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Círculos vermelhos mostram a localização e tamanho de várias zonas mortas.
Pontos pretos mostram as zonas mortas oceânicas de tamanho desconhecido.
O tamanho e o número dessa áreas — onde as águas profundas têm níveis tão baixos de oxigênio dissolvido que as criaturas marinhas não conseguem sobreviver — tem crescido extensivamente no último meio século.NASA Earth Observatory[1]

Eventos anóxicos oceânicos ou eventos anóxicos são os intervalos de tempo no passado da Terra onde porções dos oceanos tornaram-se pobres em oxigênio (O2) em profundidades de uma grande área geográfica. Durante alguns desses eventos, a euxinia se desenvolveu [nota 1] Embora eventos anóxicos não ocorram há milhões de anos, registros geológicos mostram que aconteceram muitas vezes no passado. Eles coincidem com várias extinções em massa e podem ter contribuído para elas,[3] incluindo algumas que geobiólogos usam como marcos temporais de datação bioestratigráfica.[4] Acredita-se que esses eventos anóxicos estejam fortemente ligados à desaceleração da circulação oceânica, aquecimento climático e níveis elevados de gases do efeito estufa. O vulcanismo aprimorado (por meio da emissão de CO2 e outros gases) é proposto como o gatilho externo central para o desenvolvimento de tais eventos.[5]

NotasEditar

  1. O termo euxinia se refere a águas que contêm H2S sulfeto de hidrogênio.[2]

Referências

  1. Aquatic Dead Zones NASA Earth Observatory. Revised 17 July 2010. Retrieved 17 January 2010.
  2. Timothy W. Lyons, Ariel D. Anbar, Silke Severmann, Clint Scott, and Benjamin C. Gill (19 de janeiro de 2009). «Tracking Euxinia in the Ancient Ocean: A Multiproxy Perspective and Proterozoic Case Study». Annual Review of Earth and Planetary Sciences. 37: 507–53. doi:10.1146/annurev.earth.36.031207.124233. Consultado em 11 de abril de 2014 
  3. Wignall, Paul B.; Richard J. Twitchett (24 de maio de 1996). «Oceanic Anoxia and the End Permian Mass Extinction». Science. 5265. 272 (5265): 1155–1158. Bibcode:1996Sci...272.1155W. PMID 8662450. doi:10.1126/science.272.5265.1155. Consultado em 12 de setembro de 2011 
  4. Peters, Walters, Modowan, K.E., C.C., J.M. (2005). The Biomarker Guide, Volume 2: Biomarkers and Isotopes in the Petroleum Exploration and Earth History. [S.l.]: Cambridge University Press. 749 páginas. ISBN 978-0-521-83762-0 
  5. Katja M Meyer, Lee R Kump (9 de janeiro de 2008). «Oceanic euxinia in Earth history: Causes and consequences». Annual Review of Earth and Planetary Sciences. 36: 251–288. doi:10.1146/annurev.earth.36.031207.124256. Consultado em 11 de abril de 2014. The central external trigger for euxinia is proposed to be enhanced volcanism (release of volcanic CO2), although other external forcings of the climate system could be imagined (changing solar luminosity, changes in continental configuration affecting ocean circulation and the stability of ice sheets.