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A [[vila]] indígena, que passou a ser conhecida como Aldeia dos Pinheiros, ficava isolada da vila paulistana devido à [[topografia]] da região. Apesar disso, sempre foi importante por causa do estreitamento das margens do rio Pinheiros, o que facilitava muito sua travessia e acabou tornando-se um trecho obrigatório de diversos caminhos que cruzavam a região, sejam de [[índios|indígenas]] ou bandeirantes. Sua importância acentuou-se com a construção de mais vilas ao sul e de uma ponte que atravessa o rio. Essa ponte foi muito utilizada nos séculos seguintes e, por ser destruída regularmente devido às enchentes, foi substituída por uma de metal em [[1865]].
 
No início do [[século XVII]], o [[Caminho de Pinheiros]], (que atualmente corresponde à [[rua da Consolação]], a parte alta da [[Avenida Rebouças|Av. Rebouças]] e a rua Pinheiros) era um dos mais destacados da Vila de São Paulo, por ser o único acesso à aldeia e a outras terras além do rio. O desenvolvimento econômico e populacional do bairro posteriormente foi causado pelo [[sítio do Capão]], uma propriedade altamente produtiva que se localizava nas terras da sesmaria, principalmente quando esta se encontrava sob comando de [[Fernão Dias Paes Leme]], o "Caçador de Esmeraldas" e neto do antigo dono da sesmaria.
 
A região de Pinheiros possuía também uma boa quantidade de [[quilombo]]s, os esconderijos e moradas dos [[escravo]]s que fugiam de seus senhores e lá se instalavam devido às boas condições oferecidas pelo bairro com sua abundância de terrenos baldios e mato muito espesso. Nesses quilombos também se abrigavam assaltantes que atacavam viajantes que passavam por Pinheiros, por volta do [[século XVIII]].
 
Solicitada desde 1632, uma ponte de madeira sobre o rio foi construída apenas no século XVIII, ligando a região às vilas de [[Santana de Parnaíba|Parnaíba]], [[Cotia]], [[Itu]] e [[Sorocaba]]. A ponte foi várias vezes destruída, principalmente por enchentes, cabendo aos moradores das vilas vizinhas arcar com as despesas de reconstrução. Somente em 1865 foi erguida uma ponte de metal. Além da ponte, os moradores custeavam a manutenção do [[Caminho de Pinheiros]] que levava ao centro da vila de Piratininga, passando pela atual rua Butantã, Largo de Pinheiros, sua Pinheiros, Avenida Rebouças e rua da Consolação.<ref>{{Citar web|url=http://docplayer.com.br/10426430-A-planta-da-cidade-de-sao-paulo-de-1897-uma-cartografia-da-cidade-existente-ou-da-cidade-futura.html|titulo=A Planta da cidade de São Paulo de 1897: uma cartografia da cidade existente ou da cidade futura? - PDF|acessodata=2018-09-17|obra=docplayer.com.br}}</ref> Em 1786 iniciou-se a construção de estrada ligando Pinheiros aos campos de [[Santo Amaro]], o que hoje corresponde à Av. Faria Lima. Posteriormente, a estrada foi estendida para o sentido oposto até a [[Lapa]], e este novo trecho recebeu o nome de [[Estrada da Boiada]], hoje rua Fernão Dias, rua dos Macunis e Av. Diógenes Ribeiro de Lima. A região foi pouco habitada ao longo do século XIX, chegando ao seu final com 200 casas. A primeira [[padaria]] foi inaugurada em 1890 e a segunda em 1900. Havia um pouso para [[tropeiros]] e a economia era baseada em [[agricultura]], carvoarias e, devido à excelente [[argila]], [[olarias]]. Nestas eram fabricados [[tijolos]] e [[telhas]] que aos poucos foram substituindo o [[pau a pique]] nas construções de toda a [[São Paulo (cidade)|cidade de São Paulo]]. A linha de [[bonde]] ligando Pinheiros ao centro da cidade foi iniciada em 1904 e, passando pelo [[cemitério do Araçá]], chegava até o cruzamento da [[rua Teodoro Sampaio]] com a Capote Valente. Como não havia um pátio de manobras, os bancos do [[bonde]] eram virados. O Largo de Pinheiros foi alcançado apenas em 1909, após [[drenagem]] e [[aterro]] em toda a área entre os dois pontos . O Mercado de Pinheiros foi inaugurado em 1910 e não passava de uma área cercada por arame farpado com pequeno galpão no centro, onde agricultores locais e de [[Cotia]], [[Itapecerica da Serra]], [[Carapicuíba]], [[Piedade]], [[Embu das Artes|MBoy]], etc. comercializavam seus produtos.<ref name="multipla">Reale, Ebe. Brás, Pinheiros, Jardins; três bairros, três mundos. São Paulo: Pioneira; Ed. da Universidade de São Paulo, 1982. 225p.</ref> A área que ficava entre o Mercado de Pinheiros e o Largo de Pinheiros, e que, a partir do início do século XX, começou a receber os agricultores de [[Cotia]] (predominantemente japoneses) que dirigiam-se à Vila de Pinheiros para comercializar batatas (o principal produto agrícola de [[Cotia]] nas primeiras décadas do século XX) e lá estacionavam sua carroças e animais, acabou sendo denominada, por essa razão, de [[Largo da Batata]].<ref>{{Citar periódico|data=2018-01-09|titulo=Por que o nome Largo da Batata? {{!}} Projeto São Paulo City|url=https://spcity.com.br/nome-largo-da-batata/|jornal=Projeto São Paulo City|lingua=pt-BR}}</ref>
 
 
 
 
[[Ficheiro:Pinheiros SP.jpg|thumb|esquerda|250px|''Arborização do distrito.'']]
 
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