Diferenças entre edições de "Lúcio Anício Galo"

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Informado que os piratas ilírios estavam arrasando a costa entre Apolônia e [[Dirráquio]], Lúcio Anício decidiu liderar a [[marinha romana|frota]] contra os navios dos piratas, capturando alguns e provocando a fuga dos demais. Logo depois, correu para levar ajuda a Ápio Cláudio e seus aliados [[bessanitas]], que estavam cercados pelas tropas de Gêncio. A notícia da chegada de novas tropas romanas assustou o rei ilírio, que levantou o cerco e se refugiou em sua capital, [[Escodra]], enquanto o resto de seu exército se rendeu aos romanos. Como Lúcio Anício foi clemente com os que se renderam, a maior parte das cidades ilírias se rendeu ao exército romano, o que permitiu que ele rapidamente chegasse em ''Scodra''. À frente das muralhas da cidade, Gêncio perfilou seu exército para enfrentar os romanos, mas foi facilmente derrotado. O rei, aterrorizado, pediu uma trégua de três dias e foi atendido. Gêncio esperava que, neste ínterim, seu irmão [[Caravâncio]] conseguisse chegar com reforços. Com a demora e sem apoio dos [[Reino da Macedônia|macedônios]], Gêncio abandonou a cidade e foi até o acampamento romano para se render incondicionalmente.
 
Lúcio Anício então conquistou Scodra e imediatamente liberto os [[legado]]s aprisionados pelos ilírios e enviou um deles, Marco Perperna, a Roma para informar o [[Senado Romano|Senado]] da derrota completa de Gêncio, o que levou à declaração de três dias de festividades pela vitória. A campanha inteira durou menos de trinta dias.<ref>[[Lívio]], ''[[Ab Urbe Condita libri|Ab Urbe Condita]]'' XLIV, 3.</ref><ref>[[Eutrópio (historiador)|Eutrópio]] IV, 3; [[Plutarco]], ''Emilius Paulus'', XII</ref>.
 
Seu mandato foi prorrogado para o ano seguinte, durante o qual Anício pacificou a região do [[Epiro]] e supervisionou a reorganização dos reinos da [[Ilíria (região)|Ilíria]] em três pequenas repúblicas.<ref>[[Lívio]], ''[[Ab Urbe Condita libri|Ab Urbe Condita]]'' XLIV 26</ref>. Em 166 a.C., ainda envolvido nas operações no Epiro, voltou para Roma e celebrou seu [[triunfo romano|triunfo]] sobre Gêncio.<ref>[[Lívio]], ''[[Ab Urbe Condita libri|Ab Urbe Condita]]'' XLIV 35 e 43.</ref><ref>[[Eutrópio (historiador)|Eutrópio]] IV, 4</ref>.
 
=== Consulado (160 a.C.) e anos finais ===
Anício foi eleito cônsul em 160 a.C. com [[Marco Cornélio Cetego (cônsul em 160 a.C.)|Marco Cornélio Cetego]]. Durante seu mandato foram celebrados os [[jogos romanos|jogos]] funerários de [[Lúcio Emílio Paulo Macedônico]], que contaram com a apresentação da peça ''[[Adelphoe]]'', de [[Terêncio]].<ref>Didascal. ad Terent. Adelph.</ref>. [[Cícero]] conta que este ano era lembrado pela sua excepcional safra de [[vinho]].<ref>[[Cícero]], ''Brutus'' 287.</ref>.
 
Em 155 a.C., foi um dos embaixadores enviados à corte de [[Prúsias II]], [[rei da Bitínia]], para mediar um confronto contra [[Átalo II]], [[rei de Pérgamo]] e aliado de Roma.<ref>[[Políbio]], ''[[Histórias (Políbio)|Histórias]]'' 33, 7</ref>. A delegação se encontrou primeiro com Átalo e, depois, com Prúsias, que rejeitou os termos de paz propostos pelos romanos. Quando retornaram à corte de Átalo, os romanos o aconselharam a organizar sua defesa, mas que não iniciasse a guerra. No caminho de volta a Roma, eles dissuadiram os estados que atravessaram de prestarem qualquer apoio a Prúsias.<ref>[[Políbio]], ''[[Histórias (Políbio)|Histórias]]'' 33, 12</ref>.
 
== Ver também ==
|ant2=[[Caio Fânio Estrabão (cônsul em 161 a.C.)|Caio Fânio Estrabão]]
|con1=[[Marco Cornélio Cetego (cônsul em 160 a.C.)|Marco Cornélio Cetego]]
|con2=[['''Lúcio Anício Galo]]'''
|ano=160 a.C.
|seg1=[[Cneu Cornélio Dolabela (cônsul em 159 a.C.)|Cneu Cornélio Dolabela]]
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