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| assinatura =
}} {{Commonscat|Sławomir Mrożek}}
'''Slawomir Mrozek''' (nascido em 29 de junho de [[1930]], [[Borzecin|Borzęcin]], [[Polônia]]) foi um [[Dramaturgia|dramaturgo]] e [[Sátira|satírico]] [[Polacos|polonêspolaco]], conhecido por sua [[paródia]] sutil e linguagem estilizada. <ref name="britanica">{{citar web | autor=[[Encyclopædia Britannica]] | titulo=Sławomir Mrożek | data= | url=http://www.britannica.com/EBchecked/topic/395602/Slawomir-Mrozek |língua=inglês | acessodata=9 de novembro de 2012}}</ref> <ref>{{Citar livro|nome=John |sobrenome=Wakeman |título=World Authors 1950-1970 |editora=Wilson |ano=1975 |volume= |isbn=0824204190 9780824204198 }}</ref>
 
Mrozek entrou [[jornalismo]] como [[cartunista]] e [[autor]] de artigos [[humor]]ísticos curtos repletos de jogos de palavras e situações [[Grotesco|grotescas]]. Durante os anos [[1950]] e [[1960]], se tornou uma figura proeminente na [[literatura polonesa|literatura polaca]] em virtude de suas peças ao estilo "[[Teatro do absurdo]]", e através destas, evitou os rigores da [[censura]] [[comunismo|comunista]]. <ref name="absurdo">{{Citar livro|nome=Martin |sobrenome=Esslin |título=The Theatre of the Absurd |editora= |ano=1980 |volume=3 |isbn= }}</ref> Em 1964 deixou a Polônia e foi para [[Paris]], onde tornou-se cidadão [[França|francês]]. Mrożek mudou-se para o [[México]] em [[1989]] e viveu lá até [[1996]], quando voltou para a [[Cracóvia]], Polônia. <ref name="britanica"/>
 
Desde [[1994]] tem publicado desenhos constantemente, e colunas na ''"Gazeta Wyborcza"'' desde [[1997]] . Possivelmente é o dramaturgo polonêspolaco contemporâneo mais conhecido no exterior. Na Polônia, por muitos anos foi um dos mais lidos, ao lado de [[Stanislaw Lem]], com suas obras traduzidas para diversos idiomas. <ref name="pl">{{citar web | autor=Culture.pl | titulo=Sławomir Mrożek | data= | url=http://www.culture.pl/baza-sztuki-pelna-tresc/-/eo_event_asset_publisher/eAN5/content/slawomir-mrozek |língua=polonês | acessodata=9 de novembro de 2012}}</ref>
 
Dentre as principais obras destacam-se ''Policja'' (Polícia - 1958), ''Piotra Męczeństwo Oheya'' (O Martírio de Pedro Ohey - 1959), ''pełnym Na morzu'' (No Mar - 1961), ''Karol'' (Charlie - 1962), ''Zabawa'' (A festa - 1963), e ''Czarowna noc'' (Noite Encantada - 1963). O trabalho mais bem sucedido, produzida em muitos países ocidentais, é ''Tango'', de 1964. Suas peças posteriores incluem ''Wacław'' (1970) , ''Emigranci'' (Os Emigrantes - 1974), ''Amor'' (Cupido - 1979) e ''Ambasador'' (O Embaixador - 1984). <ref name='a'>{{citar web | autor=Petri Liukkonen | titulo=Sławomir Mrożek (b. 1930) | data=2008 | url=http://www.kirjasto.sci.fi/mrozek.htm |língua=inglês | acessodata=9 de novembro de 2012}}</ref> <ref name="britanica"/>
 
==Biografia==
Slawomir Mrozek nasceu em [[Borzecin]], próximo à Cracóvia, filho do carteiro Antoni Mrożek, e Zofia Mrożek, que morreu em 1949. Seus primeiros anos passaram-se nas aldeias de Borzecin e [[Uszewska Porąbka]] e na Cracóvia. Embora tenha recebido a convencional educação católica, suas questões religiosas não têm estado na [[vanguarda]] de suas peças. Os temas mais importantes para o seu desenvolvimento foram os anos de guerra, a [[Ocupação da Polónia (1939-1945)|ocupação nazistanazi da Polônia]], o estabelecimento de uma "república popular" pós-guerra, e a repressão [[stalin]]ista, que criou toda uma geração de jovens desiludidos. <ref name="tango">{{citar web | autor=Courses in Drama | titulo=Slawomir Mrozek: TANGO | data=5 de Agosto de 2008 | url=http://www.coursesindrama.com/modules/smartsection/item.php?itemid=168 |língua=inglês | acessodata=9 de novembro de 2012}}</ref>
 
Mrożek graduou-se no Liceu Nowodworski em [[1949]], e logo depois começou a estudar [[arquitetura]]. Três meses depois, ele saiu, e entrou para a Academia de Belas Artes da Cracóvia, que abandonou novamente, pois sentia-se entediado, juntando-se assim à equipe de [[Dziennik Polski]]. Por um curto período, estudou [[filosofia oriental]] na [[Universidade de Cracóvia]], para evitar o [[serviço militar]]. Suas primeiras peças jornalísticas estavam em sintonia com a ideologia oficial, porém um ano depois, em 1953 seu amor por Stalin começou a diminuir, quando declarou: "Jazz pode ajudar a resolver o problema do tédio jovem..." <ref name="a" />
Por um tempo Mrożek foi mais conhecido por suas caricaturas do que por sua ficção. O talento para a dramaturgia de Mrożek foi descoberto quando ele escreveu o show ''Joy in Earnest'', para o estudante de teatro Bim-Bom. Seu primeiro trabalho, ''Policja'' (A Polícia), de 1958, que apresentava uma força policial altamente eficiente, que suprimia toda deslealdade contra o governo, fabricando falsos dissidentes políticos, para assim, garantir a existência do sistema. <ref name='a'/>
 
Os mais importantes dramaturgos desta época, Mrożek e [[Tadeusz Rozewicz]], introduziram novas idéias no teatro polonêspolaco, especialmente a partir do repertório do [[Teatro do absurdo]]. Com isso a liberdade do sistema de exploração soviética não duraria muito tempo e após muitas greves, carências alimentares, revoltas mais graves, [[Władysław Gomułka]] assumiu o poder e começou a [[desestalinização]]. Em outubro de [[1957]], a revista Postepowiec foi fechada e os conselhos de trabalhadores foram dissolvidos. <ref name="absurdo"/>
 
== Grandes Obras ==
===O Elefante===
[[Ficheiro:Ilustration by Daniel Mróz 1957.png|thumb|right|300px|Ilustração de ''O Elefante (1957)''. ]]Mrożek estabeleceu sua reputação internacional, com suas primeiras coleções de contos: ''Słoń'' (O Elefante), de 1957 - em que os temas não estavam presos às condições específicas dos polonesespolacos - se tornou um [[best-seller]] e recebeu o prestigiado prêmio da crítica literária polaca, o ''[[Przegląd|Przeglad kulturanly]]''. <ref>{{citar web | autor=The Subversive Theatre Collective | titulo=SLAWOMIR MROZEK | data= | url=http://www.subversivetheatre.org/productions/too_absurd/about_mrozek.htm |língua=inglês | acessodata=9 de novembro de 2012}}</ref> Ele foi seguido por "''Wesele w Atomicach''" (Casamento em Atomville), de 1959, e "''Deszcz''" (Chuva), de 1962. Quase todos os volumes de seus contos e peças de teatro foram vendidos internacionalmente quase que imediatamente.
 
Especializou-se em satirizar com grandiloqüência a mentalidade heróica romântica polonesapolaca ou as esquisitices do sistema comunista. Seu alvo principal é o comportamento humano, como os aspectos perversos da vida cotidianaquotidiana e as loucuras humanas. Em 'O Elefante', Mrozek parodia com contos didáticos. O diretor do Jardim Zoológico quer reduzir os custos do estabelecimento, ordena que exibir um elefante feito de borracha. Infelizmente, ele era preenchido com gás. Logo na manhã seguinte, crianças de uma escola vão visitar o zoológico. O professor diz que "o peso de um elefante crescido totalmente é entre nove e treze mil libras." Uma rajada de vento faz o elefante levantar vôo. Como resultado, as crianças começam a negligenciar os seus estudos. A história termina com uma nota triste: "E já não acreditam em elefantes". <ref>{{Citar livro|nome=Stanley |sobrenome=Hochman |título=McGraw-Hill Encyclopedia of World Drama |editora=McGraw-Hill |ano=1984 |volume= |isbn=0070791694 }}</ref>
 
===O Teatro do Absurdo===
 
===Tango===
[[Ficheiro:Traitdunion 05-2005 Tango LOK.jpg|thumb|left|200px|Cartazes feitos por alunos do VIII High School, Wyspiański, Cracóvia (Polônia) para uma adaptação de vídeo intercultural de Slawomir Mrozek "Tango", em 2005.]]''Tango'', é talvez ainda a sua obra mais famosa. Ele foi o primeiro realizado no Dramsko Jugoslovensko Pozoriske em [[Belgrado]], IugosláviaJugoslávia, em 21 de abril de [[1965]]. Na Polónia, foi produzido pelo diretor Erwin Axer, no Wspolozesny Teatr. A adaptação de Tom Stoppard foi a primeira realizada pela [[Royal Shakespeare Company]] em [[1966]]. A primeira apresentação em Nova Iorque ocorreu no Teatro de Bolso, em 1969. A primeira vista, Tango é um conto sobre o conflito entre gerações, mas, basicamente, demonstra o processo, no qual o idealismo juvenil se transforma em luta pelo poder sem escrúpulos e abre caminho para o [[despotismo]]. Martin Esslin argumentou, que o público polonêspolaco original em Varsóvia teria visto o trabalho como um comentário amargo e sarcástico sobre o stalinismoestalinismo. <ref name='a'/><ref name="tango"/>
 
==O exilo==
Após Mrożek denunciar ao [[Le Monde]] a invasão da [[Checoslováquia]] em 1968, imediatamente foi convocado a responder em seu país de origem. No entanto, Mrozek aceitou sua posição como um extrangeiro, e decidiu ficar em Paris. Autoridades da Polónia responderam proibindo suas peças e histórias por algum tempo e seus livros foram retirados das bibliotecas. No início dos anos 1970, Mrożek viajou pelos [[Estados Unidos]] e [[América do Sul]]. Em [[1978]], tornou-se um cidadão francês. Em 1974 suas próprias experiências do exílio foram dramatizadas em "''Emigranci''" (Os Emigrantes), onde dois refugiados da Europa Oriental perderam até mesmo seus próprios sonhos individuais. A proibição de seus escritos foram gradualmente retiradas e suas peças ''Szczesliwe wydarzenie'' (Um evento feliz, 1971) e ''Rzeznia'' (Matadouro, 1973) foram publicados na Polônia. <ref name="a"/>
 
Quando [[Wojciek Jaruzelski]] proclamou [[lei marcial]] em 1981 e prendeu os líderes do [[Solidarność|Solidariedade]], Mrożek protestou no Le Monde, mas as apresentações de suas peças na [[televisão]] e a publicação de seus escritos em jornais polonesespolacos foram proibidas. No entanto, suas obras ainda foram executadas nos cinemas polonesespolacos, embora as autoridades proibiram ''Ambasador'' (1982), que teve sua estréiaestreia mundial em [[Varsóvia]] pouco antes da declaração da lei marcial. Em 1983, com vários outros escritores, como [[Czeslaw Milosz]] e [[Leszek Kolakowski]], Mrozek protestou contra a dissolução da Associação de Escritores da Polónia (ZLP).
 
Mrożek casou-se novamente em 1987. Recebeu o [[Prêmio Franz Kafka]], mas se recusou a aceitar o prêmio polonêspolaco Fundacja Literacka. Em [[1989]] os Mrożeks mudaram-se para o [[México]], instalando-se em uma fazenda chamada La Epifania, onde Mrozek compôs a primeira parte de seu diário, ''Dziennik powrotu'', terminando anos mais tarde, na Polônia.
 
Em francês, Mrozek escreveu ''Miłość na Krymie'' (Amor na Criméia, 1993) que concentrava-se na queda do [[Império russo]], para um concurso de melhor peça de dramaturgo francês. Recebeu o Prémio de Teatro "Crédit Industriel et Commercial Paris" por encenar a peça no [[Théâtre de la Colline]], em Paris. ''Piekni widok'' (Uma bela vista, 1998) é sobre dois turistas europeus, cujas férias são arruinadas pela [[Guerra dos Balcãs]].<ref name="a"/>
 
[[Ficheiro:Mrozek.JPG|thumb|right|300px|Mrożek autógrando um livro, em 2006.]]A partir da década de 1990, seus desenhos e colunas têm aparecido com maior frequência no maior jornal diário, a ''Gazeta Wyborcza''. Em [[2003]], Mrożek recebeu o maior distivo nacional francês, a [[Legião de Honra|Chevalier de la Légion d'honneur]]. Em 20 de Junho de 1990, a câmara de debates da cidade de Cracóvia organizou um festival, em que o Palácio de Cracóvia deu o título de Cidadão Honorário Real da Cidade Capital de Cracóvia. A torre da antiga prefeitura, no meio da praça principal estava envolta da marca de Mrozek, um elegante laço enorme. Em 1994, a editora Noir sur Blanc começou a publicar suas obras em polonêspolaco. Mrozek se mudou de volta a Cracóvia em 1997, com Orario Rosas. Seu aniversário de 70 anos, foi amplamente celebrado em Cracóvia e Borzecin, sua cidade natal. <ref name='miasto'>{{citar web | autor=Miasto Kraków | titulo=Sławomir Mrożek, ur. 29 czerwca 1930 roku w Borzęcinie - dramatopisarz, prozaik, satyryk | data= | url=http://www.bip.krakow.pl/?sub_dok_id=47112 |língua= | acessodata=9 de novembro de 2012}}</ref>
 
==Saúde==
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