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Epístola aos Esmirniotas

A Epístola aos Esmirniotas (chamada muitas vezes apenas de Aos Esmirniotas) foi escrita por Santo Inácio de Antioquia por volta de 110 d.C. e endereçada aos cristãos de Esmirna.

TextoEditar

A função principal da Epístola é conter os ensinamentos dos docéticos, que alegavam que Jesus não tinha uma existência física real. Inácio escreveu as primeiras sete seções demonstrando a real encarnação de Jesus, dizendo assim sobre a Eucaristia (em 7:1): "Eles os docetistas se abstém da Eucaristia e da oração, pois eles não acreditam que ali está a carne do nosso salvador, Jesus Cristo, que sofreu por nossos pecados, e que o Pai, em sua bondade, ressuscitou. Eles que negam o presente de Deus estão morrendo em suas disputas."

Ainda contra os docéticos (2:1a):

Agora, ele sofreu todas estas coisas por nossa causa, para que pudéssemos ser salvos. E ele de fato sofreu, tanto quanto de fato ressuscitou; não como certos infiéis dizem, que sofreu apenas na aparência, eles é que existem apenas na aparência."
 
Epístola aos Esmirniotas, Inácio de Antioquia[1].

O termo "aparência" é uma tradução do grego "dokeiv", da qual derivou a palavra "docetismo".

Esta carta também é o mais antigo registro do uso do termo "Igreja Católica".

Referências

  1. «Epístola aos Esmirniotas» (em língua). New Advent. Consultado em 29 de janeiro de 2011 

Ligações externasEditar

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