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Quando D. João VI faleceu em 10 de março de 1826, a regência do Reino ficou assegurada por um conselho presidido pela infanta D. [[Isabel Maria de Bragança]]. Proclamada a realeza do infante D. Pedro, com o nome de D. [[Pedro IV de Portugal]], o novo soberano enviou do Brasil, pelo antigo embaixador britânico [[Charles Stuart]], uma ''[[Carta Constitucional portuguesa de 1826|Carta Constitucional]]'', recebida com entusiasmo pelos liberais, que deveria ser solenemente jurada. Entretanto, a infanta D. Isabel Maria, que se havia rodeado dum ministério claramente conservador, usou vários pretextos para impedir a publicação e o juramento da Carta. Perante o impasse, foi grande a impaciência dos liberais, que protestaram energicamente contra a demora.
 
Foi nesse contexto que Saldanha desempenhou pela primeira vez um papel político de primeira planoplana ao impor à regência, em julho de 1826, a imediata proclamação da Carta Constitucional:<ref name="dbp"/> como governador militar, escreveu à regente e ao governo, e como as respostas tardassem, enviou a Lisboa o coronel [[Rodrigo Pinto Pizarro]], que não só repetiu as instâncias do brigadeiro Saldanha para que fosse jurada a Carta, mas que da parte do mesmo general convidou os comandantes dos corpos militares da capital a dirigirem à regente um manifesto no mesmo sentido.<ref name="dic"/> Perante a intimação e a ameaça de revolta do exército, a regência cedeu, e a 12 de julho a Carta Constitucional foi publicada na ''[[Gazeta de Lisboa]]'', marcando-se o dia 31 daquele mês para o juramento. Quando a notícia chegou ao Porto, Saldanha foi aclamado como um herói, realizando-se entusiásticas manifestações, com festas para celebrar o juramento da Carta e o levantamento de arcos triunfais em diversas ruas.
 
Jurada a Carta a 31 de julho, o governo demitiu-se e logo no dia 1 de agosto foi o brigadeiro Saldanha nomeado [[Ministro da Guerra]], o seu primeiro posto ministerial numa carreira que o levaria 24 vezes a assumir funções governativas.<ref name="dbp"/> No Porto repetiram-se as manifestações de regozijo dos liberais quando no dia 3 de agosto ele partiu para Lisboa para tomar posse do seu cargo.