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Após os [[Ofensiva soviética para o oeste de 1918-1919|confrontos anteriores]] entre as tropas polonesas e russas, a [[Guerra Polaco-Soviética|Guerra Polonesa-Soviética]] eclodiu no início de 1920, com os poloneses invadindo a Ucrânia e tomando [[Kiev]].<ref>{{harvnb|Service|2004|p=176}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=352–354}}.</ref> Stalin foi transferido para a Ucrânia, na Frente Sudoeste.<ref>{{harvnb|Service|2004|p=178}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=357}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=59}}.</ref> O Exército Vermelho forçou as tropas polonesas de volta à Polônia.{{sfn|Service|2004|pp=176–177}} Lenin acreditava que o proletariado polonês se levantaria para apoiar os russos contra o governo polonês de [[Józef Piłsudski]]. Stalin havia advertido contra isso; ele acreditava que o [[nacionalismo]] levaria as classes trabalhadoras polonesas a apoiar o esforço de guerra de seu governo. Também acreditava que o Exército Vermelho estava mal preparado para conduzir uma guerra ofensiva e que isso daria aos Exércitos Brancos uma chance de ressurgir na [[Crimeia]], potencialmente reacendendo a guerra civil.{{sfn|Service|2004|p=177}} Stalin perdeu o argumento, depois do qual aceitou a decisão de Lenin e a apoiou.{{sfn|Service|2004|p=178}} Ao longo da Frente Sudoeste, tornou-se determinado a conquistar [[Lviv|Lwów]]; ao se concentrar nesse objetivo, desobedeceu as ordens de transferir suas tropas para ajudar as forças de [[Mikhail Tukhachevsky]].<ref>{{harvnb|Conquest|1991|p=87}}; {{harvnb|Service|2004|p=179}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=362}}; {{harvnb|Khlevniuk|2015|p=60}}.</ref> Em agosto, os poloneses [[Batalha de Varsóvia (1920)|repeliram o avanço russo]] e Stalin retornou a Moscou.{{sfn|Service|2004|pp=180, 182}} Um [[Paz de Riga|tratado de paz polonês-soviético]] foi assinado; Stalin viu isso como um fracasso pelo qual culpou Trótski.{{sfn|Service|2004|p=183}} Trótski, por sua vez, acusou Stalin de "erros estratégicos" ao lidar com a guerra na [[IX Congresso do Partido Comunista Russo (bolcheviques)|Nona Conferência Bolchevique]].<ref>{{harvnb|Davies|2003|p=211}}; {{harvnb|Service|2004|pp=183–185}}; {{harvnb|Kotkin|2014|pp=376–377}}.</ref> Stalin sentiu-se ressentido e subestimado; em setembro exigiu a demissão dos militares, o que foi concedido.<ref>{{harvnb|Service|2004|pp=182–183}}; {{harvnb|Kotkin|2014|p=365}}.</ref>
 
=== Últimos anos de Lenin: 1921–1923 ===
O governo soviético procurou trazer os estados vizinhos sob seu domínio; [[Invasão soviética da Geórgia|em fevereiro de 1921]], invadiu a [[República Democrática da Geórgia|Geórgia]] governada por mencheviques, enquanto em abril de 1921, Stalin ordenou que o Exército Vermelho no [[República Soviética Socialista Autônoma do Turquestão|Turquestão]] reafirmasse o controle estatal russo. Como Comissário do Povo para as Nacionalidades, Stalin acreditava que cada grupo nacional e étnico deveria ter o direito de se expressar, facilitado por meio de "[[República Socialista Soviética Autônoma|repúblicas autônomas]]" dentro do Estado russo, nas quais poderiam supervisionar vários assuntos regionais. Ao adotar essa visão, alguns marxistas o acusaram de se dobrar demais ao [[nacionalismo burguês]], enquanto outros o acusavam de permanecer muito russocêntrico ao tentar manter essas nações dentro do Estado russo.
 
O Cáucaso nativo de Stalin representava um problema particular devido à sua mistura altamente multiétnica. Opôs-se à ideia de repúblicas autônomas georgianas, armênias e azerbajans separadas, argumentando que estas provavelmente oprimiriam as minorias étnicas dentro de seus respectivos territórios; em vez disso, convocou uma [[República Socialista Federativa Soviética Transcaucasiana|República Socialista Federativa Transcaucasiana]]. O [[Partido Comunista da Geórgia (União Soviética)|Partido Comunista da Geórgia]] opôs-se à ideia, resultando no [[caso georgiano]]. Em meados de 1921, Stalin retornou ao sul do Cáucaso, pedindo aos comunistas georgianos que evitassem o nacionalismo georgiano chauvinista que marginalizava as minorias da [[Abecazes|Abecásia]], [[Ossetas|Ossétia]] e [[Adjarianos|Adjara]] na Geórgia. Nessa viagem, encontrou-se com seu filho Yakov e o levou de volta a Moscou; Nadya dera à luz outro dos filhos de Stalin, [[Vasili Djugashvili|Vasily]], em março de 1921.
 
Após a guerra civil, as greves de trabalhadores e revoltas camponesas irromperam em toda a Rússia, em grande parte em oposição ao projeto de requisição de alimentos da Sovnarkom; como antídoto, Lenin introduziu reformas orientadas para o mercado: a [[Nova Política Econômica]] (NEP). Também houve turbulência interna no Partido Comunista, quando Trotsky liderou uma facção pedindo a abolição dos sindicatos; Lenin se opunha a isso e Stalin ajudou a unir a oposição à posição de Trotsky. Também concordou em supervisionar o Departamento de Agitação e Propaganda na Secretaria do Comitê Central. No [[XI Congresso do Partido Comunista Russo (Bolcheviques)|XI Congresso do Partido]] em 1922, Lenin nomeou Stalin como novo [[Secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética|Secretário Geral]] do partido. Embora tenham sido expressas preocupações de que a adoção desse novo posto além dos demais sobrecarregasse sua carga de trabalho e lhe desse muito poder, Stalin foi indicado para o cargo. Para Lenin, era vantajoso ter um aliado-chave nesse posto crucial.
 
Em maio de 1922, um derrame deixou Lenin parcialmente paralisado. Residindo em sua [[Gorki Leninskiye|dacha de Gorki]], a principal conexão de Lenin com o Sovnarkom foi através de Stalin, que era um visitante regular. Lenin pediu duas vezes para obter veneno, para que pudesse cometer suicídio, mas Stalin nunca o entregou. Apesar dessa camaradagem, Lenin não gostava do que chamava de astúcia asiática de Stalin e disse a sua irmã [[Maria Ilyinichna Ulyanova|Maria]] que ele não era inteligente. Ambos discutiram sobre a questão do comércio exterior; Lenin acreditava que o Estado soviético deveria ter o monopólio do comércio exterior, mas Stalin apoiou a opinião de [[Grigori Sokolnikov]] de que fazer isso era impraticável nesse estágio. Outro desentendimento veio sobre o caso georgiano, com Lenin apoiando o desejo do Comitê Central da Geórgia de uma República Soviética da Geórgia sobre a ideia de Stalin de uma República Transcaucasiana.
 
Também discordaram sobre a natureza do estado soviético. Lenin pediu que o país fosse renomeado para "União das Repúblicas Soviéticas da Europa e da Ásia", refletindo seu desejo de expansão nos dois continentes. Stalin acreditava que isso encorajaria o sentimento de independência entre os não russos, em vez de argumentar que as minorias étnicas estariam contentes como repúblicas autônomas dentro da República Socialista Federativa Soviética da Rússia. Lênin acusou Stalin do "Grande Chauvinismo Russo"; Stalin o acusou de "liberalismo nacional". Um compromisso foi alcançado, em que o país seria renomeado a "[[União Soviética|União das Repúblicas Socialistas Soviéticas]]" (URSS). A formação da URSS foi ratificada em dezembro de 1922; embora oficialmente um sistema federal, todas as decisões importantes foram tomadas pelo [[Politburo do Partido Comunista da União Soviética|Politburo governante do Partido Comunista da União Soviética]] em Moscou.
 
Suas diferenças também se tornaram pessoais; Lenin ficou particularmente irritado quando Stalin foi rude com sua esposa Krupskaya durante uma conversa telefônica. Nos últimos anos de sua vida, Krupskaya forneceu figuras do governo com o [[Testamento de Lenin]], uma série de notas cada vez mais depreciativas sobre Stalin. Estes criticaram suas maneiras rudes e o poder excessivo, sugerindo que deveria ser removido da posição de Secretário Geral. Alguns historiadores questionaram se Lenin os produziu, sugerindo que talvez tenham sido escritos por Krupskaya, que tinha diferenças pessoais com Stalin; Stalin, no entanto, nunca manifestou publicamente preocupações sobre sua autenticidade.
 
== Ascensão ao poder ==
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