Diferenças entre edições de "Vira"

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[[File:ViraDoMinho.jpg|thumb|300px|right|<center> Rapazes e raparigas a dançar o ''Vira do Minho''</center>]]O '''Vira''' é um gênerogénero [[coreografia|músico-coreográfico]] do [[folclore]] [[Portugal|português]]. Mais conhecido como característico do [[Minho (província)|Minho]], o Vira é todavia também dançado em muitas outras províncias, entre as quais a [[Estremadura]]. São vários os tipos de viras conhecidos: ''Vira Antigo'' ([[Reguengo Grande]], [[Lourinhã]] e [[Casais Gaiola]], [[Cadaval]]), ''Vira das Sortes'' ([[Olho Marinho]], [[Óbidos (Portugal)|
Óbidos]]), ''Vira Valseado'' ([[Outeiro da Pedra]], [[Leiria]]), ''Vira de Costas'' ([[Colaria]], [[Torres Vedras]]), ''Vira das Desgarradas'' ([[Reguengo Grande]], [[Lourinhã]]), ''Vira Batido'' (Casais Gaiola, [[Caldas da Rainha]]), ''Vira de Três Pulos'' ([[Assafora]], [[Sintra]]) e ''Vira de Dois Pulos'' ([[Lagoa]], [[Mafra (Portugal)|
Mafra]]).<ref>[http://books.google.com.br/books?id=LHIJAQAAIAAJ&dq=Vira%20do%20Minho&source=gbs_book_other_versions Girão, Aristides de Amorin. ''Geografia de Portugal''. Portucalense Editora, 1960.]
 
==Dança==
Se o nome da maior parte deriva de particularidades coreográficas, há também os que resultam da função que exercem, como é o caso do ''vira das sortes'', que era especialmente tocado, pelas ruas e no baile respectivorespetivo, quando os rapazes iam às sortes; e o ''vira das desgarradas'', que se tocava no princípio do [[baile]] enquanto não se reunia toda a juventude e também por vezes nos intervalos, tendo como característica o ser [[canto|cantado]] ao desafio entre as moças e os rapazes. A forma coreográfica é sucedânea da [[dança de roda]]: os pares, formam uma grande roda, que evolui no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Em certo ponto, os rapazes abandonam os pares na roda e dirigem-se ao centro, onde batem com o pé direito e regressam, voltando até os respectivosrespetivos pares. A roda recomeça a girar e, da próxima vez, são as moças que vão ao centro e assim sucessivamente.
 
Já em [[Casais Gaiola]], [[Painho]] e [[Cadaval]], o ''vira batido'' nunca era dançado com os pares juntos. Ao início, após a formação da roda, vão os rapazes ao meio onde batem os pés por três vezes, logo retomando o seu lugar na roda. Depois, é a vez das moças fazerem os mesmos passos, estas regressam à roda justamente quando a [[música]] ganha um [[andamento]] mais rápido, altura em que os pares passam até atingir o seguinte, após o que regressam, sempre ao [[valsa|ritmo valseado]], ao par inicial. Andam sempre separados.
 
==Origem==
As origens do vira, que alguns situam no ternário da [[valsa]] oitocentista e outros buscam mais atrás, no [[fandango]], parecem ser de remota idade, como defendeu [[Gonçalo Sampaio]] e também [[Sampayo Ribeiro|Mario de Sampayo Ribeiro]], que as coloca antes do século XVI e levanta mesmo a hipótese de filiação na [[canção]] que acompanhava o bailado ou [[tordião]].
 
[[Tomaz Ribas]] considera o vira uma das mais antigas danças populares portuguesas, salientando que já [[Gil Vicente]] a ele fazia referência na peça [[Nau d’Amores]], onde o dava como uma dança do [[Minho]]. Note-se, a respeito de filiações e semelhanças, a proximidade do ''Vira de Dois Pulos'' de [[Lagoa]] e Mafra com o [[fandango]].
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