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Lauro Nina Sodré e Silva, nascido em Belém (PA) a 17/10/1858, foi militar, político e lider republicano. Seus primeiros estudos foram no Liceu Paraense, seguindo, depois, a carreira de engenheiro militar, no curso da Escola da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, onde ingressou em janeiro de 1877 e onde teve como mestre o ilustre republicano e maçom [[Benjamin Constant]], o que o levou --- como a tantos o utros jovens oficiais e cadetes --- a abraçar a causa da República e a doutrina positivista de [[Comte]].
 
Foi aluno brilhante --- conseguiu distinção máxima em todos os anos --- e oficial republicano destemido; quando da campanha republicana, apesar de vigiado pelos espiões da monarquia, sempre terminava os seus discursos, com invulgar desassombro, dizendo estas palavras: "quem fez este discurso foi o tenente Lauro Sodré".
 
Foi o primeiro governador do Estado do [[Pará]], eleito pelo Congresso Constituinte Paraense, a 23 de junho de 1891; foi, também, representante do Pará na Constituinte da República e eleito quatro vezes senador, sendo três pelo Pará e uma pelo Distrito Federal. Foi o único governador que se colocou contra o golpe perpetrado por Deodoro a 3/11/1891, quando foi dissolvido o Congresso; os demais governador es preferiram apoiar a arbitrariedade do que perder os seus mandatos.
 
Iniciado em 1º de agosto de 1888, na Loja Harmonia, de Belém, fundada em 1856, pelo famoso padre Eutíquio Ferreira da Rocha, tornou-se Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil em 1904, sendo reeleito em 1907, 1910, 1913 e 1916, não completando o último mandato, por ter sido eleito governador do Pará.
Proclamada a República foi secretário de Benjamin, no Ministério da Guerra, ao tempo em que era nomeado lente catedrático da Escola Superior de Guerra. A 23 de junho de 1891, foi eleito governador do Pará, tendo sido, depois, o único governador que se colocou contra o golpe de Estado perpetrado por Deodoro a 3 de novembro de 1891; por isso, foi deposto por forte expedição militar, quando houve o con tragolpe de 23 de novembro, com a queda de Deodoro e a derrubada de todos os governadores, menos de Sodré.
 
Na cisão do [[Partido Republicano Federal]], liderado por Glicério, Sodré ficou ao lado deste e contra o presidente Prudente de Moraes, acabando por ser escolhido, a 5 de outubro de 1897, como candidato à presidência da República. Empunhando, todavia, o governo federal, as armas do estado de sítio, da pressão e da fraude, conseguiu eleger [[Campos Salles]]. Por isso, o Grande Oriente, liderado por Quintino e por Glicério, não tomou conhecimento da eleição de Campos Salles.
 
Ele ainda seria senador em quatro oportunidades: uma pelo Distrito Federal (1902) e três pelo Pará (1897, 1912 e 1922). Foi eleito e assumiu o cargo de Grão-Mestre em 21/06/1904, sendo, sucessivamente, reeleito em 1907, 1910, 1913 e 1916. Ao ser eleito governador do Pará, em 1916, pediu exoneração do cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente. Com o golpe de 1930, abandonaria a vida pública.
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