Diferenças entre edições de "Coloratura"

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Para os cantores líricos, a palavra '''Coloratura''' em português tem uma conotação diferente do que tem em outras línguas. Em português, significa a execução de diversas notas em uma única sílaba, geralmente rapidamente e com grande agilidade, podendo ser [[legato]] ou [[staccato]].
 
Em inglês faz-se diferença entre coloratura e [[melisma]], usando aquele como sinônimo de [[cadência melódica]], e este para coloratura.
 
Cantores virtuosos, capazes de realizar frases ornamentadas com extrema agilidade, não significa porém, que seja uma voz de coloratura. Para que a característica "Coloratura" seja empregada na classificação do cantor, ele deve ser capaz de realiza-la fora de sua tessitura habitual, sem perda de qualidade timbrística ou alterações vocais que tendem ao timbre "metálico" mesmo em cobertura. Vozes coloraturas possuem um timbre aveludado sem perder o Squillo da voz, nos registros agudos, acima da tessitura.
 
Nas vozes coloraturas, a ressonância responsável por essa característica acontece no Seio Esfenoidal, cavidade que está localizada no centro da cabeça, entre a cavidade nasal e a glândula hipófise. Para uma voz ser caracterizada coloratura, essa ressonância deve acontecer naturalmente e sem pressão excessiva com a passagem de registro de peito para cabeça.
 
Geralmente, cantores coloratura possuem classificação "Lirico" ou "Lirico Legero-legero", pois possuem cor e brilho nas frequências medio-agudas, que ressoam no seio esfenoidal (as mesmas frequências responsáveis pelo squillo), porém não há uma regra. Vozes puramente "Legero" e "Dramatico" raramente possuem coloratura. Vozes "Legero", geralmente não possuem projeção suficiente para penetrar no seio esfenoidal com tamanha qualidade, porém são vozes que penetramfacilmente entram em ressonância com os seios frontais, e em notas fortes, adquirem um timbre vibrante com brilho, e squillo, na maioria das vezes tendem à um timbre um pouco metálico, que é compensado com um maior rebaixamento da laringe "scuro". Nas vozes "Dramatico", ocorre o oposto, possuem muita projeção de frequencias médias no seio esfenoidal e ao mesmo tempo nas cavidades frontais.
 
Vozes masculinas e femininas, podem possuir coloratura, porém de maneiras distintas.
Sopranos Lírico Coloratura
 
Na mulher deve ocorrer naturalmente, como uma característica do bel canto, a medida que a voz vai subindo, a voz sai do chiaroscuro e a cobertura vai se intensificando até alcançar a coloratura.
 
No homem, a coloratura é quase sempre utilizada no bel canto para realizar notas agudas, do pianíssimo ao piano aveludadas, sem o uso de falsete. Notas próximas do limite da tessitura ou já na extensão.
 
A coloratura no homem, utiliza da técnica masculina dos tenores do fim do renascimento ao meio do período barroco. A técnica "Voz Faríngea" com cobertura, que hoje na técnica vocal moderna seria algo próximo da voz mista em "Health Belting". No período barroco os tenores utilizavam a partir do Fá sustenido, um ajuste laríngeo que utilizava o músculo "Tiroaritenóideo" de forma passiva (com pouca pressão), esta a musculatura responsável pela fonação e principalmente pelos agudos hoje, em voz plena, atuando de forma ativa (com maior pressão). Diferente do falsete, que ocorre com pouca pressão de ar. No falsete os Tiroaritenóideos não atuam na produção do falsete, e sim o Aritenóideo transversal. Alguns exemplos de tenores que são capazes de fazer coloratura, são o peruano Juan Diego Florez (Peru), Eduardo Itaborahy (Brasil), Jonas Kauffman (alemão), Luciano Pavarotti (Itália).
 
Apesar disso a coloratura no homem, não se resume a apenas pianos e pianíssimos. Aqueles tenores, que na coloratura o fazem bem em agudos extremos em forte e com qualidade. Esses tenores, geralmente "legeros" e "lirico legeros" são apelidados de "Tenores de Rossini",capazes de reproduzir o D5, presente em algumas árias de Rossini.
 
Sopranos Lírico Coloratura
 
Cantores especializados em realizar coloratura com a voz têm em sua classificação vocal a palavra coloratura, embora possam possuir timbres característicos de soprano ligeiro, lírico ou dramático. Por exemplo:
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