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Fernão de Pina

Fernão de Pina foi o 10.° cronista-mor e guarda-mor da Torre do Tombo, da qual foi nomeado em 1523 e até 1548.[1] Era filho de Rui de Pina.[2][3].

Foi sucedido enquanto guarda-mor da Torre do Tombo por Damião de Góis, em virtude da sua prisão em 1548, e depois por António Pinheiro, enquanto cronista-mor, em 1550, em virtude da sua condenação, pela Inquisição.[4]

VidaEditar

Processo da InquisiçãoEditar

Fernão de Pina tem sido ignorado na História de Portugal, sendo cronista-mor numa altura crucial dos Descobrimentos Portugueses. Foi acusado de heresia e sujeito a um processo que ditou o seu afastamento do cargo de cronista-mor, onde seria sucedido por António Pinheiro.

Uma longa desatenção por parte dos estudiosos tem caracterizado o processo inquisitorial contra Fernão de Pina, cronista-mor do reino, e guarda-mor do arquivo da Torre do Tombo desde 1523, cargo já ocupado pelo seu pai, Rui de Pina. Julgado culpado de nutrir crenças e «dizer palavras outras muitas sospectas na fé escandalosas», Pina abjurou de forma privada à frente dos inquisidores de Lisboa a 31 de Março de 1550.

O acesso privilegiado à documentação faziam dele um «homem perigoso»:[4]

Em data imprecisa desse ano de 1546 (certamente depois da Páscoa) a Inquisição procedeu à prisão de Pina. Tratava-se de «pessoa poderosa», conforme escreveram os juízes nas actas. Apesar disso, ou talvez mesmo por isso, o cronista régio sofreu um longo abandono.

Assim, já antes tinha sido afastado do cargo de guarda-mor da Torre do Tombo, tendo sido apontado em seu lugar Damião de Góis:[4]

O seu destino já estava escrito antes da sentença. Demonstra-o, de igual modo a atribuição em 1548 do cargo de guarda-mor da Torre do Tombo a Damião de Góis «em quamto Fernão de Pina não for livre dos casos per que ora he preso e acusado».


Precedido por
Rui de Pina
Cronista-mor
1523-1550
Sucedido por
António Pinheiro

Referências

  1. Os Guardas-Mores da Torre do Tombo
  2. NFP - Nobiliário das Famílias de Portugal - Felgueiras Gayo - Carvalhos de Basto, 2ª Edição - Braga, 1989 - Vol. VIII - pg. 280
  3. GEPB - Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira - Editorial Enciclopédia - Lisboa - vol. 21 - pg. 678
  4. a b c Marcocci, Giuseppe (2012). A consciência de um império: Portugal e o seu mundo (Séc. XV- Séc. XVI). [S.l.]: Imprensa da Universidade de Coimbra. ISBN 978-989-26-0132-8 
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