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==Biografia==
Após a anexação da Áustria pelo Terceiro Reich, na véspera da [[Segunda Guerra Mundial]], foi deportado com outros judeus austríacos para o [[campo de concentração]] de [[Dachau]] e, mais tarde, para [[Buchenwald]]. Aí pôde observar os comportamentos humanos quando o indivíduo é sujeito a condições extremas, percepcionadas como radicalmente destrutivas (desumanização), que estiveram mais tarde na base das suas teorias sobre a origem do [[autismo]].
 
Psicólogo austríaco nascido em Viena, de grande destaque histórico nos estudos sobre crianças com problemas mentais, sobretudo autistas. Discípulo de Freud, doutorou-se pela Universidade de Viena (1938). Logo em seguida foi internado pelos nazistas nos campos de concentração de Dachau e Buchenwald, ao ser libertado (1939), emigrou para os Estados Unidos.
 
Graças a uma amnistia em 1939, Bettelheim e centenas de outros prisioneiros foram libertados, o que lhe salvou a vida. Emigrou então rumo aos [[Estados Unidos]], onde foi professor de psicologia em universidades americanas e dirigiu o [[Instituto Sonia-Shankman]] em [[Chicago]] para crianças psicóticas, destacando-se o seu trabalho com crianças [[autismo|autistas]].
 
Nomeado pesquisador assistente da Progressive Education Association da University of Chicago, ganhou fama quando publicou um artigo de muita repercussão, sobre suas observações e experiências nos campos de concentração, Individual and Mass Behaviour in Extreme Situations (1943). Revalidado seu doutorado da Universidade de Viena (1944), naturalizou-se cidadão estadunidense e tornou-se professor assistente de psicologia da University of Chicago e chefe da e University's Sonia Shankman Orthogenic School. Iniciou, então, seus estudos com crianças vítimas de distúrbios emocionais graves, principalmente as autistas.
Acerca de seus trabalhos com pacientes autistas, Bettelheim reivindicou que a causa do autismo seriam "As mães geladeiras": mães frias, sem sentimentos, que levavam os filhos a um isolamento mental. Suas teorias foram aceitas internacionalmente por mais de duas décadas. Bruno Bettelheim [[suicídio|suicídou]]-se aos 86 anos de idade, em [[1990]], acredita-se pelo fato de ter começado a perder sua credibilidade <ref>http://www.autimismo.com.br/aut_hist.html</ref> . Foi descoberto posteriormente que a experiência de Bettelheim foi exagerada e que carecia de comprovação científica, e que ele não tinha qualificações necessárias para dirigir uma escola ou elaborar teorias sobre as causas do autismo. Também foi acusado de maus tratos a seus pacientes (pessoas com deficiências, a maioria autista) <ref>http://200.255.167.162/pesquisa/pdf_monografias/letras/2011/5676.pdf</ref> . Só após seu suicídio, se descobriu que nunca havia se encontrado com Freud, a quem chamava de mentor, inventara títulos acadêmicos inexistentes, expunha crianças a situações embaraçosas e batia em seus pacientes <ref>ROMANI, C.; SALVADOR, A.; MAGALHÃES, N. Palmadinha fora da lei. In Revista Veja. Edição 2174, ano 43, n. 29. 21 de julho de 2010. São Paulo: Ed. Abril, 2010</ref> .
 
Foi um dos especialistas que mais se debruçou sobre o estudo da influência dos contos de fadas. Para ele a grande diferença entre este tipo de contos e os modernos é que os primeiros, ao contrário dos segundos, não remetem apenas para o encantamento, tratando também de problemas existenciais, algo que permanece inalterável com a passagem do tempo. Publicou importantes livros como Love Is Not Enough (1950) e Truants from Life (1954), Children of the Dream (1967) e The Uses of Enchantment (1976). Aposentado da escola (1973) morreu por suicídio em Silver Spring, Md., U.S., possivelmente deprimido pela morte da esposa (1984) e após sofrer um derrame cerebral (1987).
 
==Obras==
* Sutton, Nina: ''Bruno Bettelheim: The Other Side of Madness'', Duckworth Press, London, 1995. (traduzido do francês por David Sharp em colaboração com o autor. Publicado sob título ''Bruno Bettelheim, a Life and a Legacy''.)
* Zipes, Jack: "On the Use and Abuse of Folk and Fairy Tales with Children: Bruno Bettelheim's Moralistic Magic Wand", em Zipes, Jack: ''Breaking the Magic Spell: Radical Theories of Folk and Fairy Tales'', University of Texas Press, Austin, 1979.
 
{{Referências}}
 
==Ver também==
Utilizador anónimo