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Flumen Junius, pseudônimo de Ernesto Augusto de Souza e Silva Rio, (? - Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 1905)[1], foi um artista plástico, ilustrador, poeta e contista brasileiro.

BiografiaEditar

Sua data de nascimento não consta nos registros, mas seu falecimento se deu no Rio de Janeiro, em 28 de fevereiro de 1905[1]. Seus primeiros trabalhos foram publicados na revista Semana Illustrada, em fevereiro de 1861, em sua seção “Elegantes e Jarretas", e a partir de então passa a ser o mais importante colaborador de Fleiuss na revista. Depois, ilustrou edições do Bazar Volante até 1867, onde criticou a escravidão no país e apontou as contradições e problemas que ela possuía. Colaborou também n’O Mosquito, tornando-se ilustrador oficial da revista em agosto de 1870, em sua 48ª edição. Quando deixa O Mosquito, passa a ajudar Faria, outro grande ilustrador, n’A Vida Fluminense, inaugurada em 1868 e que seguiu por 412 números até 1875. Os temas das litografias de Flumen Junius eram muitas vezes políticos e sociais, criticando e denunciando a situação do país na época, sempre com um tom jocoso. Diferente de outros ilustradores da época, Junius assinava seus trabalhos, já que o pseudônimo e seu status na corte garantiam-lhe que não sofreria fortes retaliações por suas opiniões críticas.

Referências

  1. a b Magno, Luciano (2012). História da caricatura brasileira : os precursores e a consolidação da caricatura no Brasil. Rio de Janeiro: Gala Edições de Arte. p. 172-179. 528 páginas. ISBN 9788565368018 

BibliografiaEditar