Diferenças entre edições de "Voo espacial tripulado"

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O voo espacial para a Lua abrirá as considerações sobre a possibilidade da viagem aos planetas mais próximos. Tanto Marte como Vênus estão bastante perto de nós para serem considerados como possíveis alvos de explorações num futuro próximo. Contudo, como o ambiente de Marte é muito menos hostil que o de Vênus, provavelmente será ele o mundo que o homem pisará, depois que foi a Lua. No entanto, Vênus é um planeta muito interessante, e é muito provável que , quando forem possíveis as viagens interplanetárias, seja útil observá-lo de perto.
 
===A Radiação do Espaço===
 
Excetuando breves períodos durante o lançamento e o retorno à atmosfera, a espaçonave opera no ambiente espacial. Portanto, vale a pena dedicar um pouco de atenção a esse ambiente, antes de considerarmos detalhadamente a própria espaçonave.
 
Embora se imagine comumente o espaço como vácuo, ele é cheio de considerável quantidade de matéria. A atmosfera da Terra estende-se até várias centenas de quilômetros de altura, embora 99.9 % de sua massa se situem a um nível abaixo de 48 km. Contudo, a atmosfera é suficientemente densa para opor bastante resistência à espaçonave nas órbitas baixas, obrigando-a a descer vagarosamente em espiral para a Terra.
 
Imediatamente além da atmosfera terrestre, o espaço está cheio de partículas eletricamente carregadas que se originam no Sol e ficam presas ao campo magnético da Terra. Essas partículas formam as cintas de radiação de Van Allen, e nas cintas ou faixas, de Van Allen, elas são elétrons e prótons que se movem a alta velocidade. Como o campo magnético exerce uma força lateral numa carga elétrica em movimento, a trajetória das partículas é continuamente desviada. Não exercendo o mesmo campo magnético força alguma na direção do movimento, a velocidade das partículas não é diretamente afetada pelo magnetismo terrestre. Portanto elas continuam a viajar, a grande velocidade, em trajetórias quase circulares. Contudo, como é muito provável que cada partícula tenha alguma velocidade, para o norte ou para o sul, ao longo de uma linha de força no campo magnético, ela será uma tendência para se deslocar ao longo dessa linha de força no campo magnético, ela terá uma tendência para se deslocar ao longo dessa linha de força numa trajetória helicoidal, em vez de descrever seguidamente o mesmo caminho circular. A trajetória helicoidal levará a partícula para o pólo norte magnético — ou para o pólo sul — da Terra. Desde que as linhas de força do campo magnético terrestre convergem nos pólos, elas aí se aglomeram. Daí resulta que a direção norte-sul do movimento das partículas carregadas é invertida nesta região. Assim, as partículas são aprisionadas, à proporção que se deslocam, a grande velocidade, helicoidalmente para o norte e para o sul, entre os "pontos de reflexão".
 
Os prótons na faixa de radiação possuem energia suficiente para prejudicar a tripulação de uma espaçonave. É importante que se evite voar dentro dessas faixas por longos períodos de tempo, a não ser que se disponha de uma blindagem muito forte. A existência das cintas de radiação torna indesejável a realização de voos orbitais muito extensos em grandes altitudes. Por outro lado, se se pretende demorar muito tempo em órbita, é necessário evitar a resistência das camadas superiores da atmosfera da Terra. Para uma estação espacial, uma altitude orbital de aproximadamente 400 km parece ser um bom meio termo entre o desejo de evitar uma pesada blindagem e a necessidade de excessiva propulsão para evitar o decaimento da órbita.
 
Ao mesmo tempo que concentram os nocivos prótons provindos do Sol, as cintas de radiação protegem as regiões que se situam abaixo delas. O Sol não só raia luz e calor como está também constantemente despedindo prótons e elétrons. Essas partículas é que formam o hidrogênio, que é o elemento mais abundante no Sol, em -particular nas camadas superiores. Devido à grande energia existente no Sol, o hidrogênio ali, encontra-se ionizado, isto é, permanece dissociado em elétrons e prótons que são os íons de hidrogênio. Normalmente, o fluxo desses íons não tem velocidade suficiente para constituir uma radiação prejudicial. Esse fluxo recebe, às vezes, o nome de "vento solar", e calcula-se que tenha uma velocidade de 300 km por segundos. Admite-se que, a distância da Terra ao Sol, existam, em cada metro cúbico de espaço, de 100 milhões a 1 bilhão de partículas.
 
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