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Francisco Muniz Tavares

Francisco Muniz Tavares
Dados pessoais
Nascimento 16 de fevereiro de 1793
Recife, Pernambuco
Reino de Portugal Brasil Colonial
Morte 23 de outubro de 1876 (83 anos)
Recife, Pernambuco
Flag of Brazil (1870–1889).svg Império do Brasil
Progenitores Mãe: Rita Soares de Mendonça
Pai: João Muniz Tavares

Francisco Muniz Tavares (Recife, 16 de fevereiro de 1793Recife, 23 de outubro de 1876) foi um escritor, historiador e parlamentar brasileiro. Doutor em Teologia pela Universidade de Paris, tornou-se Padre e, mais tarde, monsenhor.

BiografiaEditar

Foi um dos vultos mais notáveis da revolução de 1817, em Pernambuco. Preso como suspeito de cumplicidade, permaneceu muitos meses nos calabouços da Bahia. Apaixonado e ardoroso pela causa que abraçara, o sacerdote batalhador não perdoava a D. João VI pela crueza com que tratara os revolucionários que se haviam comportado durante a vitória, aliás efêmera, com inexcedível generosidade.

Deputado Constituinte por Pernambuco junto às Cortes Portuguesas de 1820. Permaneceu naquelas Cortes até o dia 4 de outubro de 1822, onde muito se destacou como parlamentar. Em emocionante debate com o Deputado Constituinte português Borges Carneiro, na sessão das Cortes de 18 de outubro de 1821, Muniz Tavares produziu corajoso e patriótico discurso, combatendo a remessa de mais tropas para a Província de Pernambuco e a incômoda presença, ali, da já numerosa guarnição lusitana, que o brioso povo da sua terra não mais tolerava. Chegou, em aparte violento aos Deputados Constituintes lusitanos Ferreira Borges e Moura, a lembrar que o primeiro choque que causou a desunião entre os Estados Unidos e Inglaterra fora causado pelo fato desta nação enviar soldados para a América contra a vontade da colônia americana. Depois, em outro pronunciamento perante as Cortes, apresentou proposição para a criação de uma universidade no Brasil, tendo como resposta da maioria portuguesa daquela Assembléia que "algumas escolas primárias bastariam para o Reino Americano". Ainda perante as Cortes, fez notável e convincente pronunciamento em defesa do seu compatriota Francisco Paes Barreto, depois marquês do Recife, e primeiro presidente da Província de Pernambuco (maio de 1825), o qual se encontrava preso no castelo de São Jorge, em Lisboa, como um dos envolvidos nos últimos acontecimentos em Recife, e contra o governador da Província, o capitão-general português Luiz do Rego Barreto. Por meio de seu empenho pessoal conseguiu a absolvição do referido conterrâneo. Consta que somente assinou, não tendo jurado, a Constituição Portuguesa de 23 de setembro de 1822.

Deputado Constituinte eleito pela Província de Pernambuco para a Assembléia Geral, Constituinte e Legislativa do Império do Brasil, tomou posse em 3 de maio de 1823, e no dia 4 de novembro de 1823 remeteu ofício à Assembléia renunciando ao mandato.

Foi eleito, também, Deputado para a Assembléia Geral Legislativa do Império do Brasil para a legislatura ordinária de 1845 a 1847 (posse em 21 de fevereiro de 1845), sendo vice-presidente no período de 1º de abril de 1845 a 4 de junho de 1846 e Presidente de 4 de junho de 1846 a 4 de maio de 1847.

Era Sócio Fundador e Primeiro Presidente do Instituto Aqueológico Pernambucano; Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Recebeu as seguintes condecorações: Dignatário da Ordem do Cruzeiro; Comendador das Ordens de Cristo e da Rosa.

Ver tambémEditar