Diferenças entre edições de "Torre Bela (filme)"

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[[Torre Bela]], velha propriedade do [[Duque de Lafões]], uma herdade do [[Ribatejo]] com dois mil hectares, a maior herdade murada de Portugal, é ocupada por trabalhadores agrícolas sem trabalho nem terra, que, num dos momentos quentes do [[PREC]], decidem organizar-se em [[cooperativa]]. Com o apoio de revolucionários idealistas, de um líder carismático de perfil duvidoso e de «soldados do povo», querem fazer ouvir a sua voz e as suas razões. Todos vêem nessa ilegítima apropriação um legítimo modo de reabilitação social, que inclui a recuperação de trabalhadores alcoolizados. Agem de boa-fé e sentem estar a contribuir com a sua experiência para o processo revolucionário em curso.
 
Em causa estão terras incultas desde [[1961]], que os ocupantes, residentes das povoações de [[Manique do Intendente]], de MacussaMaçussa ([[Azambuja]]) e da [[Lapa (Cartaxo)]], pretendem explorar para produzir géneros de primeira necessidade. O processo é seguido passo a passo num filme que passo a passo se inventa, procurando decifrar o significado profundo de um gesto que excede o social, as questões de classe, e que outros personagens descobre, além daqueles que à partida tem em foco: «a base». os generosos soldados da «Polícia Militar, no âmbito das conquistas salvaguardadas pelo Movimento das Forças Armadas ([[MFA]])» (Cit.: [[José de Matos-Cruz]] em O Cais do Olhar, ed. da [[Cinemateca Portuguesa]], 1999).
 
==Enquadramento histórico==
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