Diferenças entre edições de "Criticismo"

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As teorias do [[conhecimento]] da [[Idade Média]] não colocavam em dúvida a possibilidade de [[conhecer]] a [[realidade]] tal como ela é. As influências do [[Renascimento]] levaram, a partir do século XVII, ao questionamento da possibilidade do conhecimento, dando, nas respostas ensaiadas, origem às teorias empiristas e racionalistas.
 
Kant supera essa dicotomia concluindo que o conhecimento só é possível pela conjunção das suas fontes: a sensibilidade e o entendimento. A sensibilidade dá à matéria e ao entendimento as formas do conhecimento. O criticismo kantianoKantiano tinha como objetivo principal a crítica das faculdades cognitivas do homem, no sentido de se conhecer seus limites. Em consequência dessa crítica, foi levado à negação da possibilidade de a razão humana conhecer a essência das coisas (''[[númeno]]'').
 
Assim, em sentido geral, merece a denominação de criticismo a postura que preconiza a investigação dos fundamentos do conhecimento como condição para toda e qualquer reflexão filosófica. Segundo esta posição, a pergunta pelo conhecer deve ter primazia sobre a pergunta acerca do ser, uma vez que, sem aquela, não se pode garantir com segurança sobre que base a questão do ser está a ser afirmada. Levado às suas últimas consequências, o criticismo pode ser encarado como uma atitude que nega a [[verdade]] de todo conhecimento que não tenha sido, previamente, submetido a uma crítica de seus fundamentos. Neste sentido, o criticismo aproxima-se do [[cepticismo]], por pretender averiguar o substrato racional de todos os pressupostos da acção e do pensamento humanos. Devemos referir que tal como o [[dogmatismo]] o criticismo acredita na razão humana e confia nela. Mas ao contrario do dogmatismo, o criticismo "pede contas à razão".
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