Geografia tradicional: diferenças entre revisões

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Nas duas primeiras propostas, o tema em destaque são as relações homem/natureza, enquanto a terceira, representada principalmente por [[Alfred Hettner]] e [[Richard Hartshorne]], define as formas de integração entre elementos heterogêneos na crosta terrestre e sua variação espacial como objeto da geografia. Esta última subcorrente se destaca também por buscar conferir rigor conceitual e metodológico à geografia, de acordo com a ótica racionalista que foi se impondo nos meios científicos na primeira metade do século XX<ref>Luis Lopes Diniz Filho. '''Fundamentos epistemológicos da geografia'''. Curitiba: IBPEX, 2009 (Coleção Metodologia do Ensino de História e Geografia, 6)</ref>.
 
A geografia tradicional cedeu lugar a outras correntes quando se abandonou a ideia de que a contribuição original da geografia ao conhecimento científico estaria em ser uma ciência de síntese. Na segunda metade do século XX, com efeito, esse projeto foi substituído por outros, que, mesmo sem abandonarem totalmente o estudo das relações sociedade/natureza, passaram a se ocupar de novos objetos, e a estudá-los com base em referenciais epistemológicos até então pouco valorizados pelos geógrafos. Na década de 1950, a geografia tradicional foi fortemente contestada pela [[geografia quantitativa]], que se baseou no [[neopositivismo]] para redefinir o objeto e os métodos da geografia. Nas décadas de 1960 e, sobretudo, 1970, as concepções tradicionais foram contestadas também pela [[geografia humanista]] e pela [[geografia crítica | geocrítica]].
 
===Ver também===
 
[[Geografia Humana]]
 
[[Paisagem]]
 
 
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