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== Parlamentar e ministra ==
No [[primeira eleição federalgeral alemã[[Reunificação deda 1990Alemanha|primeira eleição geral pós-reunificação]] em dezembro de 1990, Merkel foi eleita para o [[Bundestag]] (câmara baixa do parlamento alemão) pelo distrito eleitoral de [[Stralsund - Nordvorpommern - Rügen (distrito eleitoral)|Stralsund - Nordvorpommern - Rügen]], que é coextensivo com o [[Distritos da Alemanha|distrito]] de [[Vorpommern-Rügen]]. Este último manteve seu distrito eleitoral até hoje. Seu partido se fundiu com o alemão ocidental CDU<ref>{{citar web|url=http://www.zeit.de/politik/deutschland/2010-10/kohl-in-berlin|título=Des Altkanzlers mahnende Worte|língua=alemão|publicado=Zeit Online|data=01-10-2010|acessodata=19-08-2011}}</ref> e ela se tornou Ministra da Mulher e da Juventude no terceiro gabinete de [[Helmut Kohl]]. Em 1994, foi nomeada ministra do Meio-Ambiente e da Segurança Nuclear, o que lhe deu maior visibilidade política e uma plataforma sobre a qual construir a sua carreira política. Como uma das protegidas de Kohl e a ministra mais jovem do seu gabinete, era referida por Kohl como "''mein Mädchen''" ("minha menina").<ref>{{citar web|url=http://www.spiegel.de/politik/deutschland/0,1518,357997,00.html|título=Kohls unterschätztes Mädchen|língua=alemão|publicado=Spiegel Online|data=30-05-2005|acessodata=19-08-2011}}</ref>
 
== Líder da oposição ==
[[Ficheiro:Bundesarchiv Bild 183-1990-0803-017, Lothar de Maiziere und Angela Merkel.jpg|thumb|left|Merkel enquanto deputada e porta-voz do governo ao lado de [[Lothar de Maizière]], em agosto de 1990.]]
Quando o governo Kohl foi [[eleição federal alemã de 1998|derrotado na eleição geral de 1998]], Merkel foi nomeada secretária-geral do CDU. Nesta posição, Merkel coordenou uma série de vitórias eleitorais democrata-cristãos em seis das sete eleições estaduais apenas em 1999, quebrando a coalizão mantida entre o SPD e Partido Verde no [[Bundesrat]], a casa legislativa que representa os [[Estados da Alemanha|estados]]. Após [[escândalo de contribuições ao CDU de 1999|um escândalo de financiamento partidário]], o que comprometeu muitos líderes do CDU (mais notadamente o próprio Kohl, que se recusou a revelar o doador de 2 milhões de marcos alegando que tinha dado a sua palavra de honra, e o então presidente do partido [[Wolfgang Schäuble]], sucessor de Kohl escolhido a dedo, que também não quis cooperar), Merkel criticou seu ex-mentor Kohl e defendeu um novo começo para o partido sem ele. Ela então foi eleita para substituir Schäuble, tornando-se a primeira mulher presidente de seu partido, em 10 de abril de 2000. Sua eleição surpreendeu muitos observadores, uma vez que sua personalidade contrastava com o partido que ela tinha sido escolhida para liderar; Merkel é [[protestante]], proveniente da região predominantemente protestante do norte da Alemanha, enquanto o CDU é um partido socialmente conservador e dominado por homens, e com bases concentradas no oeste e sul da Alemanha, e o CSU, seu partido irmão da Baviera, tem profundas raízes [[Igreja Católica Romana|católicas]].
 
Após sua eleição como líder da CDU, Merkel desfrutava de considerável popularidade entre a população alemã e era a favorita de muitos alemães para concorrer contra o chanceler [[Gerhard Schröder]] na [[eleição federal alemã de 2002|eleição de 2002]]. No entanto, ela não recebeu apoio suficiente em seu próprio partido e, particularmente, no seu partido irmão (a [[Christlich-Soziale Union|União Social Cristã]], ou CSU, da [[Baviera]]), e posteriormente foi atropelada politicamente pelo líder do CSU [[Edmund Stoiber]], a quem ela finalmente cedeu o privilégio de concorrer contra Schröder. No entanto, ele perdeu uma grande vantagem nas pesquisas de opinião para acabar perdendo a eleição por uma margem muito pequena. Após a derrota de Stoiber, em 2002, além de seu papel como presidente do CDU, Merkel tornou-se líder da oposição conservadora na câmara baixa do Parlamento alemão, o [[Bundestag]]. Seu rival, [[Friedrich Merz]], que ocupava o cargo de líder parlamentar antes da eleição de 2002, foi afastado para dar lugar a Merkel.
 
=== Trajetória até a eleição ===
Em 30 de maio de 2005, Merkel foi escolhida pela coligação CDU/CSU para concorrer contra o então chanceler [[Gerhard Schröder]] do [[Partido Social-Democrata da Alemanha|SPD]] nas [[eleitorais federais alemãs de 2005|eleições nacionais de 2005]]. Seu partido começou a campanha com uma vantagem de 21 pontos sobre o [[Partido Social-Democrata da Alemanha|SPD]] nas [[Pesquisa de opinião|pesquisas de opinião]] nacionais, apesar de sua popularidade pessoal estar abaixo do chanceler que disputava a permanência no cargo. No entanto, a campanha do CDU/CSU sofreu{{carece de fontes|data=Julho de 2009}} quando Merkel, tendo feito da competência econômica o centro da plataforma do CDU, confundiu duas vezes lucro bruto e lucro líquido durante um debate na televisão. Recuperou algum impulso depois que anunciou que iria nomear [[Paul Kirchhof]], um ex-juiz do Tribunal Constitucional alemão e importante especialista em política fiscal, como Ministro das Finanças.{{carece de fontes | data = Novembro de 2009}}
 
Merkel e o CDU perderam terreno após Kirchhof ter proposto a introdução de um [[imposto fixo]] na Alemanha, novamente prejudicando o principal apelo do partido referente aos assuntos econômicos e convencendo muitos eleitores de que a plataforma do CDU de desregulamentação foi concebida para beneficiar apenas os ricos. Isso foi agravado pela proposta de Merkel de aumentar o [[IVA]] para reduzir o déficit da Alemanha e preencher a perda de receita decorrente de um imposto fixo. O SPD foi capaz de aumentar seu apoio, comprometendo-se simplesmente a não introduzir impostos fixos ou aumentar o IVA. Embora posição de Merkel tenha se recuperado após ela se distanciar das propostas de Kirchhof, ela manteve-se consideravelmente menos popular do que Schröder, e a vantagem do CDU caiu para 9% na véspera da eleição.
Como política mulher pertencente a um partido de [[centro-direita]] e que também é uma cientista, Merkel tem sido comparada na imprensa de língua inglesa com a ex-[[primeiro-ministro do Reino Unido|primeira-ministra britânica]] [[Margaret Thatcher]]. Alguns têm se referido a ela como "[[Dama de Ferro]]", "Garota de Ferro", e até "A Frau de Ferro" (todos aludindo a Thatcher, cujo apelido era "A Dama de Ferro", além de também ter diploma científico, uma licenciatura em química em Oxford). Comentaristas políticos têm debatido quão semelhantes são suas agendas.<ref>{{citar periódico|url=http://www.slate.com/id/2122001/ |título=Is Angela Merkel the next Maggie Thatcher? |obra=Slate |data=05/07/2005 |último =Risen |primeiro =Clay |publicado=Revista Slate|pontofinal=}}</ref> No decorrer de seu mandato, Merkel recebeu o [[alcunha|apelido]] "''Mutti''" (de uma forma familiar do alemão para "mãe"), dito pelo ''[[Der Spiegel]]'' para se referir a uma figura de mãe idealizada dos anos 1950 e 1960.<ref>{{citar jornal |url=http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,659018,00.html |título=Merkel's Dream of a Place in the History Books |último =Kurbjuweit |primeiro =Dirk |data=11/03/2009 |publicado=Spiegel Online International}}</ref> Também tem sido chamada de "Chanceler de Ferro", em referência a [[Otto von Bismarck]].<ref>{{citar jornal |url=http://www.economist.com/node/21540283 |título=The new iron chancellor |data=26/11/2009 |publicado=The Economist International}}</ref>
 
Além de ser a primeira mulher chanceler alemã, a primeiro a representar a República Federal da Alemanha, que incluiu a [[Alemanha Oriental|ex-Alemanha Oriental]] (embora ela tenha nascido no lado ocidental e se mudado para o lado oriental poucas semanas depois de seu nascimento, quando seu pai decidiu voltar para a Alemanha Oriental como um pastor luterano <ref name=Langguth/>{{Rp|10}}), e a mais nova chanceler alemã desde a Segunda Guerra Mundial, Merkel é também a primeira nascida depois da Segunda Guerra Mundial, e a primeira chanceler da República Federal com formação em ciências naturais. Ela estudou física, enquanto seus antecessores estudaram direito, negócios, história ou eram oficiais militares, entre outros.
 
A [[Forbes]] nomeou-a a segunda pessoa mais poderosa do mundo em [[2013]].<ref>{{citar jornal|url=http://www.forbes.com/powerful-people/list/|título=The World's Most Powerful People|publicado=Forbes|data=|acessodata=04/01/2012}}</ref>
 
== Controvérsia ==
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