Diferenças entre edições de "Ernesto Lacombe"

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'''Ernesto Lacombe''' ([[Rio Grande do Sul]], [[29 de junho]]<ref>[[Walter Zumblick]]: Este meu Tubarão ...! 1º Volume. Tubarão : Edição do autor, 1974. Página 279.</ref>) foi um [[Indústria|industrial]], [[jornalista]] e [[político]] [[brasil]]eiro.
 
Deixando o [[Rio Grande do Sul]] por motivos políticos, foi residir em [[Tubarão (Santa Catarina)|Tubarão]], instalando-se com sua família na Fazenda Revoredo, onde montou uma [[Charqueada (produção de charque)|charqueada]].<ref>Ídem, página 158</ref>. Jornalista, dirigiu em Tubarão o jornal "O Liberal".<ref>[[Amadio Vettoretti]]: História de Tubarão. Das origens ao século XX. Tubarão : Prefeitura Municipal, 1992. Página 102.</ref>.
 
[[Getúlio Vargas|Getulista]], propagava antes da [[Revolução de 1930]] as ideias da [[Aliança Liberal]]. Como chefe do Governo do Sul do Estado destituiu os prefeitos da região que não eram de sua confiança. Nomeou por decreto os prefeitos: Fontoura Borges ([[Araranguá]]), [[Cincinato Naspolini]] ([[Criciúma]]), Lucas Bez Batti ([[Urussanga]]), Bernardo Schmitz ([[Jaguaruna]]), [[Silvino Moreira Lima Sobrinho]] (Tubarão), Galdino Guedes ([[Orleans]]), Gil Ungaretti ([[Laguna (Santa Catarina)|Laguna]]) e Pedro Bittencourt ([[Imaruí]]).<ref>[[Silveira Lenzi]]: Partidos e Políticos de Santa Catarina. Florianópolis : Editora da UFSC, 1983. Página 101.</ref>.
 
A partir de 6 de outubro instala-se um Governo Revolucionário em Tubarão, sob a chefia de Ernesto Lacombe, Governador do Sul, emitindo, de imediato, decretos. Em 26 de outubro, o dia seguinte à renúncia de [[Fúlvio Aducci]] ao governo de Santa Catarina, Ernesto Lacombe foi um dos revolucionários que falaram à população da sacada do [[Palácio Cruz e Sousa|Palácio do Governo]] em [[Florianópolis]]. Os outros que também falaram à população foram o jornalista [[Osvaldo Melo]], o então deputado federal [[Nereu Ramos]], [[Henrique Rupp Júnior]], estruturador da Aliança Liberal em Santa Catarina, o general [[Ptolomeu de Assis Brasil]], e [[João Neves da Fontoura]].<ref>[[Walter Piazza]]: ''O poder legislativo catarinense: das suas raízes aos nossos dias (1834 - 1984)''. Florianópolis : Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1984. Página 409.</ref>.
 
Em 22 de maio de 1931 o general Ptolomeu de Assis Brasil, [[interventor federal]] em Santa Catarina, visitou Tubarão, sendo recepcionado por Ernesto Lacombe.
 
Foi comandante da 5ª Companhia da Força Pública em Tubarão, criada para convocar voluntários, a fim de combaterem as forças da [[Revolução Constitucionalista de 1932]]. Com o fim da revolta, a força foi desmobilizada em seguida.<ref>Walter Zumblick: Este meu Tubarão ...! 1º Volume. Tubarão : Edição do autor, 1974. Página 160.</ref>.
 
Foi candidato derrotado a deputado federal em 1933, pelo [[Partido Social Evolucionista]].
Depois de 1930 organizou, em moldes modernos, juntamente com Martinho Ghizzo (pai de [[Afonso Ghizzo]]) e outros, uma indústria de [[banha]] e seus derivados.
 
O decreto 5.648/1940, de 17 de maio de 1940, autorizando o cidadão brasileiro Ernesto Lacombe a pesquisar carvão de pedra no município de [[Urussanga]], foi revogado.<ref>[http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/b2394d7e1ab9a970032569b9004e148d/b03dcd76fa3bc3f1032569fa0043ecad?OpenDocument&AutoFramed http://legislacao.planalto.gov.br]</ref>.
 
Com a forte personalidade de autêntico liderlíder do povo, reuniu à sua volta um numeroso grupo de amigos. A eclosão do movimento de 1930 veio confirmar o quanto de popularidade e prestígio conseguir firmar na região sul de Santa Catarina.
 
== Invasão de Santa Catharina pelo Sector Leste ==
Ernesto Lacombe redigiu, logo após a revolução, um manifesto intitulado "Invasão de Santa Catharina pelo Sector Leste". De acordo com [[Walter Zumblick]], este documento é o único existente sobre o assunto abordado, motivo pelo qual é transcrito literalmente a seguir, em sua totalidade, também transcrito por Walter Zumblick em "Este meu Tubarão ...!" 1º Volume. Tubarão : Edição do autor, 1974.
 
{{Quote|Sahimos de [[Porto Alegre]], na quinta feira, 2 de Outubro, ás cinco horas da manhã e chegamos a [[Torres (Rio Grande do Sul)|Torres]] ás 10 horas da noite. Eramos apenas nove companheiros: Julio Nascimento, Ary Santerre Guimarães, Romario Fernandes, Ernesto Lacombe Filho, o jornalista Antunes Almeida, Trifino Corrês, tres chauffeurs e eu.
 
Em Torres, desde a chegada, Trifino Corrês que trazia a incumbência de chefiar militarmente, a coluna de invasão, se entendeu com o Cel. Kras Borges, Intendente daquele Municipio. Mesmo apezarapesar da hora avançada em que terminaram as confabulações (uma e meia da manhã) o sr. Kras Borges, attendeu as instrucções recebidas, enviando "proprios e chasques" a todos os districtos do seu município. No dia 3, sexta feira, pela manhã, tomei um caminhão e segui com meu filho Ernesto ás immediações de [[Araranguá]], onde cheguei ás 11 horas. Mandei chamar os nossos companheiros Fontoura Borges e Ponpílio Bento prevenindo-os de que, naquelle dia, ás 5 horas da tarde, estariamos invadindo o municipio e pedindo-lhes conseguissem reunir um grupo de amigos para nos auxiliar na occupação da villa. Tudo concertado, regressei a Torres onde cheguei á 1 1/2 da tarde dando conta da missão que me impuzera. O coronel Ksas Borges havia conseguido reunir até 3 horas apenas 18 homens e com esse grupo, oitenta carabinas, uma metralhadora e dez mil tiros sahimos de Torres transpondo o [[Rio Mampituba|Mampituba]] em demanda de Araranguá. É preciso fique constatado que em Torres havia em deposito 300 armas e 30 mil tiros. Os fuzis ([[Mannlicher|Manlicher]]) engraxados e sujos, não funccionavam regularmente. De dez, geralmente seis não disparavam o gatilho. Foi por isso que apenas nos servimos de oitenta armas escolhidas ligeiramente entre o lote existente.
 
Precisamente ás cinco horas da tarde do dia 3 de Outubro, nos achavamos a 9 kilometros de Araranguá onde Fontoura Borges, [[Pompílio Pereira Bento|Pompílio Bento]], Pacífico Nunes, para somente citar o nome dos tres que tanto se distinguiram no decorrer da lucta, e mais vinte e cinco homens, á cavallo, nos esperavam entre acclamações e contentamento.
(a) Ernesto Lacombe}}
 
== Depoimentos ==
* De Pedro Philippi ([[Nova Veneza]], 24 de junho de 1888 — Braço do Norte, 27 de abril de 1981), de Braço do Norte, referindo-se ao [[Combate da Garganta]]: "Eu participei. Estava com a revolução. Meu pai era o chefe dos liberais daqui, e logo ficamos getulistas. Fomos esperar a revolução lá em Torres. Viemos pela praia. Três dias antes meu pai recebeu um telegrama cifrado: "Preço do arroz". Era a senha. Em 3 dias chegamos a Tubarão. Em Araranguá tomamos o trem. Logo cortamos os fios do telégrafo. Eu era do destacamento da frente, com os paisanos. Em Criciúma tomamos a prefeitura, sem encontrar resistência. No mesmo dia tomamos a prefeitura de Tubarão, já de tarde.Quem assumiu foi o dr. Silvino. Aos paisanos não deram farda. Só lenço vermelho e quepe. No dia seguinte, com o '''Lacombe''', fomos para Orleans, pela Theresa Christina. Quem assumiu a prefeitura foi o Pizzolatti, pois tínhamos deposto o Galdino Guedes. Era o dia 6 de outubro. Daí tomamos a condução. Já havia um ônibus, carros, baratas. A ordem era esta: Na frente os paisanos, depois os reservistas, e só por último o exército. Pararam uns cinco dias em Braço do Norte, onde consumiram uns 40 bois, comprados ou ganhos dos liberais. Tomaram o [[Gravatal]] e o [[Armazém (Santa Catarina)|Armazém]]. Muitos se aproveitaram. Um tal de Antônio Miranda constituiu um piquete a cavalo, e já ia rapinando o que podia em nome do exército revolucionário. Mas o exército era muito ordenado e respeitoso. Até os generais foram convidados para o casamento de um cunhado meu, o falecido Gregório. Dançaram naquele casamento, fardados de gala. Um respeito, uma beleza".<ref>[[João Leonir Dall'Alba]], ''O Vale do Braço do Norte''. Orleans : Edição do autor, 1973. Página 342.</ref>.
 
{{Referências}}
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