Diferenças entre edições de "João de Barros"

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== Biografia ==
=== Juventude e cargos na Casa da Índia ===
Filho bastardo de um nobre, Lopo de Barros, [[Corregedor]] de [[Entre Tejo e Guadiana]], foi educado na corte de [[Manuel I de Portugal|Dom Manuel I]], no período de maior apogeu dos [[descobrimentos portugueses]], tendo ainda na sua juventude concebido a ideia de escrever uma história dos portugueses no oriente. Sua prolífica carreira literária iniciou-se com pouco mais de vinte anos, ao escrever um [[romances de cavalaria portugueses|romance de cavalaria]], a ''[[Crónica do Emperador Clarimundo, donde os Reys de Portugal descendem]]'', dedicado ao soberano e ao príncipe herdeiro Dom João enquanto servia de seu moço de guarda-roupa<ref>[https://www.publico.pt/2018/09/03/ciencia/ensaio/o-jogo-de-preceitos-morais-de-joao-de-barros-1842258?utm_term=Suecia+desafia+o+%22eldorado%22+portugues%2C+Joao+Sousa+nos+%22oitavos%22+do+US+Open+e+a+proposta+aos+trabalhadores+da+CGD&utm_campaign=PUBLICO&utm_source=e-goi&utm_medium=email O jogo de preceitos morais de João de Barros, por Jorge Nuno Silva, Público, 3 de Setembro de 2018]</ref>.
 
Este último, ao subir ao trono como [[João III de Portugal|Dom João III]] em [[1521]], concedeu a ''João de Barros'' o cargo de capitão da fortaleza de [[São Jorge da Mina]], para onde partiu no ano seguinte. Em [[1525]] foi nomeado tesoureiro da [[Casa da Índia]], missão que desempenhou até [[1528]].
=== A "Gramática da Língua Portuguesa" e as "Décadas" ===
[[File:Grammatica da lingua portuguesa.jpg|thumb|Frontispício da ''[[Grammatica da Língua Portuguesa]]'', publicada em 1540.]]
 
Durante estes anos prosseguiu seus estudos durante as horas vagas, e pouco após a desastrosa expedição ao [[Brasil]], em 1540 publicou a ''[[Grammatica da Língua Portuguesa]]'' e diversos diálogos morais a acompanhá-la, para ajudar ao ensino da língua materna. A ''Grammatica'' foi a segunda obra a normatizar a [[língua portuguesa]], tal como falada em seu tempo – precedida apenas pela de [[Fernão de Oliveira]], impressa em [[1536]] – sendo entretanto considerada a primeira obra didática ilustrada no mundo.<ref name="RHBN">{{citar web |autor=CANTARINO, Nelson |obra=Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 1, nº 8, fev/mar 2006 (Seção: Documento Por Dentro da Biblioteca) |url=http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=941 |publicado=Revistadehistoria.com.br |título=O idioma nosso de cada dia (texto parcial) |data= |acessodata=31 de janeiro de 2008}}</ref>
Durante estes anos prosseguiu seus estudos durante as horas vagas, e pouco após a desastrosa expedição ao [[Brasil]].
 
Entre 1539 e 1540 produziu um completo conjunto de textos pedagógicos, que vai desde o ensino das primeiras letras, até aos princípios morais por que se deve reger a formação de um jovem cristão, na senda de idênticas preocupações educativas da juventude que os grandes humanistas europeus também vinham revelando. De entre os textos pedagógicos, temos ''A Cartinha para Aprender a Ler, a Gramática, o Diálogo em Louvor da Nossa Linguagem, o Diálogo da Viciosa Vergonha'' e esta obra que nos ocupará hoje, o ''Diálogo de Preceitos Morais com Prática Deles em Modo de Jogo''<ref>[https://www.publico.pt/2018/09/03/ciencia/ensaio/o-jogo-de-preceitos-morais-de-joao-de-barros-1842258?utm_term=Suecia+desafia+o+%22eldorado%22+portugues%2C+Joao+Sousa+nos+%22oitavos%22+do+US+Open+e+a+proposta+aos+trabalhadores+da+CGD&utm_campaign=PUBLICO&utm_source=e-goi&utm_medium=email O jogo de preceitos morais de João de Barros, por Jorge Nuno Silva, Público, 3 de Setembro de 2018]</ref>.
 
Durante estes anos prosseguiu seus estudos durante as horas vagas, e pouco após a desastrosa expedição ao [[Brasil]],Depois em 1540 publicou a ''[[Grammatica da Língua Portuguesa]]'' e diversos diálogos morais a acompanhá-la, para ajudar ao ensino da língua materna. A ''Grammatica'' foi a segunda obra a normatizar a [[língua portuguesa]], tal como falada em seu tempo – precedida apenas pela de [[Fernão de Oliveira]], impressa em [[1536]] – sendo entretanto considerada a primeira obra didática ilustrada no mundo.<ref name="RHBN">{{citar web |autor=CANTARINO, Nelson |obra=Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 1, nº 8, fev/mar 2006 (Seção: Documento Por Dentro da Biblioteca) |url=http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=941 |publicado=Revistadehistoria.com.br |título=O idioma nosso de cada dia (texto parcial) |data= |acessodata=31 de janeiro de 2008}}</ref>
 
Pouco depois (seguindo uma proposta que lhe havia sido ainda endereçada por [[Manuel I de Portugal|Dom Manuel I]]), iniciou a escrita de uma história que narrasse os feitos dos portugueses na [[Índia]] - as ''[[Décadas da Ásia]]'' (''Ásia de Ioam de Barros, dos feitos que os Portuguezes fizeram na conquista e descobrimento dos mares e terras do Oriente''), assim chamadas por, à semelhança da história liviana, agruparem os acontecimentos por livro em períodos de dez anos. A primeira década saiu em [[1552]], a segunda em [[1553]] e a terceira foi impressa em [[1563]]. A quarta década, inacabada, foi completada por [[João Baptista Lavanha]] e publicada em [[Madrid]] em [[1615]], muito depois da sua morte.