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Francisco Rivas Neto

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Francisco Rivas Neto ( - Itanhaém, 25 de maio de 2018) sacerdote há mais de 50 anos, era conhecido como babalorixá Rivas Ty Ògìyàn no Candomblé e Mestre Arapiaga na Umbanda e Encantaria, sendo médico de formação.[1]

Pai Rivas foi cultor, praticante, defensor do Candomblé Ketu há cinquenta anos. Teólogo afro-brasileiro, tem várias obras publicadas, com reedições e reimpressões sobre as Religiões Afro-brasileiras, há quase trinta anos. Fundador da primeira faculdade de teologia com ênfase em religiões afro-brasileiras, Faculdade de Teologia Umbandista (FTU)[2][3][4][5] - um um marco para a sociedade acadêmica e o povo afro-brasileiro.

Exerceu, também, sua vida sacerdotal em Itanhaém, mantendo 3 terreiros em locais diferentes que cultuam respectiva e independentemente o Candomblé, a Umbanda e a Encantaria. Além de manter um terreiro de Candomblé de Caboclo atuante na cidade de São Paulo.

Marco no âmbito acadêmico das religiões afro-brasileirasEditar

Em meados de 2012, fruto de pesquisa e atuação por dentro das religiões afro-brasileiras, F. Rivas Neto lança o conceito de escolas para denominar os até então denominados cultos afro-brasileiros. Tal ocorre com a obra Escolas das religiões afro-brasileiras: tradição oral e diversidade. Nela, o autor demonstra como ocorrem influências assimétricas das matrizes africana e indo-europeia na composição do cenário religioso afro-brasileiro, culminando, por exemplo, em umbandas, conceito plural. Destarte, por exemplo, aquela umbanda mais influenciada pela matriz indo-europeia, com sua cosmovisão própria e mais atrelada ao modelo judaico-cristão, denomina-se "umbanda branca", ao passo que aquela mais influenciada pela cosmovisão negro-africana teria outra denominação: a "umbanda omolocô". Concorrem para a composição de uma escola religiosa a epistemologia, a ética e o método próprios.

Em 2015, F. Rivas Neto desenvolve e aprofunda as reflexões ao cunhar os conceitos de núcleo duro e zonas de diálogo, por meio dos quais demonstra como e por que há, dentro das umbandas, encantarias e candomblés, diversos pontos de convergência, semelhança, contato e, da mesma forma, diferenças e afastamentos.

Em 2017 lançou a obra Candomblé - Teologia da Saúde que traz pela primeira vez conceitos, explicações e reflexões oriundos de mais de 50 anos de sacerdócio nas religiões afro-brasileiras à luz do Candomblé. No livro, entre outros temas, apresenta a inédita teologia do transe, com a discussão sobre manifestação e incorporação, conceito basilar que desenvolve e explica os processos de transe de manifestação e de incorporação - internos e externos, respectivamente, bem como a teologia do aṣè, princípio de realização. Apresenta a espiritualidade como inerente a todo ser humano e investiga o consciente, o inconsciente o arqui-inconsciente, reduto do orixá e todas as decorrências na economia orgânica, psíquica e social. Perpassa reflexões sobre religiosidade e culmina na Teologia da Saúde, com novos enfoques sobre equilíbrio e estabilidade para a compreensão de saúde e doença, entre corpo e pessoa, tendo nos terreiros agências promotoras de saúde para o indivíduo biopsicossocial.

LivrosEditar

  • Umbanda – A Proto-Síntese Cósmica, Livraria Freitas Bastos Editora, 1989.
  • Umbanda – O Elo Perdido, Ed. do Círculo Cruzado, 1990.
  • Lições Básicas de Umbanda, Livraria Freitas Bastos Editora, 1991.
  • Exu – O Grande Arcano, Ícone Editora, 1993.
  • Umbanda – O Arcano dos 7 Orixás, Ícone Editora, 1993.
  • Fundamentos Herméticos de Umbanda, Ícone Editora, 1996.
  • Sacerdote, Mago e Médico – Cura e Autocura Umbandista, Ícone Editora, 2003.
  • Escolas das religiões afro-brasileiras: tradição oral e diversidade, Arché Editora 2012.
  • Teologia da tradição oral, Arché Editora, 2014.
  • Teologia do ori-bará, Arché Editora, 2015.
  • Exu e pombagira (Org.), Arché Editora, 2015.
  • Candomblé - Teologia da Saúde, Aláfia, 2017. 

Artigos acadêmicosEditar

  • "O pai de santo no estado de São Paulo: estudo piloto". F. Rivas Neto, Maria Elise Rivas, Elizabeth A. U. Cristofaro, Fernanda L. Ribeiro. In Revista Teologia de Síntese, n. 1, nov/2010.
  • "Teologia e FTU - Faculdade de Teologia Umbandista". F. Rivas Neto. In Revista Teologia da Convergência (antiga Teologia de Síntese), n. 2, mar/2011 (exemplar on line aqui).
  • "Religiões Afro-Brasileiras, religiões de transe: dirimindo questões sociais". F. Rivas Neto e José Flávio Pessoa de Barros. In Revista Teologia da Convergência, n. 3, ago/2011 (exemplar on line aqui).
  • "Ervas nas religiões afro-brasileiras". Francisco Rivas Neto, Maria Elise Machado Rivas, José Luis Rojas Vuscovich, Yuri Tavares Rocha. Revista Triplov de Artes, Religiões e Ciências, n. 28, jun/2012.

Participação em congressos e simpósiosEditar

  • Todos os "Congressos Brasileiros de Umbanda do Séc. XXI" (2008-2012), eventos anuais idealizados pelo biografado (vide aqui).
  • 1º Simpósio "Ciência, Espiritualidade e Saúde", organizado pela Faculdade de Saúde Pública da USP e ocorrido em 25/10/2012 (vide programação aqui).

Referências

  1. Rodrigo Cardoso (21 de novembro de 2007). «Dr. Pai de Santo». ISTOÉ. Consultado em 21 de fevereiro de 2013 
  2. Monica Weinberg (29 de setembro de 2004). «Fé na educação». Veja. Consultado em 21 de fevereiro de 2013 
  3. Greice Rodrigues, Leonel Rocha e Rita Moraes (29 de abril de 2004). «Saber do outro mundo». ISTOÉ. Consultado em 21 de fevereiro de 2013 
  4. Brasil, Jefferson Puff Da BBC; Janeiro, Rio de. «Por que as religiões de matriz africana são o principal alvo de intolerância no Brasil?». BBC News Brasil. Consultado em 25 de julho de 2018 
  5. Histórico da Implantação e Desenvolvimento da FTU.
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