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Por seu casamento com [[Henrique IV de França|Henrique III de Navarra]] (mais tarde Henrique IV de França), ela foi rainha de Navarra e depois da França na ascensão de seu marido ao trono em 1589. Seu casamento foi anulado em 1599 por decisão do Papa. Ela era filha do rei [[Henrique II de França]] e da rainha [[Catarina de Médici]] e irmã dos reis [[Francisco II de França|Francisco II]], [[Carlos IX de França|Carlos IX]] e [[Henrique III de França|Henrique III]].
 
Seu casamento, que foi para celebrar a reconciliação dosentre Católicos[[Igreja comCatólica|Católicos]] ose [[Huguenote|ProtestantesHuguenotes]], foi manchado pelo [[Massacre da noite de São Bartolomeu]] e pela retomada dos problemas religiosos que se seguiram. No conflito entre Henrique III e os Descontentes, ela tomou o lado de [[Francisco, Duque de Anjou]], seu irmão mais novo, causando uma profunda aversão do rei contra ela.
 
Como Rainha de Navarra, ela também desempenhou um papel de pacificação nas relações tempestuosas entre seu marido e a monarquia francesa. Dividindo-se entre as duas cortes, ela se esforçou para levar uma feliz vida conjugal, mas a esterilidade do casal e as tensões políticas inerentes nas [[Guerras religiosas na França|Guerras Religiosas da França]] causaram o fim de seu casamento. Maltratada por um sombrio irmão, rejeitada por um marido oportunista, ela escolheu o caminho da oposição em 1585. Ela tomou o lado da [[Liga católica|Liga Católica]] e foi forçada a viver em [[Auvérnia]] em um exílio que durou vinte anos.
 
Na corte francesa, ela estudou gramática, clássicos, história e Escritura Sagrada.<ref>Williams, p. 11.</ref> Margarida aprendeu a falar italiano, espanhol, latim e grego, além de seu francês nativo.<ref>Pidduck,&nbsp;''La Reine Margot'', p. 19.</ref> Ela também era competente em prosa, poesia, equitação e dança. Ela viajou com sua família e a corte na [[grande turnê da França]] (1564-1566). Durante esse período, Margarida teve experiência direta da perigosa e complexa situação política na França, e aprendeu com sua mãe a arte da mediação política.<ref>Moisan,&nbsp;''L'exil auvergnat de Marguerite de Valois (la reine Margot)'', pp. 14-17.</ref>
[[Ficheiro:Caterina e i figli.jpg|miniaturadaimagem|222x222px276x276px|
[[Catarina de Médici]] com seus filhos em 1561:&nbsp;[[Francisco, Duque de Anjou|Francisco]],&nbsp;[[Carlos IX de França|Carlos IX]], Margarida e [[Henrique III de França|Henrique]].
]]
Em 1565, Catarina encontrou-se com o ministro chefe de [[Filipe II de Espanha|Felipe II da Espanha]], o [[Fernando Álvarez de Toledo y Pimentel|Duque de Alba]], em [[Baiona (França)|Baiona]], na esperança de organizar um casamento entre Margarida e [[Carlos de Espanha, Príncipe das Astúrias|Carlos, Príncipe das Astúrias]]. No entanto, Alba recusou qualquer consideração de um casamento dinástico.<ref>Knecht,&nbsp;''The French Wars of Religion, 1559-1598'', p. 39.</ref> Outras negociações de casamento, uma conduzida pelo diplomata [[Jean Nicot]] para casá-la com o [[Sebastião I de Portugal|Rei Sebastião I de Portugal]] e outra para casá-la com o [[Rodolfo II do Sacro Império Romano-Germânico|Arquiduque Rodolfo II]], também não obtiveram sucesso.
 
Durante a adolescência, ela e seu irmão Henrique eram amigos muito próximos. Em 1568, deixando a corte para comandar os exércitos reais, confiou a sua irmã de 15 anos a defesa de seus interesses com sua mãe.<ref name=":0">Moisan, p. 18.</ref><blockquote>Suas palavras me inspiraram resoluções e poderes que eu não pensava possuir antes. Eu tinha naturalmente um grau de coragem, e, assim que me recuperei do meu espanto, descobri que eu era uma pessoa bastante alterada. Seu discurso me agradou e me fez ter uma confiança em mim mesma; e eu descobri que eu erame tornei mais uma consequência do que eu jamais havia pensadoconcebido que jamais seriaera.<ref>''His words inspired me with resolution and powers I did not think myself possessed of before. I had naturally a degree of courage, and, as soon as I recovered from my astonishment, I found I was quite an altered person. His address pleased me, and wrought in me a confidence in myself; and I found I was become of more consequence than I had ever conceived I had been.''</ref><ref>Moisan, p. 18.</ref></blockquote>Encantada com esta missão, ela a cumpriu conscienciosamente, mas Henrique não mostrou gratidão ao retornar, de acordo com suas ''Memórias''.<ref>Mourgue, p. 10; Williams, pp. 24–25.</ref> Ele descobriu o caso secreto de Margarida com [[Henrique I de Guise|Henrique de Guise]] - filho do falecido [[Francisco, Duque de Guise|Duque de Guise]] - e seu plano presuntivo de casamento (alguns historiadores sugeriram que o duque era o amante de Margarida, mas nada confirma essa teoria).<ref name=":0" /><ref name=":1">Williams, p. 39.</ref> Quando Catarina descobriu isso, ela arrancou sua filha da cama. Catarina e Carlos então a espancaram e enviaram Henrique de Guise para longe da corte.<ref name=":1" />
 
Este episódio talvez seja a raiz de um "ódio fraternal duradouro" entre Margarida e seu irmão Henrique, bem como o distanciamento igualmente duradouro das relações com sua mãe.<ref>Garrisson,&nbsp;''Marguerite de Valois'', p. 39–43.</ref>
 
==Casamento com Henrique III==
[[File:Henry&Margot.jpg|thumb|esquerda|Henrique III de Navarra e Margarida de Valois|333x333px321x321px]]
 
Em 1570, Catarina de Médici estava buscando um casamento entre Margarida e [[Henrique IV de França|Henrique de Navarra]], o jovem líder do [[Protestantismo|Partido Protestante]]. Esperava-se que esta união reunisse os laços familiares, já que os Bourbons faziam parte da família real francesa e eram os parentes mais próximos do raça reinante dos Valois, e, supostamente, determinar-se a reconciliação entre católicos e protestantes que estavam se enfrentando na [[Guerras religiosas na França|Terceira Guerra de Religião]].<ref>Frieda,&nbsp;''Catherine de' Medici'', p. 256.</ref>
As negociações são iniciadas entre [[Catarina de Médici]] e [[Joana III de Navarra|Joana D'Albret]], mãe de Henrique, rainha de Navarra e defensora ferrenha dos [[Huguenote|huguenotes]]. As negociações foram longas e difíceis. Joana D'Albret exige a conversão de Margarida ao protestantismo, mas esta não cede a sua exigência. No fim, Joana acaba dando consentimento para o casamento em troca de um considerável dote pago por sua nora. Em 11 de abril de 1572, Margarida estava noiva de Henrique de Navarra. Em uma de suas cartas a Henrique, sua mãe, Joana D'Albret, escreveu sobre Margarida: "Ela francamente me ganhou com a impressão favorável que ela formou de você. Com sua beleza e inteligência, ela exerce uma grande influência sobre a Rainha Mãe e o Rei e os Senhores seus irmãos mais novos".<ref>''"she has frankly owned to me the favourable impression which she has formed of you. With her beauty and wit, she exercises a great influence over the Queen-Mother and the King, and Messieurs her younger brothers."''</ref><ref>Quoted in Williams, p. 60.</ref> Com o falecimento da Rainha Joana, [[Henrique IV de França|Henrique]] torna-se o novo Rei de Navarra.
 
O casamento entre uma católica e um protestante foi controverso. O [[Papa Gregório XIII]] se recusou a conceder uma dispensa pontifical para o casamento,<ref>Boucher,&nbsp;''Deux épouses et reines à la fin du XVIe siècle'', p. 25.</ref> dada a diferença de religião do casal nupcial. Mesmo sem a dispensa, o casamento da Margarida, aos 19 anos, com Henrique, ocorreu em 18 de agosto de 1572 na [[Catedral de Notre-Dame de Paris|Catedral de Notre Dame]], em [[Paris]], pouco tempo depois da morte de Joana.<ref>Pitts,&nbsp;''Henri IV of France: His Reign and Age'', p. 60.</ref> Margarida, obrigada por seu irmão, [[Carlos IX de França]], e por sua mãe, casa-se a contragosto com o soberano que considerava um herege de um reino residual. O Rei de Navarra teve que permanecer fora da catedral durante a missa, onde seu lugar foi ocupado pelo Duque de Anjou.<ref name=":2">R.J. Knecht,&nbsp;''Catherine de' Medici'', p. 153.</ref>
 
[[François Eudes de Mézeray]], historiador do século XVII, inventou a lenda de que Margarida foi forçada a casar com o rei de Navarra com um pequeno empurrão na parte de trás da cabeça por seu irmão Carlos IX.<ref>Viennot,&nbsp;''Marguerite de Valois. “La reine Margot”'', p. 357.</ref> Esta é uma das anedotas que criou o mito da "Reine Margot".
== A Noite de São Bartolomeu ==
Apenas seis dias após o casamento,no dia [[24 de agosto]], a pretendida reconciliação entre católicos e protestantes revelou-se uma farsa quando, coordenados pela Rainha Mãe, Catarina de Médici (quem realmente detinha o poder), facções católicas desencadearam uma ação que resultou no assassinato de líderes protestantes e um verdadeiro massacre de huguenotes que haviam se reunido em Paris para a festa do casamento. Esse episódio ficou conhecido como "[[Massacre da noite de São Bartolomeu|A Noite de São Bartolomeu]]", por haver ocorrido no dia dedicado ao santo católico.
[[Ficheiro:Dubois-massacre-détail.jpg|miniaturadaimagem|240x240px238x238px|
[[Massacre da noite de São Bartolomeu|Massacre da Noite de São Bartolomeu.]] Catarina de Médici emergiu do [[Palácio do Louvre|castelo do Louvre]] para inspecionar um monte de corpos em uma pintura de [[François Dubois]], um pintor huguenote.<ref>Knecht, ''The French religious wars: 1562-1598'', pp. 51–52.</ref>
]]
Na libelle ''Le Réveil-matin des Français'' escrita por um autor anõnimo huguenote em 1574 contra a família real, Margarida foi acusada pela primeira vez de [[incesto]] com seu irmão [[Henrique III de França|Henrique]].<ref>Viennot, p. 313; Moisan, p. 192; Pidduck, p. 18.</ref> Esta calúnia é outra das anedotas sobre o mito da "Reine Margot".
 
== A conspiração dos "Descontentes" ==
[[Ficheiro:CLOUET MARGUERITE DE VALOIS.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|334x334px|''Margarida, Rainha de Navarra''. 
Em [[1574]], quando [[Carlos IX de França|Carlos IX]] morreu, protestantes e católicos moderados (chamados de "descontentes") exigem a contenção do Estado nos assuntos religiosos. [[Francisco, Duque de Anjou|Francisco de Alençon]] e Henrique de Navarra, preparam um plano para tomar o poder, mas falham e seus dois cúmplices foram presos e decapitados. Um deles era José de La Molle, suposto amante de Margarida.
Retrato por [[François Clouet]], cerca de 1572. [[João de Áustria|Dom João de Áustria]] foi à corte francesa apenas para vê-la. Mais tarde ele proclamou: "A beleza dessa princesa é mais divina do que humana, mas ela é condenada e arruinar os homens ao invés de salvá-los".<ref>Wellman, p. 278</ref>
]]
Em [[1573]], enquanto frágil estado mental de [[Carlos IX de França|Carlos IX]] e sua constituição deterioraram-se ainda mais, o [[herdeiro presuntivo]], seu irmão [[Henrique III de França|Henrique]], é eleito [[Lista de monarcas da Polônia|rei da Polônia]]. Devido ao apoio de Henrique em reprimir o culto protestante, os [[Lorde|lordes]] católicos moderados, chamados de "Descontentes", apoiaram uma conspiração para elevar o irmão mais novo de Carlos, [[Francisco, Duque de Anjou|Francisco de Alençon]], ao trono da França em vez dele. Alençon estava aparentemente disposto a comprometer-se em assuntos religiosos, tornando-se uma opção atraente para aqueles que estavam cansados da violência. Aliados com os Protestantes, os Descontentes executaram várias tramas para conquistar o poder.
 
Devido à sua inclinação para com seus dois irmãos mais velhos, Margarida inicialmente denunciou a trama em que o marido estava envolvido, mas depois mudou de lado na esperança de se tornar um elo indispensável entre apoiantes católicos moderados e os apoiantes huguenotes do rei da Navarra.<ref>''Memoirs'', pp. 68–9.</ref>
Libertados, mas sob a vigilância da corte, Alençon em [[1575]] e Henrique, em [[1576]], finalmente conseguem fugir da corte.
Henrique não avisa a esposa de sua fuga e as relações entre ambos os cônjuges ficam seriamente danificadas, especialmente por causa das intrigas da amante de Henrique, '''Charlotte de Sauvé''', dama de honra de [[Catarina de Médici]]. Charlotte também causou discórdia entre [[Francisco, Duque de Anjou|Francisco de Alençon]] e Henrique de Navarra, ambos amantes de Charlotte. Margarida teve muito trabalho para reconciliá-los. Este episódio deixou claro que o casamento de Henrique de Navarra e Margarida de Valois era cheio de infidelidades, mas solidamente unido em assuntos políticos. Na verdade, Henrique apenas se relaciona com sua esposa quando ela é útil aos seus interesses, outro tipo de relacionamento é inexistente.
 
Em abril de 1574, a conspiração foi exposta, os líderes da trama foram presos e decapitados, incluindo [[Joseph de Boniface de La Môle]], suposto amante de Margarida.<ref name=":3">Moisan, p. 20.</ref> Após o fracasso da conspiração, Francisco e Henrique foram mantidos prisioneiros no [[Castelo de Vincennes]]. Margarida escreveu uma carta suplicando por seu marido, a ''Supporting Statement for Henry of Bourbon (Declaração de Apoio para Henrique de Bourbon)''. Ela recordou em suas ''Memórias'':<blockquote>Meu marido, sem um conselheiro para ajudá-lo, me pediu para elaborar sua defesa de tal forma que ela não envolvesse qualquer pessoa e, ao mesmo tempo, limpa-se meu irmão e ele próprio de qualquer criminalidade de conduta. Com a ajuda de Deus, realizei esta tarefa para sua grande satisfação e para a surpresa dos comissários, que não esperavam encontrá-los tão bem preparados para se justificar.<ref>''My husband, having no counsellor to assist him, desired me to draw up his defence in such a manner that he might not implicate any person, and, at the same time, clear my brother and himself from any criminality of conduct. With God's help I accomplished this task to his great satisfaction, and to the surprise of the commissioners, who did not expect to find them so well prepared to justify themselves.''</ref><ref>''Memoirs'', p. 70.</ref></blockquote>Após a morte de Carlos IX, e a ascensão de [[Henrique III de França]], Francisco e Henrique foram deixados em liberdade (embora sob vigilância) e até permitidos na corte, mas o novo rei não perdoou nem esqueceu a traição de Margarida.
Após a fuga de seu irmão e de seu marido, Margarida fica retida no [[Palácio do Louvre]] e vigiada por dois guardas, porque o novo rei, seu irmão [[Henrique III de França]], acredita que ela é cúmplice dos dois. Alençon - que se juntou aos huguenotes - faz frente ao rei e rejeita qualquer negociação enquanto sua irmã não for libertada. Margarida é liberada, e [[mediador|medeia]], junto com sua mãe, as reuniões tentando acordar a reconciliação. As reuniões terminam com a elaboração de um texto extremamente vantajoso para os protestantes e para Alençon: o '''Édito de Beaulieu'''.
 
As relações entre Henrique e Margarida deterioraram-se. Margarida não ficou grávida, embora Henrique continuasse a cumprir seu dever conjugal assiduamente. Ele também teve muitas amantes e traía abertamente Margarida com [[Charlotte de Sauvé]], dama de honra de Catarina de Médici, causadora de muitas intrigas.<ref>Buisseret, ''Henry IV, King of France'', p. 9</ref> Charlotte também causou discórdia entre Alençon e Navarra, ambos seus amantes, estragando a tentativa de Margarida de formar uma aliança entre seu marido e o irmão mais novo.<ref>''Memoirs'', p. 72.</ref> No final, Margarida, com muito trabalho, consegue reconciliá-los.
 
Este episódio deixou claro que, apesar da infidelidade frequente, o casamento de Henrique de Navarra e Margarida de Valois era uma sólida aliança política.<ref>Frieda, p. 380.</ref> Na realidade, Henrique apenas se relacionava com sua esposa quando ela era útil aos seus interesses, não hesitando em abandoná-la se fosse necessário. Por sua parte, Margarida teria aproveitado a ausência de ciúmes de seu marido para ter um caso com o famoso [[Louis de Bussy d'Amboise]].<ref name=":3" />
 
Alençon e Navarra finalmente conseguiram escapar, um em setembro de [[1575]] e o outro em [[1576]].<ref name=":2" /> Henrique nem sequer advertiu sua esposa de sua partida. Margarida encontrou-se confinada em seus aposentos no Louvre, vigiada por dois guardas, sob suspeita de ser cúmplice de seu marido. Ela escreveu em suas Memórias:
[[Ficheiro:Jean Decourt - Portrait François-Hercule de Valois, duc d’Alençon c. 1576.png|miniaturadaimagem|272x272px|
[[Francisco, Duque de Anjou|Francisco, Duque de Alençon]]. Retrato por Jean Decourt (1576).
]]
<blockquote>Além disso, achei um prazer secreto, durante meu confinamento, na leitura dos bons livros, aos quais eu me entreguei com um deleite que nunca antes experimentei. [...] O meu cativeiro e a consequente solidão me proporcionaram a dupla vantagem de excitar a paixão pelos estudos, e uma inclinação para a devoção, vantagens que nunca experimentara durante as vaidades e os esplendores da minha prosperidade.<ref>''Besides, I had found a secret pleasure, during my confinement, from the perusal of good books, to which I had given myself up with a delight I never before experienced. [...] My captivity and its consequent solitude afforded me the double advantage of exciting a passion for study, and an inclination for devotion, advantages I had never experienced during the vanities and splendour of my prosperity.''</ref><ref>''Memoirs'', p. 112–3.</ref></blockquote>Alençon, que se aliou aos huguenotes, faz frente ao rei e se recusa a aceitar qualquer negociação enquanto sua irmã não fosse libertada. Margarida é libertada, e [[mediador|medeia]], junto com sua mãe, as negociações de paz. As negociações terminam com a elaboração de um texto extremamente vantajoso para os protestantes e para Alençon: o '''Édito de Beaulieu'''.<ref>Holt, p. 105–6; Knecht, ''Catherine de' Medici'', p. 186</ref>
 
Durante oseste conflitosconflito, Margarida se reconcilia com seu marido, e [[Henrique IV de França|Henrique de Navarra]] exigee Margarida se reconciliam, ao ponto em que suaela esposacomeça sejaa enviadarelatar parainformações relevantes da corte em suas cartas.<ref>''Memoirs'', p. 108.</ref> Henrique, que mais uma vez se converteu a fé protestante, exigia que Margarida se juntasse a ele em seu reino de [[Navarra]],. masMas [[Catarina de Médici]] e [[Henrique III de França|Henrique III]] se opõemrecusaram a ele. Eleslibertá-la, temiamtemendo que Margarida virassese tornasse refém nas mãos dos [[Huguenote|huguenotes]], ou servisseque como um reforçoagisse para fortalecer a aliança deentre [[FranciscoNavarra e Alençon.<ref>''Memoirs'', Duquep. de115.</ref> Anjou|FranciscoNo deentanto, Alençon]]Catarina eestava persuadida de que Henrique de Navarra poderia potencialmente mudar de religião novamente, e usava sua filha como isca para atraí-lo para Paris.
 
==A desastrosa viagem aos Países Baixos==
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