Transcomunicação instrumental: diferenças entre revisões

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==História==
[[FicheiroImagem:Vozes do Além.jpg|thumb|Capa do livro de D'Argonnel (1925).]]
A possibilidade de comunicações com o mundo espiritual sem a interferência direta de um médium, foi considerada por diversos inventores no começo do século XX.
A possibilidade de comunicações com o mundo espiritual sem a interferência direta de um [[mediunidade|médium]], foi considerada por diversos cientistas. Como exemplo, [[Thomas Edison]], nos [[Estados Unidos]], que declarou a possibilidade da construção de um dispositivo capaz de manter comunicação com os mortos.<ref>{{citar web|url=http://super.abril.com.br/cotidiano/vozes-alem-mortos-querem-falar-445656.shtml|título=Vozes do Além: Os mortos querem falar|autor=|data=|publicado=[[Superinteressante]]|acessodata=29 de julho de 2011}}</ref> No [[Brasil]], o [[Portugal|português]] naturalizado [[Augusto de Oliveira Cambraia]], inventor da [[cambraia]], patenteou, em [[1909]], o "''Telégrafo Vocativo Cambraia''" e um aparelho destinado a possibilitar o intercâmbio entre os chamados "planos da vida".
 
* Nos Estados Unidos da América: ''Em 1920 Thomas Edison disse ao repórter B.F. Forbes que ele estava trabalhando em uma máquina que poderia fazer contato com espíritos de mortos. Jornais do mundo todo noticiaram a história. Depois de alguns anos Edison admitiu que ele inventou a história toda. (Thomas Edison National Historical Park)''<ref> Ao final da página de notícias da Thomas Edison National Historical Park está o esclarecimento citado: http://www.nps.gov/edis/parknews/newsreleases.htm </ref>.
 
* No Brasil: ''o português naturalizado Augusto de Oliveira Cambraia, patenteou, em 1909, o "Telégrafo Vocativo Cambraia" de 1909, que propunha um sistema de comunicação a distância, utilizando-se 'das almas e espíritos que vagam pela estratosfera', este último referindo-se talvez aos atuais satélites de comunicação'' (RAINHO)<ref>RAINHO,Maria do Carmo Teixeira. A INVENTIVA BRASILEIRA NA VIRADA DO SÉCULO XIX PARA O XX da ''COLEÇÃO PRIVILÉGIOS INDUSTRIAIS DO ARQUIVO NACIONAL'', JUL-OUT 1996, p. 320. http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v3n2/v3n2a07.pdf - Maria do Carmo Teixeira RAINHO - Coordenadora de Pesquisa do Arquivo Nacional - Mestre em História da Cultura (PUC/RJ)</ref>. Já o escritor [[João do Rio]] de 1919, ironiza esses inventores do rádio dizendo: ''Houve um surto de inventividade no início do século XX, que traduzia o deslumbre pelas novas possibilidades técnicas, João do Rio, no livro [[Cinematographo]], narra o fascínio de pessoas pertencentes a diferentes classes sociais e profissões pela possibilidade de criar novos objetos. O cronista ironiza esse processo e chama os inventores de palermas, já que se empenhavam em criar objetos inúteis, muitas vezes inverossímeis, na busca de fama e fortuna. Como foi o caso de um cidadão que queria transformar capim em alfafa, pondo óculos verdes nos burros''(VIEIRA)<ref>JOÃO DO RIO, Cinematographo. Rio de Janeiro, Livraria Chardon, 1909, p. 10-18</ref><ref>VIEIRA,Michele Cruz. Rádio e imaginário técnico:
Novos horizontes da modernidade e do progresso, anais do ''XIV Encontro da Associação Nacional de História'', 19-23 Junho de 2010. p. 2. ISBN 978-85-60979-08-0 http://www.encontro2010.rj.anpuh.org/resources/anais/8/1276636804_ARQUIVO_ArtigoMicheleCruzVieiraANPUH2010.pdf -
∗ Michele Cruz VIEIRA, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professora do Departamento de
Comunicação Social da Universidade Gama Filho (UGF)</ref>
 
A primeira obra sobre o assunto, ainda sem a moderna denominação, foi "''Vozes do Além pelo Telephone (Novo e admirável system de communicação - Os espíritos fallando pelo telephone)''" de [[Oscar D'Argonnel]], publicada no [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]], em [[1925]]. O autor conhecido pesquisador [[espiritismo|espírita]] do começo do [[século XX]], nela reuniu diversos casos onde a comunicação com os mortos podia dar-se através do telefone. Apesar de suas ponderadas considerações, por ser um veículo particularmente propenso a fraudes e engodos, o assunto não mereceu outras abordagens mais sérias, durante décadas.
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