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Apesar dessa origem algo excêntrica, a infância de Russell leva um rumo relativamente convencional. Após a morte de seus pais, Russell e o seu irmão mais velho Frank (o futuro segundo conde) foram educados pelos avós, bem no espírito vitoriano - o conde Lord John Russell e a condessa Russell, sua segunda mulher, Lady Frances Elliott. Com a perspectiva do casamento, Russell despede-se definitivamente das expectativas dos seus avós.
 
Russell conheceu, inicialmente, a [[Quaker]] americanaestadunidense [[Alys Pearsall Smith]] quando tinha 17 anos de idade. Apaixonou-se pela sua personalidade puritana e inteligente, ligada a vários activistas educacionais e religiosos, tendo casado com ela em Dezembro de 1894.
 
O casamento acabou com a separação em 1911. Russell nunca tinha sido fiel; teve vários casos com, entre outras, Lady Ottoline Morrell (meia-irmã do sexto duque de Portland) e a actriz Lady Constance Malleson.
Com a morte do seu irmão mais velho em 1931, Russell tornou-se o terceiro conde Russell. Foi, no entanto, muito raro que alguém se lhe tenha referido por este nome.
 
Após o fim do casamento com Dora e o adultério dela com um jornalista norte-americano, em 1936, ele casou pela terceira vez com uma estudante universitária de Oxford chamada Patricia ("Peter") Spence. Ela tinha sido a governanta de suas crianças no verão de 1930. Russell e Peter tiveram um filho, Conrad.
 
Na primavera de 1939, Russell foi viver nos [[Estados Unidos]], em [[Santa Barbara (Califórnia)|Santa Barbara]], para ensinar na [[Universidade da Califórnia]], em [[Los Angeles]]. Foi nomeado professor no ''[[City College]]'' de [[Nova Iorque]] pouco tempo depois, mas depois de controvérsia pública, a sua nomeação foi anulada por tribunal: as suas opiniões secularistas, como as encontradas em seu livro ''Marriage and Morals'', tornaram-no "moralmente impróprio" para o ensino no ''college''. Seu livro "[[Why I Am Not a Christian]]" que foi uma pronunciação realizada nos [[Década de 1920|anos 20]] na seção sul da ''National Secular Society'' de Londres e o ensaio "Aquilo em que Creio" foram outros textos que causaram a confusão. (Existe uma pequena história da crise gerada pelo impedimento de Russell de lecionar no ''City College'' na introdução da edição brasileira da coletânea ensaios de Russell chamada: "Por que não sou cristão: e outros ensaios sobre religião e assuntos correlatos"). Regressou à [[Grã-Bretanha]] em 1944, tendo voltado a integrar a faculdade do ''Trinity College''.
 
==Visão sobre a sociedade==
A visão de Bertrand Russell sobre a sociedade tratou de diversos aspectos ligados a [[política]], [[economia]], [[direitos humanos]], [[ética]], [[pacifismo]] e [[moral]]. Seus pontos de vista foram se modificando ao longo de sua vida (morreu aosmeses antes de completar 98 anos). O artigo [[Visão de Bertrand Russell sobre a sociedade]] cobre algumas destas etapas e pontos de vista do filósofo, matemático e ativista social, a partir de seus primeiros escritos em 1896 bem como seu ativismo político e social em longo prazo até sua morte em fevereiro de [[1970]]. Em sua obra "[[Caminhos para a liberdade]]" <ref>Russel, Bertrand. ''Caminhos para a liberdade: socialismo, anarquismo e sindicalismo''. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 181 </ref>, Russell propõe um novo modelo de sociedade baseado em valores como [[justiça social]], máxima [[liberdade individual]] e mínimo de [[controle]] e [[opressão]] de poderes centrais sobre os indivíduos, porém com grande papel do estado para assuntos econômicos e financeiros. Seus pensamentos são baseados no socialismo de [[guilda]] e no anarquismo.
 
{{quote2| ''O sistema que preconizamos é uma forma de socialismo de guilda, tendendo mais talvez para o anarquismo do que o aprovariam inteiramente seus defensores oficiais. É nas questões que os políticos habitualmente ignoram - ciência, arte, relações humanas e alegria de viver - que o anarquismo se mostra mais forte, e é principalmente por causa delas que incluímos em nossa discussão certas propostas mais ou menos anarquistas, como por exemplo, o 'salário do ócio'. É por seus efeitos fora da economia e da política, ao menos tanto quanto por seus efeitos nelas, que um sistema social deve ser julgado. E, se o socialismo um dia vier, é provável que só se revele benéfico se os bens de natureza não econômica forem valorizados e conscientemente procurados''.|Bertrand Russel<ref>Russel, Bertrand - "Caminhos para a liberdade: socialismo, anarquismo e sindicalismo" , fls 181 - São Paulo, Ed. Ed. Martins fontes, 2005</ref>}}
Cada vez mais preocupados com o perigo potencial para a humanidade decorrente de armas nucleares e outras descobertas científicas, Russell também se juntou a [[Einstein]], [[Robert Oppenheimer]], [[Joseph Rotblat]] e outros cientistas eminentes da época para estabelecer a [[Academia Mundial de Arte e Ciência]], que foi formalmente constituída em 1960.
 
A [[Fundação Bertrand Russell para a paz]] e sua editora ''Spokesman Books''<ref>http://www.spokesmanbooks.com</ref> começaram em 1963 começaram seus trabalhos para levar adiante as propostas de Russell pela [[paz]], [[direitos humanos]] e [[justiça social]]. Ele começou a oposição pública à política dos EUA no [[Vietnã]] com uma carta ao ''[[The New York Times]]'', de 28 de Março de 1963. No outono de 1966, ele havia terminado o manuscrito ''Crimes de Guerra no Vietnã''. Em seguida, usando as justificativas americanasdos norte-americanos para o [[Tribunal de Nuremberg]], Russell e [[Jean-Paul Sartre]], organizaram o que ele chamou de uma tribunal internacional de crimes de guerra, o [[Tribunal Russell]].
 
Russell criticou as declarações oficiais sobre o assassinato de John F. Kennedy em "[[16 Perguntas sobre o assassinato]]", de 1964.
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