Diferenças entre edições de "Kali"

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A lenda conta que, numa luta entre [[Durga]] e o demônio Raktabija, este aterrorizou Durga com um diabólico feitiço: cada gota de seu sangue se transformava em um demônio. Durga e Shiva, ao tentar matar os vários demônios que surgiam de cada gota de sangue, cortavam a cabeça (e, daí, nasciam mais e mais demônios). Já em desespero, surge Kali, que cortava as cabeças e lambia o sangue (daí, a representação tradicional sua com o colar de cabeças, a adaga e a língua de fora). Assim, dizimou os demônios de Raktabija.
 
Mas Kali não é uma deusa ou deus do [[mal]], pois, na verdade, o seu papel de ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo. Os devotos são, supostamente, recompensados com poderes [[Paranormal|paranormais]] e com uma morte sem sofrimentos. É, também, uma das formas da deusa [[Parvati]], esposa de Shiva. É coberta de cobras no seu corpo em vez de roupas, e tem um colar dos com crânios dos seus filhos.
 
A figura da deusa tem quatro braços, pele azul, os olhos ferozmente arregalados, os cabelos revoltos, a língua pendente, os lábios tintos de [[hena]] e [[Piper betle|bétele]]. No pescoço, traz um colar de cabeças humanas (símbolo da [[reencarnação]]),<ref>WILKINSON, P. ''O livro ilustrado das religiões: o fascinante universo das crenças e doutrinas que acompanham o homem através dos tempos''. Tradução de Margarida e Flávio Quintiliano. São Paulo. Publifolha. 2001. p. 36.</ref> e, nos flancos, uma faixa de mãos decepadas. Sempre é representada em pé sobre o corpo caído do esposo Shiva.
 
Apesar da aparência de malvada, Kali mostra o lado escuro da mulher ou da [[Hijra]] e a verdadeira força feminina. Kali é venerada na Índia como uma mãe pelos seus devotos e devotas, que esperam, dela, uma morte sem dor ou aflição e a libertação do ciclo de reencarnações. Acredita-se que [[Fantasma|assombre]] locais de [[cremação]].<ref>WILKINSON, P. ''O livro ilustrado das religiões: o fascinante universo das crenças e doutrinas que acompanham o homem através dos tempos''. Tradução de Margarida e Flávio Quintiliano. São Paulo. Publifolha. 2001. p. 36.</ref>
{{Referências}}
{{Mitologia Hindu}}
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