Forças Armadas do Iraque

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As Forças Armadas do Iraque são as forças militares da República do Iraque. Elas consistem do Exército, Marinha e Força Aérea. Contam com aproximadamente 276.600 militares no serviço ativo, além de 342.212 na reserva.[2]

Forças Armadas do Iraque
Coat of arms (emblem) of Iraq 2008.svg
País  Iraque
Fundação 1921
Ramos Exército
Marinha
Força Aérea
Peshmerga
Forças de Operações Especiais
Forças de Mobilização Popular
Sede(s) Bagdá
Lideranças
Presidente Barham Salih
Ministro da Defesa Juma Inad
General comandante Mustafa Al-Kadhimi
Idade dos militares 18 a 49 anos
Pessoal ativo 650 000 (incluindo milícias e outras forças de segurança)[1]
Pessoal na reserva 500 000

As Forças Armadas estão proibidas por lei de entrar no território do Curdistão Iraquiano, ao invés disso o Peshmerga é a força militar própria do Governo Regional do Curdistão.[3] As Forças de Operações Especiais Iraquianas (a "Divisão Dourada") reportam-se diretamente ao Primeiro-Ministro do Iraque, separado do resto das Forças Armadas. Com o avanço do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) durante a bem-sucedida ofensiva do grupo que quase resultou na queda do governo iraquiano, as antigas milícias xiitas foram integradas na estrutura das forças armadas sob as Forças de Mobilização Popular.[4]

As forças armadas do Iraque possuem uma longa história, mas não particularmente bem sucedida. Elas foram inicialmente formadas em meados de 1920. Seis golpes de estado militares foram efetuados pelo Exército entre 1936 e 1941. As forças armadas viram o combate pela primeira vez na Guerra Anglo-Iraquiana de 1941. Eles lutaram contra Israel na Guerra árabe-israelense, em 1948, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e na Guerra do Yom Kippur, em 1973. Duas guerras com os curdos foram travadas em 1961-1970 e 1974-1975. Um conflito muito maior foi a Guerra Irã-Iraque, iniciada pelos iraquianos em 1980, que durou até 1988. Posteriormente, o Iraque deu início à invasão do Kuwait, o que levou à Guerra do Golfo,[5] em 1991, cujos confrontos ocorreram nas zonas de exclusão aérea no Iraque durante a década de 1990 e, finalmente, à Guerra do Iraque de 2003.[6] Os militares tiveram um sucesso misto a nível estratégico, mas sempre com um desempenho tático ruim durante a maior parte de sua história.

As forças armadas têm sido administradas pelo Ministério da Defesa, com sede em Bagdá. Desde a invasão do Iraque, em 2003, que derrubou o regime de Saddam Hussein, elas foram reconstruídas com a assistência considerável das Forças Armadas dos Estados Unidos.[7][8]

Ver tambémEditar

Referências