Afghanistan: Taliban carrying out door-to-door manhunt». BBC News (em inglês). Consultado em 20 de agosto de 2021 
  33. Board, The Editorial (16 de agosto de 2021). «Opinion | A Reckoning for Pakistan». Wall Street Journal (em inglês). ISSN 0099-9660. Consultado em 20 de agosto de 2021 
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  35. «Moscow not rushing to recognize Taliban regime in Afghanistan — Lavrov». TASS. Consultado em 20 de agosto de 2021 
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  38. Iqbal, Anwar (16 de agosto de 2021). «US to recognise Taliban only if they respect basic rights, says Blinken». DAWN.COM (em inglês). Consultado em 20 de agosto de 2021 
  39. «Afghanistan: 'Now is the time to stand as one', UN chief tells Security Council». UN News (em inglês). 16 de agosto de 2021. Consultado em 20 de agosto de 2021 
  40. «EU eyes talks with Taliban but no plans to recognize them». PBS NewsHour (em inglês). 17 de agosto de 2021. Consultado em 20 de agosto de 2021