Crise do subprime: diferenças entre revisões

Conteúdo apagado Conteúdo adicionado
-
Linha 2:
[[Ficheiro:Subprime Mortgage Offer.jpeg|thumb|250px|Oferta de empréstimos sem comprovação de renda, nos [[Estados Unidos]].]]
 
A '''Crise do ''subprime''''' é uma [[crise financeira]] desencadeada em 24 de julho de 2007, a partir da queda do [[índice Dow Jones]] motivada pela concessão de empréstimos [[hipoteca|hipotecários]] de alto [[Risco (administração)|risco]] (em [[língua inglesa|inglês]]: ''[[subprime]] loan'' ou ''subprime mortgage''), prática que arrastou vários [[banco]]s para uma situação de [[insolvência]], repercutindo fortemente sobre as [[Bolsa de valores|bolsas de valores]] de todo o mundo. A crise foi motivada pela insistentedesregulamentação do sistema financeiro, empreendidas como parte das políticas neoliberais, implantadas desde a década de 1980 nos países capitalistas, tendo os EUA e a Inglaterra como líderes; alguns citam também que, a esse quadro, se acrescenta a manutenção de juros reduzidos pelo [[Fed]] (o sistema de [[bancos centrais]] dos Estados Unidos), emcomo forma de estimular a economia norte americana, recém saída da chamada crise da bolha da internet (falência das empresas ponto com), com o fim de incrementar os investimentos, promovendo uma economia extremamente aquecida. A troca de comando em 2006 impediu que um novato assumisse o ônus da freada obrigatória. Nesse cenário, os bancos norte americanos acirraram a prática da alavancagem, elevando-a a margens nunca antes vistas, chegando, para exemplificar, ao inacreditável percentual de segurança (depósito compulsório) de 2%, 1%, ou até menos que isso, se consideradas as transações ocultas, não computadas nos registros contábeis dos bancos. A crise do ''subprime'' foi imediatamente percebida como grave (segundo muitos economistas, a mais grave desde [[crise de 1929|1929]]), com possibilidade de se transformar em uma [[crise sistêmica]],<ref>[[Bresser Pereira|BRESSER PEREIRA, L. C.]] [http://www.bresserpereira.org.br/papers/2008/08.26.DominacaoFinanceiraCrise.NovosEstudos.pdf Dominação financeira e sua crise no quadro do capitalismo do conhecimento e do estado democrático social.] Revista ''Estudos Avançados'', 22 (64), 2008: 195-205.</ref> entendida como uma interrupção da cadeia de pagamentos da economia global, e que tenderia a atingir, de maneira generalizada, todos os setores econômicos. É considerada como um prenúncio da [[crise econômica de 2008]].<ref>[http://www.msia.org.br/assuntos-asuntos-estrat-gicos/367.html Instituto europeu vê agravamento da crise sistêmica]</ref><ref>[http://www.leap2020.eu/LEAP-2020-Annonce-Speciale-Crise-Systemique-Globale-Septembre-2008_a2140.html?PHPSESSID=d74a3cfd26cda6d16bf957ad516a15dc LEAP/2020 : Annonce Spéciale Crise Systémique Globale Septembre 2008]</ref>
 
As famílias americanas já vinham se endividando ao longo dos anos 1990. A partir de 1995, o [[mercado imobiliário]] voltou a se expandir, assim como o endividamento - através de crédito ao consumidor e hipotecas. Com a crise de 2000-2001 do [[mercado de ações]], o mercado imobiliário ganhou estímulos e se expandiu mais vigorosamente. As famílias, já endividadas, elevaram a contratação de empréstimos, fazendo novas hipotecas e adquirindo novas linhas de crédito<ref> ROSA, E. [http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000850671 O Papel Macroeconômico das Famílias e a Geração de Fragilidade Financeira] </ref> <ref>ROSA, E. [http://www.akb.org.br/upload/130820121548511055_Everton%20S.%20T.%20Rosa.pdf As Famílias a Abordagem Minskyana: aspectos e desdobramentos do endividamento das famílias americanas]</ref>. A partir de 2003, com a intensificação da valorização dos imóveis e o esgotamento dos clientes tradicionais, o crédito foi facilitado para as famílias e indivíduos sem histórico de crédito ou com histórico ruim, sem emprego e sem renda.