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'''Esclerofilia''' (do [[Grego clássico|grego]] «σκληρός» ''sklērós'', 'duro', e «φύλλον» ''phýllon'', 'folha') é a designação dada em [[fitogeografia]] e [[ecologia]] à adaptação a longos períodos de secura e calor que alguns tipos de [[vegetação]] apresentam. Estas formações, designadas por '''esclerófilas''', são caracterizadas pela predominância de [[espécie]]s arbóreas e arbustivas providas de [[folha]]s duras, orientadas em direcção paralela ou oblíqua em relação à [[radiação solar]] dominante, e [[entrenó]]s curtos (os entrenós são as distâncias entre os [[Nó (botânica)|nós foliares]]).<ref>{{cita web|url = http://www.amonline.net.au/factsheets/sclerophyll_forests.htm | título = Sclerophyll forests |autor= R. Major |año= 2003 |editorial= Australian Museum |fechaacceso= 14 de febrero de 2005 |urlarchivo=http://web.archive.org/web/http://www.amonline.net.au/factsheets/sclerophyll_forests.htm|arquivodata=7 de Novembro de 2015}}.</ref>
==Descrição==
A vegetação esclerófila é dominada pelas espécies com folhas endurecidas, recobertas por uma [[Cutícula vegetal|cutícula]] protectora, inseridas obliquamente em relação à direcção de máxima radiação solar em caules com entrenós curtos.
 
O termo deriva do grego ''sklēros'' (duro) e ''phyllon'' (folha) e foi cunhado por [[Andreas Franz Wilhelm Schimper|A.F.W. Schimper]] em 1898 (traduzido para inglês em 1903), originalmente como um sinónimo de [[xeromorfo]], mas posteriormente evoluindo para o seu significado presente.<ref>Bowman, D. M. J. S. (2000). The sclerophyll problem. In: ''Australian Rainforests''. 1st ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2000. pp. 48-67, [https://books.google.com/books?id=5pQZlbzJvTkC].</ref> .
 
Plantas com adaptação à secura do tipo esclerófilo ocorrem em múltiplas regiões e em diferentes [[bioma]]s,<ref>C. Michael Hogan. 2010. [http://www.eoearth.org/article/Leather_Oak ''Leather Oak, Quercus durata''. Encyclopedia of Earth. National Council for Science and Environment]. Washington DC</ref> mas são mais características do [[chaparral]] e [[formação vegetal|formações]] similares, típicas de zonas com [[Precipitação (meteorologia)|precipitação]] anual escassa ou secas sazonais frequentes e solos pobres fortemente lixiviados, como em partes da [[Austrália]],<ref>{{citecitar web|url=http://www.environment.nsw.gov.au/ThreatenedSpeciesApp/VegClass.aspx?vegClassName=Sydney+Coastal+Dry+Sclerophyll+Forests |titletítulo=Sydney Coastal Dry Sclerophyll Forests |publisherpublicado=NSW Environment & Heritage |accessdateacessodata=September 17, de setembro de 2012}}</ref> partes da [[África]] subtropical, o oeste da América do Norte e partes da América do Sul. Também se encontram nos [[bioma]]s mediterrânicos que cobrem a [[bacia do Mediterrâneo]], nos [[chaparral|chaparrais]] da [[Califórnia]], [[Argentina]], [[Paraguai]] e [[Brasil]], no matorral do [[Chile]], no ''[[fynbos]]'' da [[Província do Cabo]] da [[África do Sul]], no interior de [[Madagáscar]], na metade seca da [[Nova Caledónia]] e nos bosques próximos destas áreas.
 
Todas estas formações têm em comum a presença dominante de espécies lenhosas de folhas duras e dimensões tais que se podem classificar como arbustivas ou arborescentes. Essas associações são designadas, consoante a região, por ''[[maquis]]'', ''espinal'', ''[[chaparral]]'', ''[[garriga]]'', ''arrayan'', ''estepe espinhosa'', ''[[matorral|matorral arborescente]]'', ''matorral espinhoso'' e designações similares.
==Referências==
{{reflist|2}}
== {{Ver também}} ==
{{Biomas}}
*[[Floresta mediterrânea de bosques e arbustos]]
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