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Vista do Palácio de Ranavalona em Antananarivo

A história de Madagáscar é conhecida desde o início da sua ocupação humana.

Índice

As Primeiras MigraçõesEditar

Madagáscar foi colonizado por humanos pela primeira vez cerca de 2,000 anos atrás. Os colonos eram ou indonésios ou pessoas de ascendência mista indonésia e africana. Os comerciantes árabes chegaram ao país em meados de 800 ou 900 anos DC, quando se começou a realizar comércio ao longo da costa do norte.[1]

Chegada dos EuropeusEditar

O primeiro europeu a chegar a Madagáscar foi o capitão português Diogo Dias, que encontrou a ilha a 10 de Agosto de 1500, depois de ter perdido o seu curso marítimo para a Índia devido aos ventos. Deu o nome de São Lourenço à ilha. Ao longo desse século, os portugueses, os franceses, os alemães e os ingleses tentaram estabelecer colónias mercantis em Madagáscar. Todos eles falharam devido às condições hostis e à defesa feroz dos guerreiros malgaxes locais.[2]

LibertáliaEditar

Os europeus só conseguiram uma posição firme em Madagáscar nos anos tardios do século XVI, quando os piratas governavam a costa leste da ilha. Estes piratas usavam Madagáscar como uma base para atacar navios que traziam mercadorias de volta para a Europa da Índia. No século XVII, os franceses tentaram estabelecer posições militares na costa leste da ilha, mas falharam de novo. Pelo início do século XIX, a única colónia que os franceses possuíam era na ilha de Sainte Marie.[3]

Reino MerinaEditar

Entretanto, durante o século XVII, os sakalavas da costa do ocidente consagraram o primeiro reino de Madagáscar. Em 1810, os seus rivais, os merina, fundaram um reino que abrangia a maioria do resto de Madagáscar. O seu rei, Radama I, estabeleceu relações com os ingleses e abriu o país a missionários ingleses que vieram espalhar a fé cristã pela ilha e que transcreveram para a escrita a língua Malagas. No reinado de Radama, uma espécie de revolução industrial em miniatura trouxe a indústria para a ilha. Após a morte de Radama, foi sucedido pela sua viúva, Ranavalona I, que aterrorizou o país durante 33 anos, perseguindo cristãos, expulsando estrangeiros, executando rivais políticos, e trazendo de volta o costume de matar bebés nascidos em dias considerados de pouca sorte. Depois da sua morte, as relações com a Europa foram restabelecidas.[4]

Independência e a República MalgaxeEditar

Em 1883, França invadiu Madagáscar e a 1896 já tinha estabelecido por toda a ilha, tendo-se esta tornado numa colónia francesa. França usou Madagáscar como uma fonte de madeira e especiarias exóticas, como baunilha. Os Malgaxe fizeram duas grandes rebeliões contra os Franceses, em 1918 e em 1947, mas o país só voltou a ganhar a sua independência a 26 de Junho de 1960.

Em 1975, Didier Ratsiraka ganhou controle do país. Ele governou Madagáscar como um ditador até ser derrubado em 1991 em consequência de um colapso económico. Ganhou a presidência pouco depois e governou até perder a eleição de 2001. O novo presidente, Marc Ravalomanana, prometeu trazer democracia ao país. Tendo começado por vender iogurtes nas ruas de bicicleta, Ravalomanana construiu um império comercial e tornou-se no homem mais rico de Madagáscar. Em 2005, ainda é presidente e a economia continua a melhorar.[5]

ReferênciasEditar

  1. «Tudo sobre a Ilha da Madagascar: onde fica e curiosidades | Adventure Club». Adventure Club. 27 de maio de 2015 
  2. MegaCurioso (18 de julho de 2014). «Próxima Parada: Madagascar - encante-se com uma das maiores ilhas do mundo». MegaCurioso - As curiosidades mais interessantes estão aqui 
  3. «As cidades perdidas de Uncharted: Libertalia». RobotGeeks. 2 de junho de 2016 
  4. «Conheça Ranavalona I, a rainha mais cruel da história de Madagascar». Jornal Ciência. 19 de novembro de 2016 
  5. «História: Madagascar». www.wildmadagascar.org. Consultado em 30 de julho de 2018