Diferenças entre edições de "Casal da Madalena"

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sabe-se, porém algumas coisas que poderão ajudar a relatar a sua história.
Segundo relatos de pessoas mais idosas da aldeia, a tradição dos tambores, já era vivida na aldeia pelos seus avós. Por isso, conclui-se que tenha garantidamente 150 anos.
O grupo dos tambores era constituído por jovens rapazes de Casal da Madalena, com a tropa por cumprir e/ou solteiros. Estes juntavam-se numa casa própria (sede), confraternizando e aproveitando o tempo a organizar actividades, tais como, a divisão do burro “pulhas”, as partidas de Carnaval, o enterro do Entrudo, a serração da velha, a as fogueiras, o cantar dos reis, etc.
Ao longo dos tempos, tiveram diversas casas como sede. Aí guardavam algum material e os instrumentos, como, os pífaros, ferrinhos, pandeiretas e tambores.
Assim é fácil concluir, a ligação e a origem da designação “Malta dos Tambores” de Casal da Madalena. Pois os tambores, juntamente com os pífaros, o senhor tinto e as chouriças assadas eram peças fundamentais nos convívios por eles realizados. Os convívios eram realizados preferencialmente à noite, depois do trabalho e iluminados pelas candeias a azeite.
Por vezes, faziam as famosas arruadas, ao toque de tambores e pífaros, nas ruas da aldeia e nas aldeias vizinhas. Aí organizavam-se, com um grupo à frente a tocar, os jovens aspirantes a meio e os mais velhos atrás, munidos de cachaporras, salvaguardando possíveis manifestações dos visitados.
Os instrumentos usados, eram executados por eles e deixados de geração em geração. Os tambores eram feitos com peles de cabrito, curtidas em urina e cinza. Os pífaros eram feitos com canas da Índia e os ferrinhos em ferro.
Esta rapaziada, não era bem vista por algumas pessoas da aldeia. Pois, quando acontecia alguma coisa de mal, era associado à Malta dos Tambores.
A partir, da década de 70, este grupo deixou de existir. A geração seguinte não se interessou em continuar estas tradições. Até que, nos últimos anos, um grupo de antigos membros se disponibilizou em reeditar a tradição, adquirindo tambores e organizando as genuínas Festas dos Tambores.
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