Abrir menu principal

Alterações

530 bytes adicionados ,  15h45min de 28 de janeiro de 2017
sem resumo de edição
;Tronco e madeira (anatomia axial)
 
Câmbio de cortiça presente; Inicialmente profundamente assentado, ou inicialmente superficial. Nodos tipicamente unilacunares. Tecidos vasculares primários em um cilindro, sem feixes separados; muito  comumente bicolateral . Floema interno normalmente presente . Espessamento secundário desenvolvido a partir  de um anel cambial convencional. Raios medulares primários de largura, ou misturados largos e estreitos. O anel de madeira  difusa porosa. Os vasos são pequenos (tipicamente), ou médios (menos frequentemente), ou  grandes (raramente); Solitárias ou radialmente emparelhadas, ou em múltiplos radiais, ou agrupados, ou em arcos  tangenciais (mas tipicamente exclusivamente solitários). O recipiente termina­ em paredes simples (geralmente), ou  escalariforme. Os vasos com orifícios revestidos; Com espessamento espiral, ou sem espessamento espiral. O  xilema é axial com traqueídeos, ou sem traqueídeos;, Comumenteem geral com traqueides vasicentrico;vasicentricos. Com traqueídeos de  fibras (usualmente), ou sem traqueídeos de fibras; Com fibras libriformes, ou sem fibras libriformes; incluindo  fibras septadas, ou sem fibras septadas. As fibras sem espessamento espiral. O parênquima apotraqueal, ou  paratraqueal, ou apotraqueal e paratraqueal. O floema secundário estratificados em zonas difíceis (fibroso) e  macios ([[parenquimatoso]]) (geralmente), ou não estratificada (por exemplo em ''[[Darwinia]]'' e ''[[Verticordia]]'').
 
;Tipo reprodutivo e polinização
 
Plantas hermafroditas (geralmente). Polinização [[entomófila]] ou [[ornitófila]], com mecanismo visivelmente especializado (''[[Chamelaucium]]'' e alguns parentes, com a apresentação do [[pólen]] através de uma parte modificada do estilo), ou não  especializado (principalmente).<ref>{{citar periódico|ultimo=|primeiro=|titulo=Polinização e dispersão de sementes em Myrtaceae do Brasil|jornal=Scielo|doi=|url=http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-84042006000400002|acessadoem=23 de janeiro de 2017}}</ref>
 
<!----------------
=== Diversidade===
Estimativas recentes sugerem que a família Myrtaceae inclui aproximadamente 5950 espécies repartidas por cerca de 132 géneros.<ref name="Christenhusz-Byng2016"/><ref>Govaerts, R. et al. (12 additional authors). 2008. World Checklist of Myrtaceae. Royal Botanic Gardens, Kew. xv + 455 pp.</ref> A família apresenta uma [[distribuição natural]] alargada, estando presente nas regiões tropicais e temperadas quentes de toda a [[Terra]], sendo comum em muitos dos [[centros de biodiversidade]]. Muitas novas espécies continuam a ser descritas anualmente, oriundas das vasta região onde as Myrtaceae estão presentes. Pelas mesmas razões, são descritos novos géneros quase todo os anos e a [[circunscrição taxonómica]] de outros continua a não ser consensual, levando a frequentes revisões.
Recent estimates suggest the Myrtaceae include approximately 5950 species in ca 132 genera.<ref name="Christenhusz-Byng2016">{{cite journal |author1=Christenhusz, M. J. M. |author2=Byng, J. W. | year = 2016 | title = The number of known plants species in the world and its annual increase | journal = Phytotaxa | volume = 261 | pages = 201–217 | url = http://biotaxa.org/Phytotaxa/article/download/phytotaxa.261.3.1/20598 | doi = 10.11646/phytotaxa.261.3.1 | issue = 3 | publisher = Magnolia Press }}</ref><ref>Govaerts, R. et al. (12 additional authors). 2008. World Checklist of Myrtaceae. Royal Botanic Gardens, Kew. xv + 455 pp.</ref> The family has a wide distribution in tropical and warm-temperate regions of the world, and are typically common in many of the world's [[biodiversity hotspot]]s. Genera with capsular fruits such as ''[[Eucalyptus]]'', ''[[Corymbia]]'', ''[[Angophora]]'', ''[[Leptospermum]]'', and ''[[Melaleuca]]'' are absent from the Americas, apart from ''[[Metrosideros]]'' in [[Chile]] and [[Argentina]]. Genera with fleshy fruits have their greatest concentrations in eastern [[Australia]] and [[Malesia]] (the [[Australasia ecozone]]) and the [[Neotropic]]s. ''Eucalyptus'' is a dominant, nearly ubiquitous genus in the more mesic parts of Australia and extends north sporadically to the [[Philippines]]. ''[[Eucalyptus regnans]]'' is the tallest flowering plant in the world. Other important Australian genera are ''[[Callistemon]]'' (bottlebrushes), ''[[Syzygium]]'', and ''[[Melaleuca]]'' (paperbarks). Species of the genus ''[[Osbornia]]'', native to Australasia, are [[mangrove]]s. ''[[Eugenia (género)|Eugenia]]'', ''[[Myrcia]]'', and ''[[Calyptranthes]]'' are among the larger genera in the neotropics.
 
Os géneros com frutos capsulares, tais como ''[[Eucalyptus]]'', ''[[Corymbia]]'', ''[[Angophora]]'', ''[[Leptospermum]]'' e ''[[Melaleuca]]'', estão ausentes das Américas, com excepção de ''[[Metrosideros]]'' que está presente no [[Chile]] e [[Argentina]]. Os géneros com frutos carnosos apresentam a sua máxima [[biodiversidade|diversidade]] no leste da [[Austrália]] e na [[Malésia]] (a ecozona da [[Australásia]]) e nos [[Neotrópico]]s.
 
O género ''Eucalyptus'' é dominante, e quase ubíquito, na maior parte das [[Mésico|regiões mésicas]] da Austrália, estendendo a sua área de distribuição natural esporadicamente para norte até algumas regiões das[[Filipinas]]. A espécie ''[[Eucalyptus regnans]]'' é a mais alta [[planta com flor]] que se conhece.
 
Outros importantes géneros australianos são ''[[Callistemon]]'' (lava-garrafas), ''[[Syzygium]]'' e ''[[Melaleuca]]'' (casca-de-papel). As espécies do géneros ''[[Osbornia]]'', nativas da Australásia, são típicas dos [[mangal|mangais]]. Os géneros ''[[Eugenia (género)|Eugenia]]'', ''[[Myrcia]]'' e ''[[Calyptranthes]]'' estão entre os maiores em número de espécies de entre os géneros vegetais que ocorrem na região neotropical.
 
Historicamente as Myrtaceae foram subdivididas em duas subfamílias: (1) a subfamília [[Myrtoideae]] (com cerca de 75 géneros) caracterizada por apresentar frutos carnosos e folhas inteiras e opostas; e (2) a subfamília [[Leptospermoideae]] (com cerca de 80 géneros) que, pelo contrário, se caracteriza por apresentar frutos secos e [[deiscência|deiscentes]] (cápsulas) e folhas arranjadas em espiral ou alternadas.
Historically, the Myrtaceae were divided into two subfamilies. Subfamily Myrtoideae (about 75 genera) was recognized as having fleshy fruits and opposite, entire leaves. Most genera in this subfamily have one of three easily recognized types of embryos. The genera of Myrtoideae can be very difficult to distinguish in the absence of mature fruits. Myrtoideae are found worldwide in subtropical and tropical regions, with centers of diversity in the Neotropics, northeastern Australia, and Malesia.
In contrast, subfamily Leptospermoideae (about 80 genera) was recognized as having dry, dehiscent fruits (capsules) and leaves arranged spirally or alternate. The Leptospermoideae are found mostly in Australasia, with a centre of diversity in Australia. Many genera in Western Australia have greatly reduced leaves and flowers typical of more xeric habitats.
 
A maioria dos géneros na subfamília Myrtoideae apresenta um de três tipos característicos de embriões, facilmente reconhecíveis. Os géneros de Myrtoideae são em geral muito difíceis de identificar na ausência de frutos maduros. As Myrtoideae ocorrem nas regiões subtropicais e tropicais de todo o mundo, com [[Centro de diversidade|centros de diversidade]] nos neotrópicos, nordeste da Austrália e [[Malésia]].
The division of Myrtaceae into Leptospermoideae and Myrtoideae was challenged by a number of authors, including Johnson and Briggs (1984), who identified 14 tribes or clades within Myrtaceae, and found Myrtoideae to be polyphyletic. Molecular studies by several groups of authors, as of 2008, have confirmed the baccate (fleshy) fruits evolved twice from capsular fruits, and as such, the two-subfamily classification does not accurately portray the phylogenetic (= evolutionary) history of the family. Thus, many workers are now using a recent analysis by Wilson et al. (2001) as a starting point to test further analyses of the family.
 
As Leptospermoideae ocorrem maioritariamente na Australásia, com um [[centro de diversidade]] na Austrália. Muitos géneros da Austrália Ocidental (Western Australia) apresentam folhas muito reduzidas e flores típicas de [[habitat]]s [[xeromorfia|xéricos]].
The genera ''[[Heteropyxis]]'' and ''[[Psiloxylon]]'' have been separated as separate families by many authors in the past as Heteropyxidaceae and Psiloxylaceae.<ref>Sytsma, Kenneth J. and Amy Litt. 2002. Tropical disjunctions in and among the Myrtaceae clade (Myrtaceae, Heteropyxidaceae, Psiloxylaceae, Vochysiaceae): Gondwanan vicariance or dispersal? (Abstract). Botany 2002 Conference, University of Wisconsin, Madison, Wisconsin, August 4–7, 2002.</ref><ref>[[Lawrence Alexander Sidney Johnson|Johnson, L.A.S.]] and Briggs, B.G. 1984. Myrtales and Myrtaceae – a phylogenetic analysis. ''Annals of the Missouri Botanic Garden'' 71: 700-756.</ref> However, Wilson ''et al.''<ref>Wilson, Peter G., O'Brien, Marcelle M., Gadek, Paul A., and Quinn, Christopher J. 2001. "Myrtaceae Revisited: A Reassessment of Infrafamilial Groups". ''[[American Journal of Botany]]'' 88 (11): 2013–2025. Available [http://www.amjbot.org/cgi/reprint/88/11/2013.pdf online] (pdf file).</ref> included them in Myrtaceae. These two genera are presently believed to be the earliest arising and surviving lineages of Myrtaceae.
 
A divisão clássica das Myrtaceae em Leptospermoideae e Myrtoideae foi posta em causa por muitos autores,<ref>Johnson & Briggs (1984).</ref> que identificaram pelo menos 14 tribos ou [[clade]]s entre as Myrtaceae e provaram que na acepção clássica o agrupamento Myrtoideae era [[polifilético]]. Estudos de [[biologia molecular]] realizados por diversos autores mostraram, pelo menos desde 2008, que nesta família os frutos carnosos evoluíram pelo menos duas vezes a partir de frutos capsulares, e que como tal a classificação clássica em duas subfamílias não retrata com fidelidade a [[Filogenia|história filogenética]] (ou evolucionária) da família.<ref>Wilson et al. (2001).</ref>
The most recent classification recognizes 17 tribes and two subfamilies, Myrtoideae and Psiloxyloideae, based on a phylogenetic analysis of plastid DNA.<ref>Wilson, P.G., O’Brien, M.M., Heslewood, M.M., Quinn, C.J. 2005. Relationships within Myrtaceae sensu lato based on a matK phylogeny. ''[[Plant Systematics and Evolution]]'' 251: 3–19.</ref>
 
TheOs generagéneros ''[[Heteropyxis]]'' ande ''[[Psiloxylon]]'' haveforam beentratados separatedcomo asfamílias separateautónomas familiespor bymuitos manyautores, authorsconsiderados inentão the pastcomo as famílias [[Heteropyxidaceae]] ande [[Psiloxylaceae]].<ref>Sytsma, Kenneth J. and Amy Litt. 2002. Tropical disjunctions in and among the Myrtaceae clade (Myrtaceae, Heteropyxidaceae, Psiloxylaceae, Vochysiaceae): Gondwanan vicariance or dispersal? (Abstract). Botany 2002 Conference, University of Wisconsin, Madison, Wisconsin, August 4–7, 2002.</ref><ref>[[Lawrence Alexander Sidney Johnson|Johnson, L.A.S.]] and Briggs, B.G. 1984. Myrtales and Myrtaceae – a phylogenetic analysis. ''Annals of the Missouri Botanic Garden'' 71: 700-756.</ref> HoweverContudo, Wilsonestudos ''etmais al.''recentes<ref>Wilson, Peter G., O'Brien, Marcelle M., Gadek, Paul A., and Quinn, Christopher J. 2001. "Myrtaceae Revisited: A Reassessment of Infrafamilial Groups". ''[[American Journal of Botany]]'' 88 (11): 2013–2025. Available [http://www.amjbot.org/cgi/reprint/88/11/2013.pdf online] (pdf file).</ref> includeddemosntram themque indevem Myrtaceae.ser incluídos Thesena twofamília generaMyrtceae, areacreditando-se presentlyque believedaqueles todois begéneros therepresentem earliestas arisingmais andantigas surviving[[linhagem|linhagens]] lineages[[extante]]s ofde Myrtaceae.
Many new species are being described annually from throughout the range of Myrtaceae. Likewise, new genera are being described nearly yearly.
 
TheAs mostmais recentrecentes classificationclassificações recognizesreconhecem 17 tribestribos ande twoduas subfamiliessubfamílias, as [[Myrtoideae]] ande as [[Psiloxyloideae]], basedcom onbase ana análise phylogeneticfilogenética analysisdo of[[ADN]] plastiddos DNA[[plastídeo]]s.<ref>Wilson, P.G., O’Brien, M.M., Heslewood, M.M., Quinn, C.J. 2005. Relationships within Myrtaceae sensu lato based on a matK phylogeny. ''[[Plant Systematics and Evolution]]'' 251: 3–19.</ref>
---------------->
== Sistemática ==
[[Ficheiro:Heteropyxis natalensis01.jpg|thumb|253px|Subfamília Psyloxyloideae: folhagem e frutos imaturos de ''[[Heteropyxis natalensis]]'']]