Diferenças entre edições de "Engenharia genética"

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Envolvem frequentemente o isolamento, a manipulação e a introdução do [[DNA|ADN]] num ser vivo, geralmente para exprimir um [[gene]]. O objetivo é introduzir novas características num ser vivo para aumentar a sua utilidade, tal como aumentando a área de uma espécie de [[cultivo]], introduzindo uma nova característica, ou produzindo uma nova [[proteína]] ou [[enzima]]. <ref name="EG">Videira, Arnaldo, '''Engenharia Genética - Princípios e Aplicações''' - 2ª Ed. LIDEL ISBN 978-972-757-743-9</ref><ref>William S. Klug, Michael R. Cummings, Charlotte A. Spencer, Michael A. Palladino, '''Conceitos de Genética''', Artmed, 2010 ISBN 8-536-32214-4</ref><ref name="EG3">{{Citar wikilivros||Engenharia genética}}</ref>
 
Exemplos são a produção de [[insulina]] humana através do uso modificado de [[bactéria]]s e da produção de novos tipos de [[rato]]s como o OncoMouse (rato cancro) para pesquisa,p através de re-estruturamento genético. Já que uma [[proteína]] é codificada por um segmento específico de [[DNA|ADN]] chamado gene, versões futuras podem serolá modificadas mudando o ADN de um gene. Uma maneira de o fazer é isolando o pedaço de ADN contendo o gene, cortando-o com precisão, e reintroduzindo o gene em um segmento de ADN diferente.
 
A ''engenharia genética'' oferece a partir do estudo e manuseio bio-molecular (também chamado de processotambématoso [[biologia|biológico]] e [[molecula]]r), a obtenção de materiais orgânicos sintéticos.processos de indução da modificação genética permitiram que a estrutura de sequências de bases completas de [[DNA]] fossem decifradas, porta caralhomente utilizada em [[microbiologia]] celular na identificação e na cópia de um determinado gene no interior de um [[organismo]] simples empregado como receptor, uma [[bactéria]], por exemplo. Este processo é muito importante na [[Síntese química|síntese]] de alguns sub-produtos utilizados para o tratam pe diversas [[enfermidade]]s
Os processos de indução da modificação genética permitiram que a estrutura de sequências de bases completas de [[DNA]] fossem decifradas, portanto facilitando a [[clonagem]] de [[gene]]s.
 
Em 1972, na [[Universidadegenes]] da produção de Stanford[[proteína]],s nae [[Califórniaenzima]],s oe norte-americanoa [[Paulconsequente Berg]]intervenção ligounas duasreações cadeiasdos organismos dos animais. A partir destas pesquisas, teve início o proadeias de DNA. Uma era de origem [[animalia|animal]], a outra bacteria da criação sintética de produtos de engenharia genética.
A [[clonagem]] de genes é uma técnica que está sendo largamente utilizada em [[microbiologia]] celular na identificação e na cópia de um determinado gene no interior de um [[organismo]] simples empregado como receptor, uma [[bactéria]], por exemplo. Este processo é muito importante na [[Síntese química|síntese]] de alguns sub-produtos utilizados para o tratamento de diversas [[enfermidade]]s.
 
== História da engenharia genética ==
 
{{AP|Histórico do estudo do DNA}}
 
Os pesquisadores norte-americanos [[George W. Beadle]] e [[Edward Lawrie Tatum|Edward L. Tatum]], na década de 1930, demonstraram a regulação pelos [[genes]] da produção de [[proteína]]s e [[enzima]]s e a consequente intervenção nas reações dos organismos dos animais. A partir destas pesquisas, teve início o progresso de descoberta da estrutura genética humana.
 
[[Oswald Avery]] em 1944, pesquisando a [[cadeia molecular]] do [[ácido desoxirribonucleico]] ([[DNA]]),ou ([[RNA]]), descobriu que
este é o componente [[cromossomo|cromossômico]] que transmite informações genéticas.<ref name=EG3 />
 
Em 1953 os ingleses [[Francis Crick|Francis H. C. Crick]], [[Maurice Wilkins]] e o norte-americano [[James Watson|James D. Watson]] conseguiram mapear boa parte da estrutura da [[molécula]] do [[DNA]].
 
Em 1961 os franceses [[François Jacob]] e [[Jacques Monod]] pesquisaram o processo de síntese de proteínas nas [[célula]]s [[bacteria]]nas. Descobriram que o principal responsável pela síntese é o DNA, que passou então a ser o elemento central das pesquisas de engenharia genética.
 
Em 1972, na [[Universidade de Stanford]], na [[Califórnia]], o norte-americano [[Paul Berg]] ligou duas cadeias de DNA. Uma era de origem [[animalia|animal]], a outra bacteria da criação sintética de produtos de engenharia genética.
 
Em 1978, o suíço [[Werner Arber]] e os norte-americanos [[Daniel Nathans]] e [[Hamilton O. Smith]] foram laureados com o [[Prêmio Nobel]] de [[medicina]] ou [[fisiologia]] por terem isolado as [[enzima de restrição|enzimas de restrição]], que são substâncias capazes de cindir o DNA controladamente em pontos precisos. Juntamente com a [[DNA ligase|Ligase]], que consegue unir fragmentos de ADN, [[enzima]]s de restrição formaram a base inicial da tecnologia.
== Controvérsias quanto à nomenclatura ==
 
A ''modificação genética'' também chamada de ''manipulação genética'' são termos preferidos por alguns pesquisadores. Estes afirmam que por serem neutros, tecnicamente é preferível o uso destes ao invés da designação engenharia genética, considerada controversa.en
 
Vários opositores do termo ''modificação'' usam a palavra ''engenharia'' genética e discutem sobre a manipulação dos genes em combinação com a bioquímica das células, pois pouco se sabe dos danos colaterais ocorridos após a modificação de um organismo.
 
A relutância de se reconhecer a palavra engenharia tornou-se popular nos movimentos [[antiglobalização]] e seguramente na maior parte dos partidos ecológicos em especial na [[França]] e na [[Alemanha]]. Predomina naquelas regiões uma resistência às políticas agrícolas que utilizam o alimento geneticamente modificado.
 
Os grupos contrários ao consumo de subprodutos alimentares geneticamente modificados, tendem a resistir ao termo ''engenharia genética'' porque a palavra ''modificação'' causa um impacto maior.
 
Aqueles que defendem o termo da engenharia genética afirmam que a [[pecuária]] e a [[agricultura]] são também formas da engenharia pelo uso da selecção artificial em vez de técnicas de modificação genética moderna.
 
Não são os políticos que discutem as causas económicas ou cientificas que geram nos seus trabalhos de fiscalizações atentas, são os cientistas. Estes, não objectam o termo modificação genética no que se aplica ao seu trabalho, porém a forma como é substituído o termo engenharia.
 
== AplicaçõesAplicaçõessurpris ==
 
Umas das mais conhecidas aplicações da engenharia genéticaética são os organismos geneticamente modificados ([[OGM]]).
 
Existem muitas possíveis aplicações biotecnológicas da modificação genética, por exemplo, [[vacina]]s orais produzidas nas frutas. Estas pela simplicidade da sua produção têm baixo custo. Isto representa um desenvolvimento das modificações genéticas para usos médicos e abre uma porta Iuc[[éticagenética|ker]]<nowiki/>liosa paranas opesquisas usosobre daproteínas, tecnologiaonde parase apode modificaçãoutilizar detécnicas [[gene]]sque humanos.<ref name=EG /><ref name=EG3 />permitam:
 
* A perda de função da proteína, através da deleção ou nocauteamento do gene respectivo desta proteína. Geralmente um gene apenas, do genoma de um organismo, é nocauteadonocauteadosurprise por vez. E preferencialmente este tipo de experimento é feito em organismos simplesm, unicelulares, onde é mais fácil analisar o [[fenótipo]]. Se o organismo com o gene inativado apresentar alguma característica incomum, esta será associada a proteína em estudo. Desta forma é possível determinar e analisar defeitos causadosotherfuckerdos por [[mutação]] em [[proteína]]s. E pode ser considerado útil porque não causa danos em genes além do que está sendo estudado. Esta técnica é utilizada na '''determinação da função de uma proteína'''.
Uma das maiores ambições de alguns grupos de pesquisadores é a possibilidade da melhoria das capacidades humanas físicas e mentais pelo uso da engenharia molecular.
 
== Engenharia genética e as pesquisas ==
 
{{AP|Nocaute de genes }}
 
Apesar da grande evolução da [[genética]] nos últimos vinte anos, ainda existe muito para pesquisar. A contar com o projeto de pesquisa do genoma humano e dos genomas de vegetais e animais significativos.<ref name=EG3 />
 
A expansão e barateamento dos processos para as descobertas e os acessos para a informação da compreensão genética tornaram-se uma realidade. Uma imensa quantidade de sequências de [[nucleótido]]s já foram divulgadas na [[Internet]] e verificadas pelos mais diferentes institutos de pesquisas. Atualmente o maior desafio é elucidar as funções das redes complexas de interacção das [[proteína]]s, é conhecer e entender o [[proteoma]] dos organismos.
 
A Engenharia Genética tornou-se valiosa nas pesquisas sobre proteínas, onde se pode utilizar técnicas que permitam:
 
* A perda de função da proteína, através da deleção ou nocauteamento do gene respectivo desta proteína. Geralmente um gene apenas, do genoma de um organismo, é nocauteado por vez. E preferencialmente este tipo de experimento é feito em organismos simples, unicelulares, onde é mais fácil analisar o [[fenótipo]]. Se o organismo com o gene inativado apresentar alguma característica incomum, esta será associada a proteína em estudo. Desta forma é possível determinar e analisar defeitos causados por [[mutação]] em [[proteína]]s. E pode ser considerado útil porque não causa danos em genes além do que está sendo estudado. Esta técnica é utilizada na '''determinação da função de uma proteína'''.
 
* A localização celular e identificação de interacções duma proteína desejada. Uma forma de fazer isso é substituir um [[gene selvagem]] por um gene de fusão, que é o próprio gene teste fusionado a um [[gene repórter]], como o da [[proteína verde fluorescente]] (GFP, da sigla em inglês) por exemplo. Assim a visualização desta '''proteína de fusão''', um coloração verde fluorescente permite localizar a proteína em estudo.
Engenheiros genéticos afirmam que a tecnologia de manipulação genética é segura. Dizem alguns que é necessária a fim de manter a produção de alimentos para suprir o crescimento das populações. <ref name=EG1 />
 
Entretanto, outros discutem que o maior problema é a distribuição, e não a produção, pois a fome de parte da população é o resultado da distribuição desigual de alimento e da riqueza. Portanto, não haveria necessidade da produção de alimentos geneticamente modificados.mod a tua mae de 4
 
Outros ainda, afirmam que as modificações genéticas podem ter consequências inesperadas, tanto nos organismos modificados como nos seus ambientes. Os efeitos ecológicos das plantas transgênicas precisariam ser cuidadosamente investigados antes de elas serem liberadas para plantio.
 
Os activistas Anti-Engenharia Genética dizem que com os conhecimentos atuais de [[genética]], ainda não existe nenhuma maneira de se assegurar que os organismos geneticamente modificados fiquem controlados. Afirmam ainda que o uso desta tecnologia fora de laboratórios tem riscos inaceitáveis para o futuro. Existe o receio de que determinados vegetais geneticamente manipulados reduzirão a [[biodiversidade]] no [[Planeta]].
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