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|influenciados = [[Judaísmo]], [[Platonismo]], [[Friedrich Nietzsche]], [[Richard Strauss]], [[Renascimento|Renascentistas]]
}}
'''Zaratustra''', também conhecido na versão [[Língua grega|grega]] de seu nome '''Zoroastres''', '''Zoroastro''' ({{lang|grc|Ζωροάστρης}} ''Zōroastrēs''), foi um [[profeta]] e poeta nascido na [[Pérsia]] (atual [[Irão]]), provavelmente em meados do [[século VII a.C.]] Ele foi o fundador do [[Masdeísmo]] ou [[Zoroastrismo]]<ref>[[Grande Enciclopédia Delta Larousse]]. 5ª edição. vol. 14. Rio de janeiro; Editora Delta S. A, 1978. pág. 7160</ref>, a primeira religião [[monoteísmo|monoteísta]] de que se têmtem notícia, adotada oficialmente pelos [[Aquemênidas]] ([[558]] – [[330]] a.C.). A denominação grega Ζωροάστρης significa ''contemplador de astros''. É uma corruptela do [[avéstico]] Zarathustra (em [[Língua persa|persa]] moderno: Zartosht ou '''زرتشت'''). O significado do nome é obscuro, ainda que, certamente, contenha a palavra ''ushtra'' ([[camelo]]).
== Nascimento e infância de Zaratustra ==
[[Ficheiro:Stamps of Tajikistan, 002-02.jpg|miniaturadaimagem|zoroastro em selo postal do [[Tadjiquistão]].]]
Há muito tempo, nas estepes a perder de vista da [[Ásia Central]], perto do [[Mar de Aral]], havia uma pequena vila de casas de [[adobe]], onde vivia a família Spitama. Um dia, no sexto dia da primavera, um menino nasceu naquela família. A sua mãe e o seu pai decidiram dar-lhe o nome de Zaratustra. Ao nascer, Zaratustra não chorou, pelo contrário, riu sonoramente. As parteiras, vendo aquilo, admiraram-se, pois nunca tinham visto um bebêbebé rir ao nascer.
 
Na vila havia um sacerdote que percebeu que aquele menino viria a ser um revolucionário do pensamento humano e o que enfraqueceria o poder dos "donos" das [[Religião|religiões]]. Ele então decidiu tomar providências e procurou Pourushaspa, o pai de Zaratustra, com a seguinte conversa: "Pourushaspa Spitama, vim avisar-lhe. SeuO seu filho é um mau sinal para a nossa vila porque riu ao nascer, ele tem um demôniodemónio. Mate-o ou os deuses destruirão os seus cavalos e plantações. Onde já se viu rir ao nascer nesse mundo triste e escuro! Os deuses estão furiosos!".
 
Pourushaspa não queria ferir o seu filho, mas o sacerdote insistiu e impôs uma prova.
 
Na manhã seguinte Pourushaspa fez uma grande fogueira, e à frente de todos colocou Zaratustra no meio do fogo, mas ele não sofreu dano algum. O sacerdote ficou confuso.
Após dois anos tentando convencer Vistaspa, e enfrentando a mais cruel oposição, passando, inclusive, um tempo preso, um acidente com o cavalo de Vishtaspa ajudou a resolver a favor de Zaratustra esse impasse. À beira de morte, o cavalo tornou-se o ''pivot'' de todas as atenções. Vistaspa chamou sacerdotes, feiticeiros, médicos e sábios para salvar o seu cavalo. Juntos eles tentaram de tudo, inclusive oferecendo aos deuses dezenas de sacrifícios de outros cavalos. Além disso, brigaram entre si, fizeram intrigas, mas nada aconteceu, o cavalo de Vishtaspa só piorava. Zaratustra, que fora criado num ambiente rural, logo percebeu que ele fora envenenado. Procurando Vishtaspa ele sugeriu um remédio muito usado nesses casos em sua terra. Sem alternativas, embora descrente, Vishtaspa aceitou a ideia de Zaratustra e em dois dias seu cavalo estava de pé, sem sinal da doença.
 
Todos ficaram pasmospasmados e acharam que Zaratustra tinha operado um milagre. Ele respondeu que havia apenas usado a sua boa mente e os conhecimentos que tinha adquirido em casa. Vishtaspa e sua família ficaram encantados com a honestidade e simplicidade de Zaratustra, e dispuseram-se a ouvi-lo de novo, dessa vez com coração e mentes desarmados. Em pouco tempo não só Vishtaspa e sua família haviam sido iniciados, como também grande parte de seu povo.
 
Embora Zaratustra pudesse ter usado a ocasião da cura do cavalo de Vishtaspa para arrogar-se poderes sobrenaturais, ele preferiu ser sincero, e foi isso o que de fatofacto mostrou a Vishtaspa a sublime beleza e profundidade da mensagem.
 
== Vida de Zaratustra ==
 
== Cosmogonia ==
Na doutrina zaratustriana, antes de o mundo existir, reinavam dois espíritos ou princípios antagônicosantagónicos: os espíritos do [[Bem]] (Ahura Mazda, Spenta Mainyu, ou [[Ormuz]]) e do [[Mal]] ([[Angra Mainyu]] ou [[Arimã]]). Divindades menores, gênios e espíritos ajudavam Ormuz a governar o mundo e a combater Arimã e a legião do mal. Entre as divindades auxiliares, como consta no ''[[Avesta]]'' a mais importante era Mithra, um deus benéfico que exercia funções de juiz das almas. No final do [[século III]] d.C, a religião de Mithra fundiu-se com cultos solares de procedência oriental, configurando-se no culto do Sol.
 
Arimã é representado como uma serpente. Criador de tudo que há de ruim (crime, mentira, dor, secas, trevas, doenças, pecados, entre outros), ele é o espírito hostil, destruidor, que vive no deserto entre sombras eternas. Ormuzd, no entanto, é o Criador original, organizador do mundo de modo perfeito.