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Com a entrada em vigor da lei nº 97, o Japão enviou o deputado Tadashi Nemoto, em 1894, para uma visita aos estados da Bahia, do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O deputado ficou satisfeito com o que viu e fez relatórios ao governo e também para as empresas de emigração japonesas, onde ele recomendava o Brasil para os imigrantes japoneses. A partida da primeira leva de japoneses para trabalhar nas lavouras de café em 1897, foi cancelada na véspera do embarque, por causa da crise que o preço do produto sofreu em todo o mundo, e que que se manteria até 1906.<ref name="preimigracao" />
 
Somente em [[1907]] chegou ao Brasil um grupo significativo disposto a estabelecer uma colônia. Liderados por [[Saburo Kumabe]], que exercia a profissão de juiz em [[Kagoshima]], o grupo situou-se em [[1907]] na [[Fazenda Santo Antônio (Rio de Janeiro)|fazenda Santo Antônio]], no atual município de [[Conceição de Macabu]], então distrito de [[Macaé]], no estado do [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]]. A colônia produziu leite e derivados, além de milho, feijão e arroz. O arroz plantado nas inúmeras várzeas da propriedade, chegando a duas colheitas por ano. Com o passar do tempo os imigrantes foram desistindo do projeto. Outros japoneses foram enviados ao local pela Companhia de Imigração, mas também abandonaram a propriedade. A colônia acabou em 1912, quando Saburo Kumabe e sua família partiram. Vários foram os motivos o fracasso da colônia, tais como a exaustão do solo, falta de investimentos, epidemias de malária e ataques de saúvas nas plantações,<ref>{{Citar web|url=http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/antes-do-kasato-maru|título=Antes do 'Kasato Maru' - Revista de História|publicado=revistadehistoria.com.br|data=1 de junho de 2008|acessodata=31 de agosto de 2014|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140627040141/http://revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/antes-do-kasato-maru|arquivodata=27 de junho de 2014}}</ref> o principal problema foi que se tratava de um grupo heterogêneo de pessoas - advogado, professores, funcionários públicos - sem agricultores com experiência em cultivar a terra.<ref>{{Citar web|url=https://web.archive.org/web/20080919103315/http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL603901-9980,00-LIVRO+CONTESTA+ANIVERSARIO+DA+IMIGRACAO+JAPONESA.html|título=Centenário da imigração japonesa - NOTÍCIAS - Livro contesta aniversário da imigração japonesa|publicado=Globo.com|data=17 de julho de 2008|acessodata=31 de agosto de 2014}}</ref>
 
=== Primórdios da imigração oficial ===
A cidade de [[São Paulo (cidade)|São Paulo]] tem a maior concentração de nipo-brasileiros - 326 mil segundo o censo de 1988.<ref>{{citar web|url=https://web.archive.org/web/20080510121805/http://www.radiobras.gov.br/especiais/saopaulo450/sp450_mat12_2004.htm|titulo=PEREIRA, Liésio. O Estilo Japonês de Sampa. São Paulo 450 anos|publicado=Radiobras|acessodata=4 de setembro de 2008}}</ref> O [[Liberdade (distrito de São Paulo)|bairro da Liberdade]], no centro da capital paulista, foi o bairro japonês da cidade, embora hoje só mantenha o comércio e restaurantes característicos, com influência cada vez maior de comunidades chinesas e coreanas. Os municípios paulistas com maior população de nipo-brasileiros são [[Mogi das Cruzes]], [[Osvaldo Cruz (São Paulo)|Osvaldo Cruz]] e [[Bastos (São Paulo)|Bastos]].
 
Outros focos importantes de presença nipo-brasileira são o [[Paraná]], o [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]] e [[Pernambuco]]. No Paraná, a maioria dos nipo-brasileiros vive na capital [[Curitiba]] e em municípios populosos do norte do estado como [[Maringá]], [[Londrina]] e municípios de menor porte como [[Assaí]] e [[Uraí]], mas com maior porcentagem de [[nikkei]]s em sua população.<ref>GALIMBERTTI; CATANIO, p. 49</ref>
 
Em termos relativos, os municípios de [[Assaí]] no Paraná e de [[Bastos]] em [[São Paulo]] são os que possuem maior concentração de nipo-brasileiros – respectivamente, 15% e 11,4% de seus habitantes.
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