Diferenças entre edições de "Diaemus youngi"

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'''''Diaemus youngi''''' é um [[morcego]] [[hematófago]] que se alimenta preferencialmente do sangue de aves. A pelagem é parda amarelada e a dorsal é mais escura que a ventral. O focinho é alongado, a língua comprida com numerosas papilas na extremidade distal; os dentes molares são finos e alongados e a cauda é curta perfurando dorsalmente a membrana interfemural.
Diaemus youngi (Jentink 1893) é um morcego hematófago que se alimenta preferencialmente do sangue de aves (Gardner 1977, Uieda 1993, Greenhall & Schutt 1996). Sua distribuição geográfica conhecida na América do Sul é da Bacia Amazônica ao nordeste da Argentina (Koopman 1993), tendo sido confirmada em 13 dos 26 Estados brasileiros (Aguiar 2006). É uma espécie rara em todo o território nacional (Aguiar 2006) e em toda a sua distribuição geográfica (Greenhall & Schutt 1996), fato que suscitou a sua inclusão nas listas de espécies ameaçadas de extinção do Estado do Rio de Janeiro (Bergallo 2000) e do Paraná (Margarido & Braga 2004). Até o momento sua ocorrência no Estado do Rio de Janeiro só era mencionada em publicações para o município de Barra Mansa, onde um exemplar foi capturado ao atacar galinhas empoleiradas em parreira de chuchu (Peracchi & Albuquerque 1971), e em Carmo, onde Avilla (2001) registraram a espécie.
 
==Distribuição geográfica==
==Mais informações==
A distribuição dessa espécie é ampla, com ocorrências do nordeste do México, passando pela América Central e chegando à América do sul, da bacia Amazônica até o norte da Argentina.
www.cnpgc.embrapa.br/~rodiney/series/morcegos/diaemus.htm
 
Ao contrário de D. rotundus, que é uma espécie bastante abundante e comum, D. youngi independentemente de sua ampla distribuição, é localmente rara e há uma deficiência de dados populacionais, biológicos e ecológicos.
 
Na literatura são encontrados registros de D. youngi para 13 dos 26 estados brasileiros.
 
==Características físicas==
Possuem como características diagnósticas que as distinguem das outras famílias de morcegos Neotropicais, apêndice nasal rudimentar, de estrutura discoide em forma de ferradura.
 
É um morcego de porte médio, com peso variando entre 30 e 38 g e antebraço 50-55 mm. Se assemelha a D. rotundus mas pode ser distinguida facilmente das outras espécies de vampiros devido a ausência de calcar e cauda evidente.
 
O dedo polegar de D. youngi tem uma única almofada, enquanto D. rotundus tem duas. Em D. youngi, ambos os sexos possuem glândulas localizadas bilateralmente dentro da boca, que só são vistas quando o morcego está incomodado, e emitem odor ofensivo. As pontas das asas e orelhas são brancas, assim como a membrana entre a segundo e terceiro dedos.
 
==Alimentação==
Alimenta-se de sangue fresco e parece ter preferência por sangue de aves, embora em cativeiro alimente-se de sangue bovino. Diferenças no comportamento alimentar relacionas a seleção de presas arbóreas e terrestres reduz a competição em localidades onde D. rotundus e D. youngi coexistem.
 
==Comportamento==
Vive em colônias com até 30 indivíduos e apresenta comportamento de domínio-hierarquia com displays e padrões de comportamento não relatados para outras espécies de morcegos.
 
==Hábitat==
É uma espécie que habita cavernas e ocos de árvores, ocorrendo em todos os biomas brasileiros.
 
==Diversificação Agropecuária==
Devido a sua semelhança com D. rotundus, a espécie é negativamente afetada por atividades de controle de vampiros. O virus rábico já foi isolado no Brasil em indivíduos de D. youngi, mas relatos de raiva humana e raiva causada por morcegos são relacionadas a atividade de Desmodus rotundus.
 
Diaemus youngi não se encontra na lista das espécies ameaçadas para o território nacional, de acordo com dados do IBAMA (2003), e também não consta da lista da IUCN (2003). No entanto, é considerada ameaçada nos estados do Paraná (Margarido & Braga 2004) e Rio de Janeiro (Bergallo et al. 2000).
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