Horizonte B textural

Horizonte B textural (sigla: Bt) é caracterizado como um horizonte mineral subsuperficial de textura no máximo franco-arenosa (contém menos de 70% de areia) e que possui uma maior porcentagem de argila do que o horizonte mineral acima dele, seja um horizonte A ou E, bem como pode ou não ser maior que o do horizonte C abaixo dele.[1][2][3]

Critérios editar

Para que um horizonte seja categorizado como horizonte B textural é necessário a existência de uma maior percentagem de argila nele devido ao menos uma das seguintes causas:

1. Fenômenos de iluviação; e/ou
2. Formação pedogenética no local; e/ou
3. Infiltração de argila ou argila+silte, ambos associados ou não com matéria orgânica; e/ou
4. Destruição ou perda da argila do horizonte superficial. Entretanto, um horizonte não é configurado como B textural quando seu maior teor de argila é resultado exclusivo da descontinuidade litológica do material originário.

Em adição, faz-se necessário que os seguintes critérios quanto à espessura também sejam atendidos:

5. Ter pelo menos 10% da soma das espessuras dos horizontes acima dele e no mínimo 7,5 cm; ou
6. Ter mais de 15 cm se a textura do horizonte E ou A for areia franca ou areia.

Ademais, um das exigências críticas para sua caracterização é a relação textural, que deve atender a estes requisitos:

7. Nos solos cujo horizonte A contém teor de argila maior que 400g/kg, a relação textural deve ser maior do que 1,50, ou seja, o horizonte B deve ter 50% a mais de argila do que o horizonte acima dele; ou
8. Nos solos cujo horizonte A contém teor de argila entre 150 e 400g/kg, a relação textural deve ser maior do que 1,70, ou seja, o horizonte B deve ter 70% a mais de argila do que o horizonte acima dele; ou
9. Nos solos cujo horizonte A contém teor de argila menor que 150g/kg, a relação textural deve ser maior do que 1,80, ou seja, o horizonte B deve ter 80% a mais de argila do que o horizonte acima dele.

Descrição editar

A argila é de natureza coloidal, o que a torna suscetível de ser translocada junto com a água quando a percolação é expressiva. Ao serem depositadas em meio aquoso, as partículas de argilas tendem a repousar de modo aplanado com orientação paralela ao seu local de apoio, umas sobre as outras, devido ao seu formato laminar; dessa maneira, formam películas que revestem outras partículas minerais. Esse revestimento pelas argilas, ou também o revestimento semelhante feito por outros materiais coloidais inorgânicos, conferem ao solo um fenômeno chamado cerosidade, atributo também usado para diagnóstico do horizonte B textural.

Assim, a cerosidade é definida pela aparência lustrosa, de brilho graxo, ocorrente no preenchimento dos poros do solo ou sobre os agregados, causada pelo revestimento de materiais coloidais minerais.[4]

Galeria editar

Ligações externas editar

Ver também editar

Referências editar

  1. «Horizontes Diagnósticos Superficiais» (PDF). Embrapa 
  2. United States Department of Agriculture (USDA).
    EXAMINATION AND DESCRIPTION OF SOIL PROFILES.
    Natural Resources Conservation Service Soils.
  3. IBGE (2005).
    MANUAL TÉCNICO DE PEDOLOGIA.
    Manuais Técnicos em Geociências, 2ª ed., n.4. Acessar
  4. Santos, Humberto Gonçalves dos, et al. (2018)
    SISTEMA BRASILEIRO DE CLASSIFICAÇÃO DE SOLOS.
    5. ed. rev. e ampl. Brasília, DF : Embrapa. Acessar