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Frescobol é um esporte tipicamente praiano, criado no Rio de Janeiro no século XX. É jogado por dois jogadores ou mais. É também comum sua prática em locais públicos. Também é conhecido como Matkot na língua inglesa e hebraica, e Racchettoni em italiano.

Trata-se de um jogo colaborativo, onde os atletas são parceiros. No frescobol cultiva-se a amizade e o comprometimento nas jogadas".[1]

Muitas vezes confundido com o tênis de praia (ou beach tennis), o Frescobol se distingue basicamente pelo seu estilo cooperativo, em oposição ao estilo competitivo do tênis de praia - este se assemelha mais ao Tênis e que, inclusive, possui área precisamente delimitada e uma rede de separação. Apesar das diferenças, raquetes semelhantes às do Frescobol são utilizadas em várias partes do mundo, Israel, Irã, México, Peru, Espanha, Itália, EUA, etc.

No estado do Rio de Janeiro, no dia 10 de Julho[2], é comemorado o dia estadual do Frescobol.

Índice

Breve síntese histórica da evolução do jogoEditar

Brasil 1945/1946, Copacabana, II Guerra Mundial, Avenida Atlântica.[3]

Na década de 50, o arquiteto Caio Rubens Romero Lyra, morador da rua Bulhões de Carvalho, em Copacabana, costumava jogar tênis com os amigos nas areias da praia, entre os postos 4 e 5. Como as raquetes estragavam com frequência, por causa da maresia, ele desenhou raquetes de madeira, resistentes à água do mar. Pediu então a um amigo, que possuía uma carpintaria em casa, na rua Souza Lima, no mesmo bairro, para fabricar as raquetes. Estava aí inventado o jogo como o conhecemos hoje. Somente décadas depois o nome "frescobol" foi criado.

Durante a década de 80 foram realizadas muitas competições isoladas em vários estados do Brasil. Apesar disto, ainda não havia um grande intercâmbio entre os jogadores de diferentes naturalidades. Mais tarde, em 1994, foi realizado o I Circuito Brasileiro de Frescobol que percorreu nove estados brasileiros, possibilitando assim um grande intercâmbio entre os jogadores de vários estados.

Em abril de 2003, a Associação Brasileira de Frescobol - ABF, organizou e realizou-se o I Congresso de Frescobol, em Vitória-ES, contando com a participação da Federação Baiana de Frescobol – FEBAFRE, da Federação de Frescobol do Estado do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira de Árbitros e Atletas de Frescobol de Sao Paulo.

RaqueteEditar

Fabricada com os seguintes materiais: madeira, polímeros - fibra de vidro, carbono e aramida - ou similar. A raquete pode ser oca ou maciça. Dimensões: comprimento máximo de 50 cm (a partir da ponta do cabo até a tangente perpendicular extrema da borda oval) e com a largura de 25 cm (contada entre as tangentes paralelas laterais da borda oval). O tamanho mais comumente encontrado é o de 45 cm de comprimento por 21 cm de largura. Seu peso deve estar entre 300g a 400g, de acordo com a preferência de cada jogador. Poderá também ser adicionado um revestimento antiderrapante no seu cabo, de acordo com a preferência do jogador. Em outros países existe uma raquete similar, conhecida como Beach Bat.

BolaEditar

Uma esfera oca de borracha pressurizada, com peso em torno de 40g (0.11 lbs) e diâmetro de 5,70 cm (2¼" aprox.). Qualquer cor pode ser utilizada, de acordo com a preferência dos jogadores e com a organização do evento.

TrajesEditar

 
Típica partida na praia

Quando o evento ocorre em praia e proximidades, os jogadores podem apresentar-se de sunga, maiô ou biquíni, e em praias de nudismo podem se apresentar nus. Em praças e locais distantes da praia deve-se utilizar shorts e camisetas. Na areia, a melhor opção é jogar de pés descalços, caso contrário recomenda-se o uso de tênis. Geralmente é obrigatório o uso de camisetas em partidas oficiais. Cores claras são indicadas para não comprometer o desempenho dos jogadores. Também é permitido o uso de bonés, viseiras e/ou óculos.

O Frescobol com uso da aferição digitalEditar

 
Tela Principal do Software Jaguar - Jogo de Exibição 1º Santos Open 2019

Atualmente, a Federação de Frescobol do Estado do Rio de Janeiro (FEFERJ), inscrita no CNPJ de número 05.320.337/0001-08, é a única Federação de Frescobol no Brasil que dispõe de tecnologia para a realização de competições de frescobol utilizando a aferição digital dos jogos. A FEFERJ iniciou suas atividades com aferição digital em setembro de 2018.

A avaliação das partidas é realizada pelo software JAGUAR, combinado com um radar doppler de alta precisão que captura, processa e exibe os dados e resultados numa TV posicionada na arena dos jogos. O software emite sons que se diferenciam de acordo com a velocidade da bola, em cinco diferentes faixas de frequência. Para garantir maior emoção ao público e transparência aos atletas, todo processamento e atualização dos detalhes dos jogos acontece em tempo real.

Essa é uma modalidade de competição de Frescobol 100% objetiva, ausentando a presença de árbitros para o julgamento das apresentações. Existe um árbitro posicionado para operar o software, mas com o único propósito de iniciar e interromper as sequências quando acontecer a queda da bolinha ou algum fator externo que impeça a continuação do jogo.

A regra com aferição digital utilizada pela FEFERJ faz uso da quilometragem dos golpes como unidade de medida da pontuação da dupla. Existe uma bonificação atribuída para os golpes de maior velocidade de acordo com uma escala pré-estabelecida pela regra. E como penalidades nas apresentações, têm-se: a queda da bola durante o jogo e o desequilíbrio da quantidade de golpes entre os atletas.

O sofware JAGUAR processa e exibe todos os golpes válidos (a partir da Km/h mínima da categoria) da dupla. Também são exibidas algumas informações dos atletas como: média Km/h e golpe mais veloz.

[4][5]

Referências