Diferenças entre edições de "Renato Russo"

5 727 bytes adicionados ,  17h18min de 20 de dezembro de 2006
m
}}
'''Renato Manfredini Júnior''' ([[Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)|Rio de Janeiro]], [[27 de março]] de [[1960]] — [[Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)|Rio de Janeiro]], [[11 de outubro]] de [[1996]]), conhecido como '''Renato Russo''', foi [[vocal|cantor]], [[compositor]] e [[Baixo|baixista]] da banda [[brasil]]eira [[Legião Urbana]].
 
== Biografia ==
"Não queremos ser diferentes, e, sim, que todo mundo tenha o direito de ser como é. Eu não preciso me sentir mal porque não sou igual ao garoto que está no anúncio do iogurte. É você ser sexy, charmoso, com uma certa plasticidade corpórea. Cria-se uma geração de clones. Estes são os anos 90". Renato Russo
 
Ele foi o maior ídolo pop dos anos 80 e começo dos 90 no Brasil. Renato Manfredini Júnior, ou simplesmente Renato Russo, nasceu no dia 27 de março de 1960, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro. Filho de pai economista do Banco do Brasil e de mãe professora de inglês, Renato teve uma infância tranqüila, em uma família de classe média alta, onde pôde adquirir uma boa amplitude cultural. Principalmente, depois da estada fora do Brasil - aos 7 anos, mudou-se para Nova Iorque.
 
Quando retornou ao Brasil, a família foi morar em Brasília. Ali começaria a fase mais traumática até então. Em 1975, com 15 anos, Renato ficou impossibilitado de andar. Sofria de epifisiólise, uma doença rara que ataca os ossos. Passou por diversos tratamentos e operações. Voltaria a caminhar só aos 17 anos.
 
Apesar da complicação natural da situação, Renato acabou aproveitando o tempo para ler. Chegou a criar uma banda fictícia, na qual o cantor/alterego se chamava Eric Russel. O sobrenome artístico era uma homenagem coletiva ao filósofo Jean-Jacques Rousseau, ao pintor naîf Henri Rousseau e ao filósofo Bertrand Russell. Esta mistura filosófica e artística daria origem também ao "Russo" do Renato.
 
Antes de realizar o sonho, porém, o futuro músico ainda seria professor de inglês, programador de rádio e jornalista.
 
Freqüentava festas, escutava discos importados. O gosto geral era pelo punk. "De 76 a 78 eu ouvia muito rock progressivo. Aí o progressivo acabou. Genises e Yes perderam componentes. Comecei a ouvir Beach Boys, Jefferson Airplane, Bob Dylan e Leonard Cohen. Então, os jornais passaram a falar mal de toda essa gente. Apontavam para o Sex Pistols. Eu ficava curioso", disse certa vez Renato Russo, em entrevista à revista Bizz.
 
Com essas influências, e mais The Clash e Eddie And The Hot Rods, Renato, que ainda não se chamava Russo, formou o Aborto Elétrico em 1978, banda que reunia os músicos Fê Lemos e André Pretórios. Renato tocava baixo, Fê era baterista e André ficava na guitarra e no vocal. Chegaram a fazer sucesso nas festinhas de Brasília. Mas André, filho do embaixador da África do Sul, teve que se alistar. "Foi para África lutar contra os negros", lamentou o músico.
 
Renato decidiu então formar uma base de baixo/bateria - ele e Marcelo Bonfá - e chamar integrantes de bandas locais para a voz e a guitarra. Sempre com uma formação diferente. Daí o nome Legião Urbana. Mas esta idéia inicial não deu certo.
 
Mudanças aconteceram e logo já contavam com um guitarrista fixo, Eduardo Paraná, que só queria solar. Contudo, o objetivo era fazer um som mais elaborado que o do Aborto. Chamaram também o tecladista Paulo Paulista Guimarães. Com esta formação, fizeram a primeira apresentação do grupo, em setembro de 1982.
 
O virtuosismo de Paraná e Paulista empurraram os dois para fora da banda. Renato Russo passou então a contar com a guitarra de Ico Ouro Preto (irmão de Dinho, futuro vocalista do Capital Inicial). Mas esse também não durou muito. Finalmente, Dado Villas-Lobos assumiria a guitarra. O primeiro "vinil" da Legião Urbana foi lançado em 1984 e extrapolou as expectativas, vendendo de início 50 mil cópias.
 
Em 1988, alegando não poder enganar mais seu público, Renato Russo assumiu publicamente ser homossexual. Dois anos depois, no final de 90, o poeta buscou a auto-internação para tratar do alcoolismo. Colocou fogo na clínica em protesto pela proibição de tocar violão para os outros pacientes na festinha de fim de ano. Era também uma maneira de pressioná-los a deixar ele passar o dia 24 de dezembro em casa com os pais. O "acidente" não teve importantes conseqüências e o obstinado Renato pôde ter um Natal em família.
 
Mais tarde, o músico comprou um apartamento em Ipanema, Zona Sul do Rio. Andava muito deprimido, tenso, irritadiço e bebendo como um louco. Tinha certeza de que estava com Aids. Faltava coragem para fazer o exame. Talvez por isso, quando recebeu o resultado que comprovava suas desconfianças, tenha tido uma reação, se não conformada, fatalista.
 
Poucas pessoas ficaram sabendo da notícia. Seu pai, Rafael Borges, Dado, Bonfá e Denise Bandeira, atriz e grande amiga de Russo. Embora admirasse Cazuza, não seguiria os passos do colega. A idéia era manter tudo em segredo. Até seis anos depois, quanto veio a falecer, existiam algumas suspeitas, mas nada foi confirmado em público.
 
Em 1993, iniciou carreira-solo de sucesso paralela à Legião Urbana, lançando os discos The Stonewall Celebration Concert (1993), em inglês; Equilíbrio Distante (1995), em italiano; e ainda o disco póstumo O Último Solo (1997).
 
Nas últimas semanas de vida, Renato não saía de casa, recusava-se a comer, afastou-se dos amigos. Trancou-se no seu apartamento em Ipanema (zona sul carioca), em companhia apenas de seu pai e de um enfermeiro. Não queria mais tomar o doloroso coquetel de drogas.
 
Com 20 quilos a menos que os 65 habituais, barba comprida, Renato Russo morreu à 1h15min, no dia 11 de outubro de 1996, naquela que seria uma inesquecível sexta-feira para os milhares "legionatários" espalhados pelo país. O artista perdeía aí a luta de seis anos contra a Aids.
 
Fontes: Sabedoriadosmestres.com
Uol.com.br
 
== Referência ==
Utilizador anónimo