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Alterações

Durante a época da [[ditadura militar|Ditadura Militar]], vários estudantes e professores da PUC-SP participaram de várias manifestações contra o regime, e o então Grão-Chanceler, [[Dom Paulo Evaristo Arns]], admitiu professores de universidades públicas que tinham sido cassados pela ditadura. Nomes como [[Florestan Fernandes]], [[Octávio Ianni]], [[Bento Prado Jr.]], [[José Arthur Giannotti]], [[Celso Furtado]] e [[Paulo Freire]], perseguidos pela ditadura militar, passaram a fazer parte do quadro de docentes da universidade.<ref name="História no site oficial" /> Em meados da década de 70, o curso de filosofia é ameaçado de extinção, sendo que em 1974, a reitoria chegou a anunciar o fechamento do curso.<ref>{{citar livro|nome = Salma Tannus Muchail|sobrenome = |título = Um passado revisitado - O curso de Filosofia da PUC-SP: 80 anos|ano = 1992|isbn = 85-283-0032-3|editora = EDUC}}</ref><ref>{{citar livro|nome = José Carlos Estevão|sobrenome = |título = Sobre os católicos e o ensino de Filosofia em São Paulo. In: Um passado revisitado: 80 anos do curso de Filosofia da PUC-SP.|ano = 1992|isbn = 85-283-0032-3|local = São Paulo|editora = EDUC}}</ref> O departamento de filosofia, através de elaboração de relatórios e reorganização administrativa, reage e consegue sustentar a existência do mesmo.<ref>{{citar livro|nome = Salma Tannus Muchail|sobrenome = |título = Um passado revisitado - O curso de Filosofia da PUC-SP: 80 anos|ano = 1992|isbn = 85-283-0032-3}}</ref>
 
Foi no campus ''sede'' da PUC-SP, em meados de 1977, que ocorreu a 29ª reunião da [[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]] ([[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência|SBPC]]), até então proibida.<ref>{{Citar web|url=http://www.pucsp.br/universidade/sobre-a-universidade|titulo=Sobre a Universidade|acessodata=2016-10-27|obra=PUC-SP}}</ref> Pouco tempo depois, em 22 de setembro de 1977, a instituição foi local da reunião de retomada da [[União Nacional dos Estudantes|UNE]] - [[União Nacional dos Estudantes]], outrora fechada pelo [[regime militar]]. Nesta mesma reunião com estudantes de diversas universidades brasileiras, como a [[Universidade de São Paulo]] ([[Universidade de São Paulo|USP]]) e a, [[Fundação Getulio Vargas|Fundação Getúlio Vargas]] ([[Fundação Getulio Vargas|FGV]]) e a [[Universidade Presbiteriana Mackenzie]], a PUC-SP foi invadida por tropas militares comandadas pelo [[Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo|Secretário de Segurança Pública]],&nbsp;[[Coronel]] [[Erasmo Dias]],<ref name="História no site oficial" /> onde centenas estudantes foram presos. O episódio ficou conhecido como [[a invasão da PUC|''"a invasão da PUC'']]''"'', como descrito pelo [[Diretório Central dos Estudantes]] ([[Diretório Central dos Estudantes|DCE]]) no [[Folha de S.Paulo|Jornal Folha de Sâo Paulo]]. Na manhã seguinte ao fato, o então Cardeal-Arcebispo e Grão-Chanceler da PUC-SP, [[Paulo Evaristo Arns|Dom Paulo Evaristo Arns]], ao saber do ocorrido e voltando com urgência de [[Roma]], manifestou a frase mais marcante do período:
 
{{quote2|"Na PUC só se entra prestando exame vestibular, e só se entra na PUC para ajudar o povo, não para destruir as coisas."<ref>{{citar web|URL = http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/forum/d-paulo-evaristo-arns-um-imprescindivel/|título = D. Paulo Evaristo Arns, um imprescindível|data = |acessadoem = 10.02.2015|autor = Celso Lungaretti|publicado = Congresso em Foco}}</ref>}}