Diferenças entre edições de "Jogos Paraolímpicos"

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===Paralímpicos nas Olimpíadas===
{{artigo principal|Lista de atletas que competiram tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Jogos Paralímpicos}}
Os atletas paralímpicos têm buscado a igualdade de oportunidades para competir nos Jogos Olímpicos. O precedente foi criado por [[Neroli Fairhall]], uma arqueira paralímpica da Nova Zelândia, que competiu nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 1984]] em [[Los Angeles]].<ref>{{citar web|URL=https://eleganteonline.com.br/especial-olimpiadas-superacao-de-neroli-fairhall/|título=Especial Olimpíadas: A superação de Neroli Fairhall|autor=|data=15 de julho de 2016|publicado=Elegante OnLine|acessodata=31 e janeiro de 2020}}</ref> Em 2008, [[Oscar Pistorius]], um velocista sul-africano, tentou se classificar para os [[Jogos Olímpicos de Verão de 2008]]. Ele teve as duas pernas amputadas abaixo do joelho e corria com duas próteses de fibra de carbono, além de deter os recordes paralímpicos nas provas dos 100, 200 e 400 metros. Em 2007, ele competiu em seu primeiro ''meeting'' internacional em pista para não-deficientes, após o qual a [[Associação Internacional de Federações de Atletismo]] (IAAF), órgão regulador do atletismo, proibiu o uso de qualquer dispositivo técnico que empregue "... molas, rodas ou qualquer outro elemento que forneça ao usuário uma vantagem sobre outro atleta que não utilize esse dispositivo." A preocupação entre os atletas e a IAAF foi que as próteses de Pistorius lhe dessem uma vantagem injusta. A IAAF, em seguida, determinou que Pistorius estava inelegível para os Jogos Olímpicos de 2008.<ref>{{citar jornal|título=Pistorius to begin appeal to CAS|último =Phillips|primeiro =Michael|publicado=Guardian.co.uk|obra=The Guardian|data=28 de abril de 2008|url=http://www.guardian.co.uk/sport/2008/apr/28/athletics|acessodata=8 de abril de 2010 |local=Londres}}</ref> Esta decisão foi anulada pelo [[Tribunal Arbitral do Esporte]], sob alegação que a IAAF não tinha apresentado provas científicas suficientes que as próteses de Pistorius lhe dava vantagens indevidas. Consequentemente, se ele conseguisse o índice olímpico, ele estaria autorizado a competir.<ref>{{citar web|título=Pistorius is eligible for IAAF competition|publicado=International Association of Athletics Federations|data=16 de maio de 2008|url=http://www.iaaf.org/aboutiaaf/news/newsid=44917.html|acessodata=8 de abril de 2010}}</ref> Sua melhor oportunidade para se classificar foi na prova dos 400 metros. Pistorius perdeu o índice, a uma distância de 0,70&nbsp;segundo. Competiu entretanto nos [[Jogos Paralímpicos de Verão de 2008]], onde se tornou campeão em sua classe nas três provas de velocidade (100, 200 e 400 metros).<ref>{{citar jornal|título=An Amputee Sprinter: Is He Disabled to Too-Abled|último =Longman|primeiro =Jere|publicado=NYTimes.com|obra=The New York Times|data=15 de maio de 2007|url=http://www.nytimes.com/2007/05/15/sports/othersports/15runner.html|acessodata=8 de abril de 2010}}</ref> Em 2011, conseguiu seu objetivo de se classificar para os Jogos Olímpicos, competindo em dois eventos em [[Jogos Olímpicos de Verão de 2012|Londres 2012]]: chegou as semifinais dos [[400 metros rasos|400 metros]] e ficou em oitavo lugar na final do [[4 x 400 metros estafetas|revezamento 4x400]] com a equipe de seu país.<ref>{{citar web |title=Paralympics 100m: Oscar Pistorius says past experience vital|url=https://www.bbc.co.uk/sport/0/disability-sport/18146074|publicado=BBC Sport|data=21 de maio de 2012|acessodata=9 de dezembro de 2018}}</ref>
[[Ficheiro:Natalia Partyka (POL).jpg|thumb|right|250px|alt=Atleta loira veste camisa vermelha e preta e, segurando uma pequena raquete, olha atentamente para a bola, que passa sobre a rede colocada no meio de uma mesa azul.|Natalia Partyka foi a primeira amputada a competir nos Jogos Olímpicos.]]
Os atletas paralímpicos têm buscado a igualdade de oportunidades para competir nos Jogos Olímpicos. O precedente foi criado por [[Neroli Fairhall]], uma arqueira paralímpica da Nova Zelândia, que competiu nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 1984]] em [[Los Angeles]].<ref>{{citar web|URL=https://eleganteonline.com.br/especial-olimpiadas-superacao-de-neroli-fairhall/|título=Especial Olimpíadas: A superação de Neroli Fairhall|autor=|data=15 de julho de 2016|publicado=Elegante OnLine|acessodata=31 e janeiro de 2020}}</ref>
 
A arqueira neozelandesa Neroli Fairhall é considerada a pioneira da participação de deficientes físicos em Jogos Olímpicos, tendo competido em [[Jogos Olímpicos de Verão de 1984|Los Angeles 1984]] na prova individual feminina.<ref>{{citar web|url=http://www.nzherald.co.nz/nz/news/article.cfm?c_id=1&objectid=10386306|titulo=Tributes flow for archery legend Fairhall|autor=NZ Herald|data=13 de junho de 2006|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> A italiana [[Paola Fantato]], também atleta do tiro com arco, foi a primeira a competir, em 1996, nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no mesmo ano, tendo sido eliminada na primeira fase nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 1996|Jogos Olímpicos]] e conquistado duas medalhas nos [[Jogos Paralímpicos de Verão de 1996|Jogos Paralímpicos]].<ref>{{citar web|url=http://www.sports-reference.com/olympics/athletes/fa/paola-fantato-1.html|titulo=Paola Fantato|autor=Sports Reference|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010|arquivodata=18 de julho de 2012|arquivourl=https://web.archive.org/web/20120718053320/http://www.sports-reference.com/olympics/athletes/fa/paola-fantato-1.html}}</ref>
 
A primeira deficiente visual a competir em Jogos Olímpicos foi a americana [[Marla Runyan]], que disputou as maratonas dos Jogos de [[Jogos Olímpicos de Verão de 2000|Sydney 2000]] e [[Jogos Olímpicos de Verão de 2004|Atenas 2004]].<ref>{{citar web|url=http://www.iaaf.org/news/newsid=12552.html|titulo=Runyan Wins U.S. 5-K Title|autor=IAAF|data=1 de junho de 2002|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> Os [[Jogos Olímpicos de Verão de 2008|Jogos de 2008]], em [[Pequim]], foram os primeiros com participação de atletas amputados. As duas pioneiras foram a mesa-tenista polonesa [[Natalia Partyka]], que é dona de sete medalhas paralímpicas (cinco ouros, uma prata e um bronze),<ref>{{citar web|url=http://www.mirror.co.uk/sport/columnists/holt/2008/08/14/disabled-table-tennis-star-natalia-partyka-gives-doubters-the-elbow-115875-20696728/|titulo=Disabled table tennis star Natalia Partyka gives doubters the elbow|autor=Mirror|data=14 de agosto de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref><ref>{{citar web|url=http://paralympic.org/Sport/Results/search.html?games=all&medal=medals&sport=21&npc=all&gender=all&name=Partyka&fname=Natalia|titulo=Athlete Search Results - Natalia Partyka|autor=International Paralympic Committee|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> e a nadadora sul-africana [[Natalie du Toit]], que possui onze medalhas paralímpicas (dez ouros e uma prata).<ref>{{citar web|url=http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/olympics/swimming/7386893.stm|titulo=Du Toit to make history at Games|autor=BBC|data=13 de junho de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref><ref>{{citar web|url=http://paralympic.org/Sport/Results/search.html?games=all&medal=medals&sport=20&npc=all&gender=all&name=du%20Toit&fname=Natalie|titulo=Athlete Search Results - Natalie du Toit|autor=International Paralympic Committee|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> A participação bem-sucedida da nadadora deram a ela o prêmio Whang Youn Dai (concedido ao final de cada edição de Jogos Paralímpicos aos atletas que mais representam o espírito paralímpico)<ref>{{citar web|url=http://news.xinhuanet.com/english/2008-09/16/content_10030983.htm|titulo=Du Toit, Gomez win Whang Youn Dai Achievement Awards|autor=Xinhua|data=16 de setembro de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> e o [[Prêmio Laureus do Esporte Mundial]], maior honraria esportiva mundial, em 2010.<ref>{{citar web|url=http://www.laureus.com/press_releases?article_id=1975|titulo=2010 Laureus World Sports Awards Winners are Announced|autor=Laureus|data=10 de março de 2010|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref>
 
Antes dessas participações, entretanto, já havia relato da presença de deficientes em Jogos Olímpicos. Em [[Jogos Olímpicos de Verão de 1904|St. Louis 1904]], [[George Eyser]], que não possuía a perna direita e usava uma prótese de madeira, fez parte da equipe americana de ginástica, conquistando seis medalhas. O húngaro [[Olivér Halassy]], amputado de parte da perna esquerda, conquistou três medalhas no polo aquático entre [[Jogos Olímpicos de Verão de 1928|1928]] e [[Jogos Olímpicos de Verão de 1936|1936]]. Seu compatriota [[Károly Takács]], que teve sua mão direita dilacerada por uma [[Granada (arma)|granada]], conquistou em [[Jogos Olímpicos de Verão de 1948|Londres 1948]] o ouro no tiro, repetindo o feito em [[Jogos Olímpicos de Verão de 1952|Helsinque 1952]]. <ref>{{citar web|url=http://www.heraldscotland.com/amputee-olympians-1.886191|titulo=Amputee Olympians|autor=Herald Scotland|data=4 de agosto de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> A esgrimista [[Ildikó Rejtő]], também húngara, competiu em cinco edições dos Jogos Olímpicos, entre [[Jogos Olímpicos de Verão de 1960|1960]] e [[Jogos Olímpicos de Verão de 1972|1972]], conquistando sete medalhas, sendo duas de ouro.<ref>{{citar web|url=http://www.heraldscotland.com/amputee-olympians-1.886191|titulo=Amputee Olympians|autor=Herald Scotland|data=4 de agosto de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> Rejtő é um dos 17 atletas reconhecidamente surdos a já competirem nos Jogos Olímpicos, onde também destaca-se o nadador sul-africano [[Terence Parkin]], que ganhou uma medalha de prata nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 2000]].<ref>{{Citar web|url=http://deaflympics2017.org/en/the-firsts-and-the-mosts-in-the-history-of-deaflympics-detail/113|título=THE FIRSTS AND THE MOSTS IN THE HISTORY OF DEAFLYMPICS|publicado=deaflympics2017.org|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref> Atletas surdos competem em uma competição específica, as [[Surdolimpíadas]], que são celebrados desde 1924 e controladas pelo [[Comitê Internacional de Esportes para Surdos]] (CISS). Esta instituição foi uma das fundadoras do IPC em 1989, mas devido a divergências institucionais ela voltou a ser independente em 1995.<ref>{{citar web|url=https://www.deafsports.nz/2016/06/the-world-games-for-the-deaf-and-the-paralympic-games/|titulo=The World Games for the Deaf and the Paralympic Games|publicado=Deaf Sports New Zealand (DSNZ)|data=8 de dezembro de 2018|língua=en}}</ref>
 
O corredor sul-africano [[Oscar Pistorius]], que usava [[prótese]]s ligadas aos dois joelhos, requereu em 2007 o direito de competir em eventos regulares do atletismo, já que, segundo ele, estava um nível acima dos demais atletas paralímpicos (àquela altura ele possuía um ouro e um bronze conquistados em [[Jogos Paralímpicos de Verão de 2004|Atenas 2004]]<ref name="medalhas Pistorius">{{citar web|url=http://paralympic.org/Sport/Results/search.html?games=all&medal=medals&sport=2&npc=all&gender=all&name=Pistorius&fname=Oscar|titulo=Athlete Search Results - Oscar Pistorius|autor=International Paralympic Committee|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref>). Nos testes a que se submeteu, a junta médica considerou que as próteses davam a Pistorius uma vantagem em relação aos atletas que possuem as duas pernas. Como consequência, seu pedido foi negado. No ano seguinte Pistorius entrou com um recurso junto à Corte Arbitral do Esporte, que, em maio de 2008, o deferiu, alegando que não havia comprovação científica das vantagens do uso de próteses no atletismo. Pistorius, entretanto, não conseguiu os índices para participar dos Jogos Olímpicos de Pequim. Nas Paralimpíadas, por sua vez, conquistou três medalhas de ouro.<ref name="medalhas Pistorius"/><ref>{{citar web|url=http://www.iaaf.org/aboutiaaf/news/newsid=44917.html|titulo=Pistorius is eligible for IAAF competition|autor=IAAF|data=16 de maio de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> Quatro anos mais tarde durante os [[Jogos Olímpicos de Verão de 2012]], se tornou o primeiro atleta biamputado a disputar uma Olimpíada, alcançando a classificação para as semifinais dos [[Atletismo nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 - 400 m masculino|400 metros rasos]]. Pistorius ainda fez parte do time sul-africano que disputou o revezamento 4x400.<ref>{{citar web|url=https://www.bbc.co.uk/sport/0/olympics/18911479|título=Oscar Pistorius makes Olympic history in 400m at London 2012 |autor=BBC Sport|data=4 de agosto de 2012|língua=en|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.usatoday.com/sports/olympics/london/track/story/2012-08-10/4x400-relay-oscar-pistorius-south-afric/56946372/1|título=Oscar Pistorius makes history, leaves without medal |autor=USA Today|data=11 de agosto de 2012|língua=en|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref> Dias depois, ele ainda retornaria a mesma pista para conquistar três medalhas (dois ouros e uma prata) durante os Jogos Paralímpicos.<ref>{{citar web|url=https://www.washingtonpost.com/sports/olympics/oscar-pistorius-loses-200-paralympic-in-stunning-upset-then-complains-about-winners-blades/2012/09/02/3410dd36-f565-11e1-863c-fe85c95ce4ed_story.html |titulo=Oscar Pistorius loses 200m in Paralympics, in a stunning upset then complains about winner's blade|autor=The Washington Post|data=2 de setembro de 2012|língua=en|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref><ref>{{citar web|url=https://www.bbc.co.uk/sport/0/disability-sport/19533389|titulo=Paralympics 2012: Oscar Pistorius powers to T44 Gold |autor=BBC Sport|data=8 de setembro de 2012|língua=en|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref><ref>{{citar web|url=https://www.bbc.com/sport/disability-sport/19497216|titulo=Paralympics 2012: Oscar Pistorius makes golden return to track|autor=BBC Sport|data=5 de setembro de 2012|língua=en|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref>
 
Além dos exemplos de deficientes que participaram de Jogos Olímpicos, há um caso de atleta que competia regularmente e, após um acidente, passou a competir em esportes paralímpicos. [[Pál Szekeres]], esgrimista húngaro, conquistou uma medalha de bronze nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 1988|Jogos Olímpicos de Seul 1988]] e, após os Jogos, sofreu um acidente de trânsito que o obrigou a usar cadeira de rodas. Szekeres conseguiu se adaptar a nova condição e, quatro anos após a conquista de Seul, estava pela primeira vez nos Jogos Paralímpicos. Entre 1992 e 2008, o atleta conquistou três ouros e três bronzes na esgrima em cadeira de rodas, se tornando o único atleta a conquistar medalhas tanto em Olimpíadas quanto em Paralimpíadas.<ref>{{citar web|url=http://paralympic.org/Sport/Results/search.html?sport=all&games=all&medal=all&npc=all&name=Szekeres&fname=Pal&gender=m|titulo=Athlete Search Results - Pál Szekeres|autor=International Paralympic Committee|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.radio-canada.ca/athenes/escrimepara/nouvelles/200409/23/001-hongrie.asp|titulo=Pal Szekeres : médaillé olympique et paralympique!|autor=Radio Canada|língua=fr|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> [[Orazio Fagone]] competiu em três edições dos [[Jogos Olímpicos de Inverno]] entre 1988 e 1994 representando a [[Itália]], fazendo parte do time que foi campeão olímpico na prova do revezamento de 5000 metros na patinação de velocidade em pista curta, em [[Lillehammer]]. Três anos mais tarde, em 1997, ele sofreu um acidente de moto e teve a perna direita amputada. Alguns anos mais tarde, se tornou o primeiro campeão olímpico da história a competir em uma Paralímpiada. Ele fez parte do time italiano de hóquei sobre o trenó que competiu nos [[Jogos Paralímpicos de Inverno de 2006]].<ref>{{citar web|url=https://www.quotidiano.net/speciali/sesto-cerchio/orazio-fagone-1.3741243|título=Orazio, l'oro di Lillehammer che vinse due volte|autor=|data=8 de março de 2018|publicado=Quotidiano.net|acessodata=8 de dezembro de 2018|língua=it}}</ref>. Outro caso é o da alemã [[Ilke Wyludda]], que foi campeã olímpica do [[Atletismo nos Jogos Olímpicos de Verão de 1996|lançamento de disco]] em 1996. Quinze anos mais tarde, quando tinha 41 anos de idade, precisou amputar a perna direita devido a complicações causadas por uma [[Sepse|sépsis]].<ref>{{citar web|url=http://esporte.uol.com.br/atletismo/ultimas-noticias/2011/01/08/campea-olimpica-de-lancamento-de-disco-alema-amputa-perna-direita.jhtm|título=Campeã olímpica de lançamento de disco, alemã amputa perna direita|autor=|data=8 de janeiro de 2011|publicado=UOL Esporte|acessodata=8 de janeiro de 2011}}</ref> Wyludda ingressou no esporte paralímpico e conseguiu o índice para participar dos [[Jogos Paralímpicos de Verão de 2012|Jogos de Londres]], se tornando a primeira pessoa a representar o seu país tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos.<ref>{{citar web|url=http://ipc.infostradasports.com/asp/lib/theasp.asp?pageid=8937&sportid=513&personid=1064792&refreshauto=1|título=Ilke Wyludda|autor=IPC |data=24 de agosto de 2014|publicado=IPC Athletics|acessodata=8 de dezembro de 2018|língua=en}}</ref>
 
Outro caso de portador de deficiência que esteve próximo de competir nos Jogos Olímpicos ocorreu em 2010, quando o canadense [[Brian McKeever]] se classificou para competir no [[esqui cross-country]] dos [[Jogos Olímpicos de Inverno de 2010|Jogos de Vancouver]]. McKeever seria o primeiro deficiente a partir das Olimpíadas de Inverno, mas, a poucos dias de sua prova, o Comitê Olímpico Canadense desistiu de relacioná-lo, substituindo-o por um atleta com maiores chances de medalha.<ref>{{citar web|url=http://sports.yahoo.com/olympics/vancouver/alpine_skiing/news?slug=cr-mckeever022710|titulo=Team Canada ruins McKeever’s dream|autor=Yahoo! Sports|data=27 de fevereiro de 2010|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref>
 
Existem duas exceções para que atletas sem deficiência também possam competir nos Jogos Paralímpicos: os guias visuais[[atleta-guia|atletas-guia]] para atletas com deficiência visual, que são uma parte estreita e essencial da competição, tanto que o atleta com deficiência visual e o guia são considerados uma equipe, e os goleiros no futebol de cinco, que devem ser jogadores amadores.<ref name="thestar.com">[http://www.thestar.com/sports/article/779425--visually-impaired-skiers-put-fate-in-guide-s-hands Visually impaired skiers put fate in guide's hands], thestar.com, 13 de março de 2010</ref>
 
== Edições ==
 
Dos esportes de inverno, o biatlo, o esqui alpino e o esqui cross-country têm classificação de acordo com o tipo de deficiência. São três categorias para deficientes visuais, sete para deficientes físicos que competem em pé e três para deficientes físicos que competem sentados. Não existem, entretanto, provas separadas de acordo com a categoria, ou seja, todos os atletas com determinada deficiência competem juntos. A classificação é usada apenas para, em algumas provas, determinar um fator de ajuste para o tempo de prova do atleta. Quanto mais severa a deficiência, maior o ajuste, como se o cronômetro corresse mais devagar. No hóquei sobre trenó e no curling em cadeira de rodas, não há uma separação entre os atletas, bastando ter um impedimento definitivo nos membros inferiores para competir.<ref>{{citar web|url=http://www.vancouver2010.com/paralympic-games/ice-sledge-hockey/additional-information/sport-terms_168818KO.html|titulo=Ice Sledge Hockey - Sport Terms|autor=Vancouver 2010|acessodata=11 de dezembro de 2010|língua=en}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.vancouver2010.com/paralympic-games/wheelchair-curling/additional-information/sport-terms_168826uY.html|titulo=Wheelchair Curling - Sport Terms|autor=Vancouver 2010|acessodata=11 de dezembro de 2010|língua=en}}</ref>
 
== Deficientes nos Jogos Olímpicos ==
[[Ficheiro:Natalia Partyka (POL).jpg|thumb|right|250px|alt=Atleta loira veste camisa vermelha e preta e, segurando uma pequena raquete, olha atentamente para a bola, que passa sobre a rede colocada no meio de uma mesa azul.|Natalia Partyka foi a primeira amputada a competir nos Jogos Olímpicos.]]
 
A arqueira neozelandesa Neroli Fairhall é considerada a pioneira da participação de deficientes físicos em Jogos Olímpicos, tendo competido em [[Jogos Olímpicos de Verão de 1984|Los Angeles 1984]] na prova individual feminina.<ref>{{citar web|url=http://www.nzherald.co.nz/nz/news/article.cfm?c_id=1&objectid=10386306|titulo=Tributes flow for archery legend Fairhall|autor=NZ Herald|data=13 de junho de 2006|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> A italiana [[Paola Fantato]], também atleta do tiro com arco, foi a primeira a competir, em 1996, nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no mesmo ano, tendo sido eliminada na primeira fase nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 1996|Jogos Olímpicos]] e conquistado duas medalhas nos [[Jogos Paralímpicos de Verão de 1996|Jogos Paralímpicos]].<ref>{{citar web|url=http://www.sports-reference.com/olympics/athletes/fa/paola-fantato-1.html|titulo=Paola Fantato|autor=Sports Reference|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010|arquivodata=18 de julho de 2012|arquivourl=https://web.archive.org/web/20120718053320/http://www.sports-reference.com/olympics/athletes/fa/paola-fantato-1.html}}</ref>
 
A primeira deficiente visual a competir em Jogos Olímpicos foi a americana [[Marla Runyan]], que disputou as maratonas dos Jogos de [[Jogos Olímpicos de Verão de 2000|Sydney 2000]] e [[Jogos Olímpicos de Verão de 2004|Atenas 2004]].<ref>{{citar web|url=http://www.iaaf.org/news/newsid=12552.html|titulo=Runyan Wins U.S. 5-K Title|autor=IAAF|data=1 de junho de 2002|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> Os [[Jogos Olímpicos de Verão de 2008|Jogos de 2008]], em [[Pequim]], foram os primeiros com participação de atletas amputados. As duas pioneiras foram a mesa-tenista polonesa [[Natalia Partyka]], que é dona de sete medalhas paralímpicas (cinco ouros, uma prata e um bronze),<ref>{{citar web|url=http://www.mirror.co.uk/sport/columnists/holt/2008/08/14/disabled-table-tennis-star-natalia-partyka-gives-doubters-the-elbow-115875-20696728/|titulo=Disabled table tennis star Natalia Partyka gives doubters the elbow|autor=Mirror|data=14 de agosto de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref><ref>{{citar web|url=http://paralympic.org/Sport/Results/search.html?games=all&medal=medals&sport=21&npc=all&gender=all&name=Partyka&fname=Natalia|titulo=Athlete Search Results - Natalia Partyka|autor=International Paralympic Committee|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> e a nadadora sul-africana [[Natalie du Toit]], que possui onze medalhas paralímpicas (dez ouros e uma prata).<ref>{{citar web|url=http://news.bbc.co.uk/sport2/hi/olympics/swimming/7386893.stm|titulo=Du Toit to make history at Games|autor=BBC|data=13 de junho de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref><ref>{{citar web|url=http://paralympic.org/Sport/Results/search.html?games=all&medal=medals&sport=20&npc=all&gender=all&name=du%20Toit&fname=Natalie|titulo=Athlete Search Results - Natalie du Toit|autor=International Paralympic Committee|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> A participação bem-sucedida da nadadora deram a ela o prêmio Whang Youn Dai (concedido ao final de cada edição de Jogos Paralímpicos aos atletas que mais representam o espírito paralímpico)<ref>{{citar web|url=http://news.xinhuanet.com/english/2008-09/16/content_10030983.htm|titulo=Du Toit, Gomez win Whang Youn Dai Achievement Awards|autor=Xinhua|data=16 de setembro de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> e o [[Prêmio Laureus do Esporte Mundial]], maior honraria esportiva mundial, em 2010.<ref>{{citar web|url=http://www.laureus.com/press_releases?article_id=1975|titulo=2010 Laureus World Sports Awards Winners are Announced|autor=Laureus|data=10 de março de 2010|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref>
 
Antes dessas participações, entretanto, já havia relato da presença de deficientes em Jogos Olímpicos. Em [[Jogos Olímpicos de Verão de 1904|St. Louis 1904]], [[George Eyser]], que não possuía a perna direita e usava uma prótese de madeira, fez parte da equipe americana de ginástica, conquistando seis medalhas. O húngaro [[Olivér Halassy]], amputado de parte da perna esquerda, conquistou três medalhas no polo aquático entre [[Jogos Olímpicos de Verão de 1928|1928]] e [[Jogos Olímpicos de Verão de 1936|1936]]. Seu compatriota [[Károly Takács]], que teve sua mão direita dilacerada por uma [[Granada (arma)|granada]], conquistou em [[Jogos Olímpicos de Verão de 1948|Londres 1948]] o ouro no tiro, repetindo o feito em [[Jogos Olímpicos de Verão de 1952|Helsinque 1952]]. <ref>{{citar web|url=http://www.heraldscotland.com/amputee-olympians-1.886191|titulo=Amputee Olympians|autor=Herald Scotland|data=4 de agosto de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> A esgrimista [[Ildikó Rejtő]], também húngara, competiu em cinco edições dos Jogos Olímpicos, entre [[Jogos Olímpicos de Verão de 1960|1960]] e [[Jogos Olímpicos de Verão de 1972|1972]], conquistando sete medalhas, sendo duas de ouro.<ref>{{citar web|url=http://www.heraldscotland.com/amputee-olympians-1.886191|titulo=Amputee Olympians|autor=Herald Scotland|data=4 de agosto de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> Rejtő é um dos 17 atletas reconhecidamente surdos a já competirem nos Jogos Olímpicos, onde também destaca-se o nadador sul-africano [[Terence Parkin]], que ganhou uma medalha de prata nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 2000]].<ref>{{Citar web|url=http://deaflympics2017.org/en/the-firsts-and-the-mosts-in-the-history-of-deaflympics-detail/113|título=THE FIRSTS AND THE MOSTS IN THE HISTORY OF DEAFLYMPICS|publicado=deaflympics2017.org|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref> Atletas surdos competem em uma competição específica, as [[Surdolimpíadas]], que são celebrados desde 1924 e controladas pelo [[Comitê Internacional de Esportes para Surdos]] (CISS). Esta instituição foi uma das fundadoras do IPC em 1989, mas devido a divergências institucionais ela voltou a ser independente em 1995.<ref>{{citar web|url=https://www.deafsports.nz/2016/06/the-world-games-for-the-deaf-and-the-paralympic-games/|titulo=The World Games for the Deaf and the Paralympic Games|publicado=Deaf Sports New Zealand (DSNZ)|data=8 de dezembro de 2018|língua=en}}</ref>
 
O corredor sul-africano [[Oscar Pistorius]], que usava [[prótese]]s ligadas aos dois joelhos, requereu em 2007 o direito de competir em eventos regulares do atletismo, já que, segundo ele, estava um nível acima dos demais atletas paralímpicos (àquela altura ele possuía um ouro e um bronze conquistados em [[Jogos Paralímpicos de Verão de 2004|Atenas 2004]]<ref name="medalhas Pistorius">{{citar web|url=http://paralympic.org/Sport/Results/search.html?games=all&medal=medals&sport=2&npc=all&gender=all&name=Pistorius&fname=Oscar|titulo=Athlete Search Results - Oscar Pistorius|autor=International Paralympic Committee|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref>). Nos testes a que se submeteu, a junta médica considerou que as próteses davam a Pistorius uma vantagem em relação aos atletas que possuem as duas pernas. Como consequência, seu pedido foi negado. No ano seguinte Pistorius entrou com um recurso junto à Corte Arbitral do Esporte, que, em maio de 2008, o deferiu, alegando que não havia comprovação científica das vantagens do uso de próteses no atletismo. Pistorius, entretanto, não conseguiu os índices para participar dos Jogos Olímpicos de Pequim. Nas Paralimpíadas, por sua vez, conquistou três medalhas de ouro.<ref name="medalhas Pistorius"/><ref>{{citar web|url=http://www.iaaf.org/aboutiaaf/news/newsid=44917.html|titulo=Pistorius is eligible for IAAF competition|autor=IAAF|data=16 de maio de 2008|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> Quatro anos mais tarde durante os [[Jogos Olímpicos de Verão de 2012]], se tornou o primeiro atleta biamputado a disputar uma Olimpíada, alcançando a classificação para as semifinais dos [[Atletismo nos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 - 400 m masculino|400 metros rasos]]. Pistorius ainda fez parte do time sul-africano que disputou o revezamento 4x400.<ref>{{citar web|url=https://www.bbc.co.uk/sport/0/olympics/18911479|título=Oscar Pistorius makes Olympic history in 400m at London 2012 |autor=BBC Sport|data=4 de agosto de 2012|língua=en|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.usatoday.com/sports/olympics/london/track/story/2012-08-10/4x400-relay-oscar-pistorius-south-afric/56946372/1|título=Oscar Pistorius makes history, leaves without medal |autor=USA Today|data=11 de agosto de 2012|língua=en|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref> Dias depois, ele ainda retornaria a mesma pista para conquistar três medalhas (dois ouros e uma prata) durante os Jogos Paralímpicos.<ref>{{citar web|url=https://www.washingtonpost.com/sports/olympics/oscar-pistorius-loses-200-paralympic-in-stunning-upset-then-complains-about-winners-blades/2012/09/02/3410dd36-f565-11e1-863c-fe85c95ce4ed_story.html |titulo=Oscar Pistorius loses 200m in Paralympics, in a stunning upset then complains about winner's blade|autor=The Washington Post|data=2 de setembro de 2012|língua=en|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref><ref>{{citar web|url=https://www.bbc.co.uk/sport/0/disability-sport/19533389|titulo=Paralympics 2012: Oscar Pistorius powers to T44 Gold |autor=BBC Sport|data=8 de setembro de 2012|língua=en|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref><ref>{{citar web|url=https://www.bbc.com/sport/disability-sport/19497216|titulo=Paralympics 2012: Oscar Pistorius makes golden return to track|autor=BBC Sport|data=5 de setembro de 2012|língua=en|acessodata=8 de dezembro de 2018}}</ref>
 
Além dos exemplos de deficientes que participaram de Jogos Olímpicos, há um caso de atleta que competia regularmente e, após um acidente, passou a competir em esportes paralímpicos. [[Pál Szekeres]], esgrimista húngaro, conquistou uma medalha de bronze nos [[Jogos Olímpicos de Verão de 1988|Jogos Olímpicos de Seul 1988]] e, após os Jogos, sofreu um acidente de trânsito que o obrigou a usar cadeira de rodas. Szekeres conseguiu se adaptar a nova condição e, quatro anos após a conquista de Seul, estava pela primeira vez nos Jogos Paralímpicos. Entre 1992 e 2008, o atleta conquistou três ouros e três bronzes na esgrima em cadeira de rodas, se tornando o único atleta a conquistar medalhas tanto em Olimpíadas quanto em Paralimpíadas.<ref>{{citar web|url=http://paralympic.org/Sport/Results/search.html?sport=all&games=all&medal=all&npc=all&name=Szekeres&fname=Pal&gender=m|titulo=Athlete Search Results - Pál Szekeres|autor=International Paralympic Committee|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref><ref>{{citar web|url=http://www.radio-canada.ca/athenes/escrimepara/nouvelles/200409/23/001-hongrie.asp|titulo=Pal Szekeres : médaillé olympique et paralympique!|autor=Radio Canada|língua=fr|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref> [[Orazio Fagone]] competiu em três edições dos [[Jogos Olímpicos de Inverno]] entre 1988 e 1994 representando a [[Itália]], fazendo parte do time que foi campeão olímpico na prova do revezamento de 5000 metros na patinação de velocidade em pista curta, em [[Lillehammer]]. Três anos mais tarde, em 1997, ele sofreu um acidente de moto e teve a perna direita amputada. Alguns anos mais tarde, se tornou o primeiro campeão olímpico da história a competir em uma Paralímpiada. Ele fez parte do time italiano de hóquei sobre o trenó que competiu nos [[Jogos Paralímpicos de Inverno de 2006]].<ref>{{citar web|url=https://www.quotidiano.net/speciali/sesto-cerchio/orazio-fagone-1.3741243|título=Orazio, l'oro di Lillehammer che vinse due volte|autor=|data=8 de março de 2018|publicado=Quotidiano.net|acessodata=8 de dezembro de 2018|língua=it}}</ref>. Outro caso é o da alemã [[Ilke Wyludda]], que foi campeã olímpica do [[Atletismo nos Jogos Olímpicos de Verão de 1996|lançamento de disco]] em 1996. Quinze anos mais tarde, quando tinha 41 anos de idade, precisou amputar a perna direita devido a complicações causadas por uma [[Sepse|sépsis]].<ref>{{citar web|url=http://esporte.uol.com.br/atletismo/ultimas-noticias/2011/01/08/campea-olimpica-de-lancamento-de-disco-alema-amputa-perna-direita.jhtm|título=Campeã olímpica de lançamento de disco, alemã amputa perna direita|autor=|data=8 de janeiro de 2011|publicado=UOL Esporte|acessodata=8 de janeiro de 2011}}</ref> Wyludda ingressou no esporte paralímpico e conseguiu o índice para participar dos [[Jogos Paralímpicos de Verão de 2012|Jogos de Londres]], se tornando a primeira pessoa a representar o seu país tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos.<ref>{{citar web|url=http://ipc.infostradasports.com/asp/lib/theasp.asp?pageid=8937&sportid=513&personid=1064792&refreshauto=1|título=Ilke Wyludda|autor=IPC |data=24 de agosto de 2014|publicado=IPC Athletics|acessodata=8 de dezembro de 2018|língua=en}}</ref>
 
Outro caso de portador de deficiência que esteve próximo de competir nos Jogos Olímpicos ocorreu em 2010, quando o canadense [[Brian McKeever]] se classificou para competir no [[esqui cross-country]] dos [[Jogos Olímpicos de Inverno de 2010|Jogos de Vancouver]]. McKeever seria o primeiro deficiente a partir das Olimpíadas de Inverno, mas, a poucos dias de sua prova, o Comitê Olímpico Canadense desistiu de relacioná-lo, substituindo-o por um atleta com maiores chances de medalha.<ref>{{citar web|url=http://sports.yahoo.com/olympics/vancouver/alpine_skiing/news?slug=cr-mckeever022710|titulo=Team Canada ruins McKeever’s dream|autor=Yahoo! Sports|data=27 de fevereiro de 2010|língua=en|acessodata=1 de novembro de 2010}}</ref>
 
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