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== Os [[papiros Derveni]] ==
 
{{Ver artigo principal|[[Papiro de Derveni]]}}
 
Os papiros Derveni compõem um pergaminho antigo grego que foi encontrado em 1962. É um tratado filosófico que é um comentário alegórico em um poema órfico, uma teogonia que diz respeito ao nascimento dos deuses, produzido no círculo do filósofo [[Anaxágoras]], na segunda metade do século V Antes da Era Comum, tornando-o ''a mais importante nova peça de evidência sobre a filosofia e religião gregas a vir à tona desde a Renascença'' (Janko, 2005). Ele data de cerca de 340 A.E.C., durante o reinado de [[Filipe II da Macedônia]], sendo o mais antigo [[manuscrito]] sobrevivente da [[Europa]]. Ele foi finalmente publicado em 2006.
 
==== Descoberta ====
O pergaminho foi encontrado em um sítio arqueológico em [[Derveni]], [[Macedônia]], ao norte da [[Grécia]], no túmulo de um homem nobre, em uma [[necrópole]] que fazia parte de um rico cemitério que pertencia à antiga cidade de Lete. É o livro mais antigo que sobreviveu na tradição ocidental e um dos muito poucos papiros sobreviventes encontrados na Grécia. O pergaminho está carbonizado da pira do túmulo do nobre.
O papiro é mantido no Museu Arqueológico da Tessalónica.
 
==== Conteúdo ====
 
O texto é um comentário de um poema hexâmetro atribuído a Orfeu. Fragmentos do poema são citados. O poema começa com as palavras “''Feche as portas, tu iniciado''”, uma famosa admoestação ao segredo recontado por Platão. A [[teogonia]] descrita no poema tinha a Noite dando à luz o Céu (Urano), que se tornou o primeiro rei. [[Cronos]] (o tempo) vem em seguida e toma o reinado de [[Urano]], mas é sucedido por Zeus.
Zeus, tendo ouvido oráculos de seu pai, vai até o santuário da Noite, que conta a ele “''todos os oráculos os quais em seguida ele colocaria em efeito''”. Ao ouvi-los, Zeus engoliu o falo (do rei Urano), que primeiro tinha ejaculado o brilho do céu.
 
==== Leituras recentes ====
O texto não foi oficialmente publicado por quarenta e quarto anos depois de sua descoberta (embora três edições parciais tenham sido publicadas). De acordo com o editor A. L. Pierris, Kyriakos Tsantanoglou, professor emérito da Universidade Aristotélica da Tessalónica atrasou sua publicação. Um time de especialistas se reuniu no outono de 2005, liderados por A. L. Pierris do Instituto de Estudos Filosóficos, Dirk Obbink, diretor do projeto dos papiros Oxyrhynchus na [[Universidade de Oxford]], com a ajuda de modernas técnicas de imagem multi-espectral por Roger Macfarlane e Gene Ware da Universidade Jovem de Brigham para tentar uma aproximação melhor à edição de um texto difícil. Enquanto isso, o papiro finalmente foi publicado por estudiosos da [[Tessalónica]] (Tsantsanoglou e col.), em uma edição a qual falta um aparato crítico para registrar as contribuições de vários estudiosos mas ao menos provém um texto completo dos papiros, baseado na autópsia de fragmentos, com fotografias e traduções, depois de tanto tempo de espera. Mais trabalho certamente precisa ser feito.
 
=={{bibliografia}}==