Mosteiro de São Dinis: diferenças entre revisões

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m (Mosteiro de São Dinis e São Bernardo)
==Edifício==
 
Localizado intencionalmente no coração do [[recinto odivelense]], o Mosteiro de S.São Dinis (vulgarmente chamado de [[S.São Bernardo]]) está implantado sobre uma antiga pedreira, num terreno em ligeiro declive, enquadrado entre os montes de [[Nossa Senhora da Luz]] a Sul, [[Tojais]] a Nascente, e S. Dinis a Poente. A igreja é um edifício retangular, constituído por duas torres flanqueadas que se decompõem em três naves.<ref>Barbosa, I. V . ''Mosteiro de Odivelas'', Ocidental, vol.IX . Lisboa: Alfa. 1886, p.40</ref>
O edifício apresenta uma planta retangular irregular, composta por dois claustros quadrangulares, dos quais algumas alas se prolongam para Norte e para Nascente, a primeira com dois braços adossados, de nave simples formada pela cabeceira, [[capela-mor]] e absidíolos, todos eles poligonais e por sacristia adossada à fachada lateral direita de volumes articulados e escalonados, com coberturas diferenciadas em telhados de duas (naves), três (sacristia) e cinco (cabeceira) águas.<ref>Barbosa, I. V. ''Mosteiro de Odivelas'', Ocidental, vol.IX. Lisboa: Alfa, 1886, p.55</ref>
A [[cabeceira]] da igreja é marcada por quatro corpos facetados, tendo, nos ângulos, [[contrafortes]]; alguns dos panos são rasgados por arcos apontados, sustentados por colunas, mas de dimensões distintas. Sobre a cabeceira, dois óculos rasgam a parede por cima do arco triunfal.<ref>Figueiredo, B. ''O Mosteiro de Odivelas'': os casos de reis e memórias de freiras. Lisboa: Livraria Ferreira, 1889, pp. 15-18</ref>
 
Na [[capela]] absidial do lado do Evangelho localiza-se o túmulo D. Dinis, da 1ª metade do século XIV, importante monumento da tumulária medieval portuguesa (muito danificado pelo terramoto de 1755 e pelas invasões francesas; o jacente, reconstituído no século XIX, não respeita a traça original). Na outra capela, do lado da Epístola, encontra-se o túmulo (vazio) de [[Maria Afonso|D. Maria Afonso]], filha dedo rei [[Dinis I de Portugal|D. Dinis]]. Destaquem-se ainda a antiga cozinha e o refeitório, bem como os claustros originais, quinhentistas – Claustro da Moura, de dois andares, e Claustro Novo, decorado com azulejos do século XVII.
 
[[File:Mosteiro S Dinis Odivelas IMG 1434.JPG|thumb|Claustro Novo (séc. XVI)]]
[[File:Túmulo de D Dinis Mosteiro S Dinis Odivelas IMG 1885.JPG|thumb|Túmulo de D. Dinis (pormenor)]]
O mosteiro foi palco do ''Auto da Cananea'', de [[Gil Vicente]], encomendado pela abadessa D. Violante Cabral, irmã de Pedro Álvares Cabral, para ali ser representado. Uma das ocupantes mais famosas do mosteiro foi a [[Madre Paula de Odivelas|Madre Paula]], freira que fora amante do rei [[João V de Portugal|D. João V de Portugal]].
 
Objeto de diversas ocupações, o Mosteiro de Odivelas foi, desde o início do século XX, um colégio feminino para filhas de militares, o [[Instituto de Odivelas]] (1902-2015<ref>{{citar web|URL=http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4299704|título=Defesa vai "devolver à população" mosteiro onde está o Instituto de Odivelas|autor=|data=|publicado=DN – Política|acessodata=03-08-2015}}</ref>), encontrando-se, durante este período, sob a responsabilidade do [[Ministério da Defesa Nacional|Ministério da Defesa]].<ref>{{citar web|URL=http://www.mosteirodeodivelas.org/cronologia/#|título=Cronologia do mosteiro|autor=|data=|publicado=Mosteiro de Odivelas|acessodata=03-08-2015}}</ref>
 
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==Ver também==
* [[Marmelada#Marmelada Branca de Odivelas|Marmelada Branca de Odivelas]]