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Esciádio (em grego: Σκιάδ(ε)ιον; transl.: skiád(e)ion, de σκιά, "sombra") era um tipo de chapéu utilizado na corte do Império Bizantino. Na Antiguidade, o termo originalmente designou uma sombrinha ou pára-sol, mas segundo o escoliasta Teócrito e o lexicógrafo do século V/VI Hesíquio de Alexandria posteriormente adquiriu o sentido de chapéu cônico com uma borda ampla. No século XIV, segundo pseudo-Codino, o termo designou o tipo de chapéu utilizado pelo imperador e muitos de seus cortesãos. Foi fabricado com tecidos distintos (ouro e vermelho, ouro-bordado ou amplamente bordado) e estes denotaram a posição do portador; os déspotas, por exemplo, possuíam esciádios cobertos com cruzes de pérolas. Segundo Simeão de Salonica (século XIV) ele era vestido por diáconos e sacerdotes, senadores e o imperador.[1]

Com base na afirmação de Codino de que o grande logóteta também utilizou o esciádio, alguns autores associaram-o ao tocado utilizado por Teodoro Metoquita num mosaico na Igreja de Chora. Esse tocado tem faixas verticais em ouro delineadas em vermelho e foi aparentemente feito de seda estirada sobre alguma espécie de armadura interna. Coube justo sobre a borda, mas alargou dramaticamente, curvando para a frente contra o topo. Outros chapéus em forma de colmeia aparecem em representações de oficiais cortesãos e cantores dos séculos XI-XII. Outros estudiosos associam-o ao chapéu cônico ou piramidal com borda larga comum em retratos italianos de João VIII Paleólogo. [1]

Referências

  1. a b Sevcenko 1991, p. 1910.

BibliografiaEditar

  • Sevcenko, Nancy Patterson (1991). «Skiadion». In: Kazhdan, Alexander Petrovich. The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-504652-8