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Baptismo de Cristo, um dos frescos en grisaille de Andrea del Sarto no Chiostro dello Scalzo, Florença (1511-26).
Alegoria, atribuído a Piat Sauvage, segunda metade do século XVIII, Bélgica.

Grisalha[1] é um termo de origem francesa, "Grisaille", que designa uma técnica de pintura totalmente monocromática, comummente executada nos tons de cinzento ou castanho e utilizada, em particular, na decoração para representar objectos em relevo.[2] Algumas pinturas 'en grisaille' incluem na composição alguns tons contrastantes, tal como a ilustração de Andrea del Sarto. Na fotografia esta técnica é equivalente ao sépia.

Esta técnica pode ser utilizada como decoração, como a primeira fase de uma pintura a óleo (em preparação para a aplicação de camadas de cor numa fase posterior) ou como modelo para uma gravura. Giotto usou o grisaille nos primeiros registo dos frescos na Capela Scrovegni, e Jan van Eyck pintou en grisaille' figuras no exterior das tábuas dos trípticos, incluindo o Políptico de Gante. Estas pinturas só se vêem, geralmente, quando as portas dos polípticos se encontram fechadas. Em muitos casos tentam-se imitações de esculturas.

Nos Países Baixos a tradição das pinturas en grisaille terá sido iniciada por Martin Heemskerck, Jan Brueghel o Velho e Hendrik Goltzius, e difundiram-na a copiosa obra de Adriaen van de Venne, o atelier de Rembrandt e Jan van Goyen. Na Capela Sistina, algumas partes dos conhecidos frescos têm detalhes en grisaille. Em Hampton Court a parte inferior da decoração da grande escadaria, da autoria de Antonio Verrio, partilha esta técnica.

Ligações externasEditar

Referências

  1. HOUAISS, Instituto Antônio. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Editora Objetiva, dez. 2009.
  2. Exemplares italianos descritos como grisaglia, podem no entanto ter outro significado.